As conquistas internacionais do Flu
Publicado em 20.06.2008.
Por Flusócio

Foto Flumania: Renato, Carlos Alberto, Edinho, Pintinho, Rodrigues Neto, Miguel. Gil, Paulo César, Doval, Rivellino e Dirceu
O Fluminense tem, POR ENQUANTO, nove títulos internacionais. Frisamos o por enquanto, pois acreditamos que em poucos dias estaremos comemorando o décimo título, diga-se de passagem, o mais importante deles. Não se trata de “oba-oba”, nem de “já ganhou”. Apenas um saudável otimismo de quem acredita que o nosso sonho está muito próximo de se tornar realidade. Que cada jogador e cada torcedor lute com todas as suas forças para não deixar essa chance escapar! A seguir, contamos a história de cada um dos títulos internacionais já conquistados.
1 – Copa Rio (1952)
A primeira e mais famosa das conquistas internacionais do Fluminense foi a Copa Rio, título que Palmeiras e Fluminense buscam reconhecimento na FIFA como um autêