O blog da Flusócio é a casa virtual de todo tricolor!
Conheça aqui o Fluminense e seus bastidores.
O grupo Flusócio nasceu de conversas informais na arquibancada. Um grupo de torcedores indignados com a maneira como o clube tem sido administrado nos últimos tempos vislumbrou a necessidade de entrar como sócio e tentar mudar o Fluminense de dentro para fora.
Se você tem elogios, sugestões ou críticas sobre o conteúdo do blog, escreva para blog@flusocio.com.br. Se você quer participar da Flusócio ou esclarecer qualquer tipo de dúvida sobre o processo político do Fluminense, escreva para faleconosco@flusocio.com.br
Hoje, em Assunção, a Conmebol sorteou os confrontos iniciais da oitava edição da Copa Sul Americana. A definição não poderia ser mais feliz para o torneio. Teremos dois Fla-Flus de arrepiar em agosto. Pela primeira vez na história, o maior clássico do Brasil vai acontecer em uma competição internacional oficial. Chegou a hora do grande duelo da década contra o nosso maior rival. Que o Flu faça um bom planejamento e reforce a equipe em todas as posições carentes para encararmos esses confrontos que prometem sacudir o Maracanã antes de seu fechamento por três anos para obras.
Publicado por Flusócio
em 03/07/2009 às 15:48. 25 Comentários
Apesar da excelente campanha na Libertadores do ano passado e do título da Copa do Brasil de 2007, boa parte da torcida xingava e não gostava dos laterais Gabriel e Júnior César. Todos reconheciam que Gabriel era um excepcional jogador, com base no que mostrou em 2005. Por isso, esperávamos mais dele, embora continuasse sendo um dos melhores do Brasil.
Pois em 2009, nosso maior drama é justamente a ausência de laterais. Nem Mariano, nem Diogo, muito menos João Paulo, Dieguinho, Augusto ou Leandro (que já foi tarde) atendem às necessidades de um time que pretende ser campeão brasileiro ou mesmo chegar à Libertadores. São marcadores medíocres e não sabem ir à linha de fundo ou criar jogadas de ataque.
Em favor de João Paulo, Dieguinho e Augusto ainda se pode dizer que os dois primeiros são muito jovens, estão em formação, e o outro acabou de chegar de um centro menor, precisa de adaptação. Mas há urgência, o campeonato avança e a limitação evidente nos têm feito perder pontos e jogos que não poderíamos nos dar ao luxo de perder ou empatar.
Se está difícil encontrar laterais no Brasil, uma das saídas seria recorrer ao mercado sul-americano, seja na Argentina, seja no Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, não importa. Até concordamos que Gilberto, Roberto Carlos, Elder Granja seriam apostas de alto risco, por causa da idade deles, do custo elevadíssimo e das experiências que tivemos com jogadores como Rogério e Leandro, que só nos trouxeram decepções.
É certo que o Fluminense e a Unimed não podem correr riscos, inchando o elenco com jogadores caros e que não trazem retorno técnico. Mas alguma coisa precisa ser feita. Já atiramos na lata do lixo o Campeonato Carioca (com a agravante de que o Flamengo foi campeão e nos tomou a hegemonia) e a Copa do Brasil. É urgente que o Fluminense resolva o problema de suas laterais – embora seja também urgente contratar um substituto para Thiago Neves que dê velocidade e qualidade técnica ao time.
Encerramos mais uma enquete. A pergunta era: “Se o futebol for mesmo para um CT, qual seria o fator a ser priorizado num possível projeto para o gramado de Laranjeiras?” O resultado foi este:
1 - Gerar novas fontes de receita para o FFC. (66%, 261 votos)
2 - Funcionar como “Maracanã” das divisões de base. (22%, 85 votos)
3 - Construir novas opções de lazer para sócios. (7%, 28 votos)
4 - Manter intocado para preservar a história. (5%, 19 votos)
Total de votos: 393
Vemos que, com larga vantagem, os blogueiros perceberam a situação falimentar do clube e votaram na opção sobre utilizar o espaço do campo com recursos que possam gerar dinheiro, artigo que anda muito em falta no FFC.
O Fluminense parou no tempo, por ser um clube que pouco oferece aos sócios, não sabendo arrecadar, aproveitando mal seu espaço. Tantos clubes possuem restaurantes, lojas, museus e até salas de cinema em visitas guiadas. Esta é a chance de, conseguindo um Centro de Treinamentos de alto nível e com todos os recursos estruturais necessários, poder utilizar um espaço que hoje é ocioso, um verdadeiro elefante branco em plena zona sul da cidade. Opções não faltam. Basta trabalho responsável, planejado e eficiente, buscando a consultoria correta caso não se saiba o que fazer com tanto espaço livre. É necessário muito mais debate e estudos concretos por parte de especialistas, mas a princípio uma solução que englobe novas opções de lazer para sócios e novas fontes de receita para o clube nos parece complementar, não algo excludente.
A lamentar, o fato de termos detectado um usuário que votou 257 vezes em uma mesma opção. Ele tentou fraudar a pesquisa, mas acabou perdendo tempo, afinal, o endereço IP de cada voto fica registrado em um relatório de log. Foi fácil identificarmos e fazermos o ajuste. Fica o recado de que aqui não se brinca com o Fluminense. Nós levamos esta instituição muito a sério.
Uma nova e importante enquete já está no ar. Participe!
Publicado por Flusócio
em 02/07/2009 às 10:00. 26 Comentários
Seja em resenhas de jogos, seja em posts específicos, como o nosso contador de pênaltis em Estaduais que inclusive se espalhou pela imprensa esportiva ou os nossos vídeos com erros em partidas recentes contra o Vasco e o Botafogo, alertamos reiteradamente que a pouca combatividade dos representantes do Fluminense gera reflexos em arbitragens sempre negativas para o clube. Não raro, muitos tricolores alegam que isso não faz diferença, pois o time seria ruim, que faltam jogadores… Até de chororô, tais alertas foram chamados. Eis que o Internacional, através de seu ex-presidente e atual vice de futebol Fernando Carvalho, talvez o maior presidente de um clube de futebol nesta década, deu uma entrevista coletiva em que claramente joga pressão para a arbitragem do jogo pela final da Copa do Brasil contra o Corinthians.
Foi elaborado um vídeo com os erros que favoreceram o seu adversário, separados por pênaltis mal marcados, faltas seguidas de um mesmo jogador pendurado, faltas que mereceriam cartão vermelho, enfim, um documentário das “ajudas” que um dos times preferidos da mídia vem recebendo. O vídeo, entremeado com a entrevista, pode ser visto no site da TV Inter (http://www.hotmedia.com.br/tvinter/420-4253). É uma aula de como defender o seu time com fatos, não com bravatas. O Inter pode até não ser campeão, mas dificilmente a arbitragem o prejudicará hoje no Beira-Rio, onde inclusive o beneficiou escandalosamente em 1992 em uma final contra o… Fluminense! Fluminense, que por sinal, foi extremamente prejudicado em casa contra a LDU na final da Libertadores. Não foi o principal motivo para a nossa derrota, mas…
Como se costuma dizer nos bastidores, “futebol também se ganha dentro de campo”. A lição básica parece que não foi aprendida por nossa atual diretoria. Não é à toa que todos os anos estamos sempre entre os clubes que mais perdem pontos por erros de arbitragem, não só a estadual, como também a nacional e internacional. Reafirmamos que este trabalho de prevenção deve ser feito incessantemente pelo Fluminense, ainda mais agora que o site oficial do clube deve passar a ter um serviço melhor de Web TV. A própria Flusócio já preparou dossiês com fatos e vídeos sobre determinados árbitros. Entregamos o material à direção do clube e nada foi feito, sob alegações de “que não adianta nada”, que fulano “é bom juiz”… Só que continuamos sendo prejudicados! Afinal, quem será que está certo: o Fluminense ou o Internacional?
Publicado por Flusócio
em 01/07/2009 às 18:17. 50 Comentários
Crescemos admirando você. Forte, nobre, grande. Crescemos sabendo que você era o maior. E nos apaixonamos. Ficamos cegos pelo amor, durante muito tempo. Amputados de toda a nossa razão. Foi daqueles amores instantâneos.
Ah, nosso time era o maior campeão do Estado. Nosso time possui um passado glorioso. Já foi referência nacional, mundial. Fomos felizes durante muitos e muitos anos. E tudo aquilo nos fez ser tricolor. É da relação. Você ama, sofre, descobre os defeitos, ama as qualidades. E, por um tempo, fica cego. Fomos cegos por você, Fluminense. E, na verdade, às vezes, ainda continuamos cegos, porque isso faz bem aos apaixonados.
De alguma forma, aquele gol do Romerito, aquele título brasileiro e aquele tricampeonato mantiveram acesa aquela chama, fizeram-nos acreditar. É como todo início de relação: o carinho, o envolvimento e a dedicação dos dois são iguais. É incomparável. É a sensação de que o mundo é seu. E o mundo era nosso, Fluminense.
Depois, com a cumplicidade da relação consolidada, percebemos que tudo ficou morno. Por um tempo, nossa relação foi morna. Sempre acreditamos: isso faz parte de toda relação. E fez parte da nossa por algum tempo.
E, um dia, lá em 1995, aquela chama reacendeu. Um momento nosso, inesquecível. A ideia de que o mundo podia parar. E que o nosso amor era maior do que qualquer outra relação no mundo. Lembro bem de quantas noites dormimos em êxtase. Acordávamos com vontade de colocar a música, a nossa música, no último volume, e sair para trabalhar com um sorriso estampado no rosto.
Durou pouco. Depois, Fluminense, você foi se afastando. Por anos, podíamos jurar que apenas nós amávamos você. E assim era. Você não fazia a menor questão de mostrar que gostava de nós. Ao contrário, você nos envergonhava. Jogou-nos no fundo do poço. Você não ligava para o nosso amor e seguia em frente. Seguia por um caminho que, tínhamos certeza, só iria fazer que nos afastássemos de você. E assim aconteceu. Muitos desistiram. Ficaram pelo meio do caminho. Mas muitos de nós fomos corajosos e ficamos ali, do seu lado. Mesmo traídos, ficamos ali, ao seu lado, esperando por você.
Gritamos e cantamos por você. Resignados por um amor maior, inexplicável, incondicional.
Os amigos de ocasião diziam que era a hora de seguir em frente, de esquecer o passado e olhar para frente. Porém, com a certeza de que jamais encontraríamos um amor assim, não abandonamos você. E ficamos ao seu lado, contra tudo e contra todos.
Os anos passaram e você tentou me dar algumas provas do seu amor. Iludimo-nos, como todo apaixonado. Em cada tentativa sua, era como se a voltássemos à época de ouro, do amor infalível, da fidelidade plena, ao tempo em que você era o maior. E foi assim em 2007 e em 2008. Acreditamos que você estava de volta. Acreditamos no seu amor. E foi bom. Por alguns dias, percebemos que todos os nossos esforços em manter vivo esse amor, valeram à pena. E como valeram. Quantas noites dormimos felizes, em êxtase, com vitórias épicas e demonstrações grandiosas do nosso amor por você.
Aquele 2008 será inesquecível. Foi uma demonstração de que o nosso amor pode sim ser eterno. Parecia que você estava acordando de um sono profundo e que lutaria pelo nosso amor. Pura ilusão. Desde 02 de julho de 2008, você não nos dá alegrias. Desmandos, incompetência, amadorismo, derrotas, vergonha. Parece que aquele chama novamente se apagou. E a culpa é sua, exclusivamente sua, Fluminense. Sentimo-nos traídos. Você, mais uma vez, deixou de brigar pelo nosso amor. Deixou de ser o Fluminense que aprendemos a amar.
Nós, porém, os seus torcedores, jamais deixaremos de amar você. Esse amor incondicional sempre fala mais alto. Essa paixão que supera a inércia traz junto a vontade de lutar e reconstruir tudo de novo. A vontade de fazer as coisas voltarem a ser como eram. Nós decidimos lutar, Fluminense. Lutar porque amamos você. Lutar porque acreditamos que você vale a pena. Acreditamos que podemos ser felizes novamente. Hoje, a arma dessa luta é uma só, o nosso voto. Através do voto, poderemos defendê-lo das mãos daqueles que não lhe tratam com o amor e o carinho que você merece.
Amigos tricolores, hoje é dia 1º. de julho de 2009. Mês de aniversário do Fluminense Football Club. Mês de isenção do pagamento da joia para se associar ao Fluminense. A campanha pela Cidadania Tricolor chega à sua reta final e tem hoje um marco fundamental. Se você possui condições financeiras e ama, incondicionalmente, o Fluminense, não deixe de se associar. Junte-se à Flusócio nessa luta para salvar a nossa paixão.
Fluminense, o nosso amor por você é eterno, incondicional. Não olha cor, feito, qualidades ou defeitos. É uma paixão cega que constrói. Jamais desistiremos de você. Seus torcedores apaixonados não lhe abandonarão. Façamos de hoje, 1º. de julho de 2009, o primeiro dia da revolução que mudará para sempre a história da nossa relação de amor com o Fluminense.
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A Flusócio sugere aos amigos tricolores, na medida em que forem confirmando a sua associação ao Fluminense Football Club, que deixem uma mensagem neste post, com nome e número de matrícula, para que esta sirva de estímulo aos demais companheiros engajados na corrente pela mudança neste momento decisivo da campanha de associação em massa.
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Damos os créditos e um agradecimento especial a duas pessoas: o brilhante publicitário Flavio Henrique Medeiros, membro da Flusócio, autor do texto original que adaptamos no post, e o cinegrafista oficial da torcida tricolor, Eduardo Rocha. Acessem http://www.youtube.com/user/edurocha77 e confiram um dos melhores espaços de vídeos sobre o Flu na Internet.
O tricolor Marcelo Pitanga lança hoje o seu livro “Fluminense (meu) Eterno Amor – Memórias de um Torcedor”. O evento será na Choperia Devassa em Niterói (Praia de São Francisco, 185).
No livro, Pitanga conta suas histórias de torcedor ao longo de mais de três décadas acompanhando o Fluminense no Maracanã e Brasil afora.
Quem não puder comparecer hoje em Niterói, haverá ainda mais dois eventos de lançamento, conforme o convite acima. A apresentação do convite não é necessária.
Publicado por Flusócio
em 30/06/2009 às 12:38. 14 Comentários
“Para mim, a sensação é que temos dois modelos muito diferentes de entender o futebol, de filosofia de vida. Nós baseamos nosso modelo no trabalho, no futebol de base, em trazer jogadores para o time de cima. Uma forma de entender o futebol na qual priorizamos o futebol de ataque e uma vitória estética. Pulverizamos os recordes com nossa maneira de entender o futebol“, declaração de Joan Laporta, presidente do clube mais bem sucedido do mundo na atualidade, o FC Barcelona, sobre as contratações do rival, Real Madrid.
Naturalmente, a mídia esportiva está fazendo um grande alarde após as milionárias contratações das estrelas mundiais Kaká e Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid. Os negócios chegaram a espantosos 160 milhões de euros somados, quantia que impressiona em uma época de crise financeira globalizada. E Florentino Pérez, presidente do clube, disse ter 300 milhões de euros para gastar, ou seja, é provável que ainda surjam mais loucuras por aí para impressionar.
Enquanto isso, no maior rival, a realidade é outra. Recentemente, o Barcelona conquistou uma “tríplice coroa” de títulos: Copa do Rey, Liga Espanhola e Liga dos Campeões da Europa. Tudo indica que com o entrosado time que possui deve conquistar com facilidade o mundial de clubes nos Emirados Árabes em dezembro. Você sabe quanto custou o atual time do Barcelona? Bem menos do que a contratação de Kaká! Na final contra o Manchester United, sete dos onze titulares eram jogadores formados nas categorias de base do clube, a “cantera”.
E o que tem a ver o Fluminense com isso? Simples. Somos um clube conhecido por sempre ter sido dono de bons times na base. Grandes jogadores surgiram no Flu, que se tornou uma referência em formação de jogadores no Brasil. Conquistamos também títulos importantes, deixando nossos atletas acostumados a serem vencedores. Por filosofia e necessidade, o clube sempre fez uso de seus jogadores formados em casa. Um exemplo disso foi o time campeão carioca em 1980, que tinha nove jogadores revelados pelo clube. Infelizmente, porém, uma antiga tradição tricolor não é valorizada pela diretoria do clube. Claro que com as condições atuais do futebol brasileiro, é praticamente impossível ter um time com tantos jogadores formados da base. Mas com trabalho sério, é viável o Fluminense ter bem mais do que já tem.
Certamente não se pode jogar o peso da responsabilidade de conduzir o nosso time a rapazes de pouco menos de 20 anos, mas para isso há uma solução. É preciso contratar atletas mais experientes para dar apoio, segurança e aprendizado aos garotos que estão loucos para crescer na carreira. É daí que vem o firme alicerce de uma equipe realmente vencedora: o equílibro entre bons jovens formados no clube, com identificação e orgulho de vestir a camisa, com contratações cirúrgicas, pontuais.
Que o forte Barcelona sirva de exemplo. Eles crescem cada vez mais, com seus 162 mil sócios e uma “cantera” vitoriosa que rende lucros. Eto’o e Messi chegaram ainda adolescentes ao clube. Hoje são o orgulho do clube e da torcida. Então, amigo tricolor, se você quer ver o Fluminense formando craques em casa, que rendam frutos técnicos e econômicos, associe-se ao clube e ajude a fazer de Xerém um celeiro de qualidade!
A Flusócio recebeu a denúncia de uma grave falha operacional no programa Passaporte Tricolor. O torcedor que não está em dia com as mensalidades tem a entrada liberada mesmo que a roleta aponte a sua inadimplência. Recebemos um e-mail de um torcedor que não paga a mensalidade desde dezembro do ano passado que disse ter entrado facilmente ontem no Fla-Flu no Maracanã, jogo em que tínhamos o mando de campo. Outras denúncias deste tipo também chegaram recentemente, vindas de várias pessoas diferentes.
Na prática, o que acontece é o seguinte: se a roleta der acesso negado, então basta inventar qualquer desculpa que o pessoal responsável pelo programa Passaporte Tricolor libera o acesso na hora. Mas recebemos também denúncia de que o Passaporte dá sinal verde para vários cartões inadimplentes, o que é ainda mais inadmissível.
Provavelmente, muitos torcedores já perceberam a falha e também se aproveitaram, fato que lesa o clube, pois diminui a arrecadação dos jogos. A Tática Sports, empresa terceirizada responsável pelo programa, já foi avisada pelo FFC e precisa dar respostas urgentes.
Com esta denúncia, clamamos para que o foco seja desviado. Tricolor, onde seu dinheiro está mais bem investido? Em um programa pouco transparente, que rende uma mixaria para o clube e dá direito apenas a ingressos nos jogos? Ou em um projeto de associação ao clube, que dá direito a votar e influir no futuro da sua paixão? O preço é quase o mesmo!
Associe-se ao FFC por apenas R$ 85,50 por mês, com direito a meia-entrada na venda antecipada para os jogos onde o Flu é o mandante e direito a sono tranquilo por saber que você não lesou financeiramente o Fluminense, pelo contrário, botou a mão na massa da revolução!
Publicado por Flusócio
em 29/06/2009 às 13:49. 37 Comentários
Num jogo morno, Flamengo e Fluminense acabaram empatados em um justo 0×0 pela oitava rodada do campeonato brasileiro de 2009. Na verdade, cada time dominou um tempo de jogo: o Flu começou bem, atuando com muita garra e conseguiu dominar as ações no primeiro tempo. Parreira surpreendeu ao escalar dois volantes de pegada, adiantar Diguinho e liberar Conca e Thiago Neves apenas para a criação onfensiva. O resultado foi um time mais brigador que nos jogos recentes, com bom bloqueio defensivo e uma boa proteção à dupla de zaga. Apesar disso, a falta de jogadas pelos flancos continuou uma constante e o time pouco ameaçou o gol de Bruno.
No segundo tempo, o Fla voltou marcando pressão e foi melhor que o Flu, mas também não teve competência para colocar a bola na rede. Como fato negativo ficou a constatação que Parreira demorou a mexer, especialmente quando seu time era dominado. Só substituiu de forma reativa, em resposta à entrada de Petkovic no time rubro-negro, um fato que foi ruim para os adversários porque acabou equilibrando novamente a partida.
Tudo bem que Parreira pegou um elenco já montado e desequilibrado, sem laterais e nem volantes de qualidade, as duas posições mais importantes do futebol moderno. Também são atenuantes a péssima estrutura de trabalho do FFC e a temporada muito ruim de jogadores dos quais se esperava muito, como Leandro (já dispensado), Leandro Amaral e Thiago Neves. Mas o Fluminense venceu apenas 3 dos últimos 17 jogos. E mesmo se considerarmos todas as atenuantes, este rendimento é muito pouco. São muitos empates, pouquíssimas vitórias e uma dificuldade quase crônica para marcar.
Especificamente no jogo de hoje, quando o time estava sendo dominado no segundo tempo, seria necessário mais ousadia e ímpeto para tentar vencer, mas isso não foi tentado pelo treinador. Também preocupa a falta de jogadas ensaiadas e o péssimo rendimento nas bolas paradas, algo estranho em um time que tem Thiago Neves e Conca como batedores. Hoje, o Flu é o único time do campeonato que tem média inferior a um gol por jogo, mesmo contando com Fred, um dos principais atacantes do futebol brasileiro, no comando do ataque. Este desempenho é inaceitável e fará com que o time jogue sob pressão contra o Corinthians, em São Paulo, na próxima rodada.
Publicado por Flusócio
em 28/06/2009 às 22:58. 57 Comentários
Em 1919, escreveu Mário Filho, recitava-se o time do Fluminense como um soneto. Decassílabos perfeitos. Não se podia tocar numa sílaba sem estragar tudo. Hoje, alguns nomes da nossa escalação doem um poucos nos ouvidos. Mas isso não interessa nesta semana.
No domingo, até o mais atroz dos nossos pernas-de-pau estará convertido em um remador de Ben Hur, em um Moisés de Cecil B. de Mille; será heroico como um Tiradentes de Portinari. Sim, porque mesmo com os clubes longe do melhor momento de sua história, o Fla-Flu continua, como definiu Nelson Rodrigues, o maior clássico da face da terra.
E precisamos vencer. Uma vitória significará chegar perto do G-4. Uma derrota nos deixará perto da zona do inferno. As provocações já começaram, com o goleiro Bruno garantindo que Adriano é mil vezes melhor do que Fred. A goleada sobre o Inter fez com que esquecessem o vexame do domingo anterior.
É o momento da afirmação para o Flu no campeonato. Uma boa vitória nos recarregará as baterias para uma boa arrancada que nos leve a disputar uma vaga na Libertadores – embora seja ainda muito cedo para qualquer previsão.
Resta confiar no caráter e no brio dos nossos jogadores, na capacidade técnica de Conca, Thiago Neves e Fred, na vontade de Diguinho de retomar a ascensão da carreira; da necessidade de Mariano e João Paulo demonstrarem que têm futebol para time grande.
Esperamos também que Parreira sinta de novo a chama interior dos líderes e consiga que os jogadores compreendam que Leo Moura e Juan não podem jogar, que Adriano não pode ajeitar a bola para chutar e nem arrancar com ela. Que Fred e Thiago Neves precisam receber a bola de frente para o gol e em boas condições.
Mas o mais importante: o time do Fluminense precisa ter vontade de vencer, precisa lutar pela bola em cada centímetro do campo, recuperar a ânsia de fazer gols, de partir para cima sem se descuidar da defesa. Temos que ganhar do Flamengo. Será que é pedir muito?
Publicado por Flusócio
em 27/06/2009 às 00:01. 55 Comentários
Após o Fla-Flu do próximo domingo, dia 28/06, o Fluminense só voltará a campo no dia 08/07. Nosso próximo jogo será em uma quarta-feira no Pacaembu contra o Corinthians. Serão nove dias seguidos para que a comissão técnica aprimore a parte tática e técnica do elenco, juntamente com a preparação física. É mais uma oportunidade de uma “inter-temporada” que não pode ser desperdiçada. É preciso que estes dias sejam bem aproveitados em um local que ofereça um mínimo de estrutura para trabalhar e que afaste os atletas dos muitos problemas extracampo.
Logo depois do jogo contra o Corinthians, os treinos do Fluminense já serão no CFZ, que seria o local ideal para trabalhar entre 29/06 e 07/07. Enfim, há vários fatores que serão benéficos para que o Flu suba de vez na tabela do Campeonato Brasileiro e tenha tranquilidade para o restante do primeiro turno da competição. Para isso, basta um planejamento razoável. Só isso! Nada difícil de fazer, mas que parece quase impossível para as pessoas que dirigem o clube hoje em dia, até porque tudo o que vemos acontecer neste ano são frutos justamente da falta de planejamento.
Crédito da imagem: Lancenet!
Publicado por Flusócio
em 26/06/2009 às 13:36. 37 Comentários
O assunto traz tristes lembranças a todos os torcedores tricolores. Em um dos momentos mais importantes e felizes da gloriosa história do Fluminense, durante a magna campanha na Libertadores 2008, a atual diretoria envergonhou nossa torcida e manchou nossas cores e nossa bandeira. Milhares de torcedores foram às filas comprar ingressos para a final da Libertadores e receberam em troca socos, pontapés e spray de pimenta nos olhos.
Hoje, todos sabemos o que aconteceu. Fraude, atuação criminosa, desprezo pela torcida… Uma quadrilha formada dentro de Laranjeiras elaborou um esquema criminoso para ganhar dinheiro com a venda dos ingressos de umas das mais importantes partidas da história do Fluminense. Ao final, torcedores tiveram que gastar pequenas fortunas para assistir o jogo, comprando ingressos das mãos de cambistas.
Muito se falou na imprensa e fora do clube. Dentro do clube, porém, pouco se falou e nada se fez. Ninguém foi punido e os responsáveis pela venda de ingressos continuam os mesmos. A torcida tricolor, maior patrimônio do Fluminense Football Club, continua sem uma resposta, sem uma explicação. A ferida aberta ainda não cicatrizou.
A Flusócio reitera sua indignação e revolta com a situação ocorrida e com a falta de responsabilização dos culpados. Por essa razão, utilizamos nosso espaço para divulgar um movimento criado na Internet e que deve ter ampla aceitação na torcida. Está programada uma mobilização pacífica para cobrar, após o transcurso de um ano, a responsabilização pela farra dos ingressos. Acontecerá na sede do clube amanhã, dia 27/06, às 12h.
É indesculpável o que ocorreu naquele fatídico 21 de junho de 2008. E ainda mais indesculpável é a absoluta falta de transparência da atual diretoria ao tratar do assunto e a total falta de responsabilização dos culpados. Nossa história e nossa tradição não condizem com a humilhação a que foi submetida a nossa torcida. Uma resposta. É isso que queremos. Todos!
No fim de 2007, quando não tínhamos um bom volante para disputar a Libertadores do ano seguinte, o nome de Fabinho começou a ser ventilado. O jogador estava na época no Toulouse, da França, e chegou a ser anunciado para imprensa como reforço pelo presidente Roberto Horcades. O atleta, inclusive, deu uma entrevista para o Lance! comentando que o negócio estava muito próximo de um desfecho. Só que o acerto não foi tão simples assim e não houve paciência para esperar um pouquinho. Tivemos, então, que nos contentar com Ygor, o queridinho de Renato, e ver o Fabinho ter boas atuações no Corinthians, ajudando o clube a subir para a primeira divisão nacional.
Em 2009, após passar um tempo contundido, Fabinho perdeu espaço no time do Corinthians para Christian e Elias. Tivemos mais uma oportunidade de trazer o jogador no fim de maio, início de junho, logo após o duelo contra eles pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Não seria apenas uma contratação. Seria um reforço mesmo, ainda mais considerando o nível dos volantes do atual elenco do Fluminense. Só que após contratar o Fabio Santos, que é um bom jogador, mas só poderá atuar em agosto, e não por causa de sua contusão, acabamos desistindo de trazer o Fabinho. Resultado: ele acertou com o Cruzeiro, time semifinalista da Libertadores, e já está jogando.
O Cruzeiro, apesar de ter vários e bons volantes no elenco, teve uma boa visão mercadológica. Viu que um bom jogador estava disponível e não titubeou em trazê-lo. Fabinho tem força e altura, tem atitude e técnica, tem garra e raça, todos os pré-requisitos básicos para um atleta de sua posição. Ainda tem o plus de ser um volante moderno, pois além de marcar com eficácia, auxiliando a defesa, sai bem para o jogo, dá bons passes e faz gols, principalmente de cabeça, como o terceiro que fez contra o Grêmio. É o típico jogador que não temos e mesmo se tivéssemos não faria falta ter um a mais no elenco, mas só para a diretoria do Fluminense que não é preciso.
Enquanto isso, pelo menos até agosto, seremos obrigados a nos contentar com Wellington Monteiro como titular. Isto porque já liberamos de graça dois jogadores da posição – Jaílton e Romeu. E ainda temos um outro Fabinho, o “soldado”, que talvez seja também liberado e que no início da temporada teve o seu contrato renovado por ser visto pelo departamento de futebol como um dos grandes líderes do grupo… Nada acontece por acaso. Clubes como Cruzeiro, mesmo com orçamento inferior, sabem como montar um elenco, contratando, trocando, vendendo ou dispensando atletas na hora certa. Já nós seremos obrigados a talvez vê-los onde gostaríamos tanto de estar.
Publicado por Flusócio
em 25/06/2009 às 14:06. 24 Comentários
Em uma iniciativa ousada, o Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, resolveu ter um verdadeiro esquadrão em seu novo time de vôlei masculino. Contrataram quase meia seleção brasileira (Giba, Rodrigão, Gustavo, Marcelinho e Kid), tornando-se favoritíssimo ao título da Liga Nacional.
Conseguiram graças a recursos da Lei Piva de incentivos fiscais e o patrocínio da operadora de TV por assinatura Sky, totalizando um investimento de R$ 15 milhões. Os planos de retorno são ousados e concretos, dada a visibilidade que hoje o voleibol possui, sendo o segundo esporte da preferência dos brasileiros. A diretoria do E. C. Pinheiros concluiu que não basta ter uma seleção campeã de tudo e objetiva ter um forte campeonato nacional, ao nível das ligas europeias, aumentando ainda mais a popularidade do vôlei. Previram também que o ginásio do clube não comportará a demanda de público esperada e o mando de quadra será no ginásio do Ibirapuera. E as categorias de base não serão esquecidas. O clube também promete times competitivos em outras modalidades. Bastaram apenas trinta dias para o início e conclusão do projeto todo.
A Flusócio apoia iniciativas como esta e considera que o Fluminense não pode ficar de fora desta onda de evolução e crescimento apresentada nos esportes olímpicos, principalmente no basquete e no vôlei. Há condições, pois temos camisa, torcida e popularidade. Quem não gostaria de aproveitar uma oportunidade como esta, tendo um público que dá a possibilidade de ginásios cheios e consequentemente bom retorno financeiro?
O jornal O Globo desta quarta-feira noticia uma possível saída do jovem Tartá para o Cruzeiro. De acordo com o jornal, Parreira teria dito que o jogador não se encaixa em seu esquema e o empresário de Tartá, Reinaldo Pitta, estaria tentando negociá-lo com o Cruzeiro sob o argumento de que o jogador “tem que trabalhar”.
Para início de conversa, fica difícil entender que esquema é esse do Parreira. Várias contratações de qualidade no mínimo discutível, como Marquinho, Carlos Eduardo, Diogo, Augusto, Mariano, Wellington Monteiro, entre outros, se encaixam no esquema. E o Tartá não se encaixa? Por que logo o prata da casa, que já está no clube e não precisamos gastar dinheiro para colocá-lo em campo ou mesmo no banco, não serve?
A presença de alguns jogadores formados em casa, que tenham identificação com o clube e não estejam apenas de passagem por aqui, como tantos que jogaram no Fluminense recentemente, é fundamental para a formação do elenco. Em 2005 fomos campeões estaduais com Antônio Carlos, Diego e Arouca no time titular. Em 2007 levantamos a Copa do Brasil com Fernando Henrique, Júnior César, Arouca e Carlos Alberto. É bem verdade que a fonte de Xerém já não rende tantos frutos e que hoje não temos nenhum jogador da base para ser titular absoluto imediatamente, mas Maicon e principalmente Tartá ou Alan já demonstraram que podem ser muito úteis ao time. Este último, Alan, apesar de muito pouco utilizado, sempre é eficiente quando entra e também já teve seu nome envolvido em uma possível transação com o Atlético-PR. Uma negociação que só de ser cogitada já incomoda.
A pergunta que fazemos é: que esquema é esse do Parreira, onde não há espaço para o Tartá nem no elenco? E mais importante: quem está defendendo os interesses do Fluminense nessas situações?
Publicado por Flusócio
em 24/06/2009 às 12:53. 93 Comentários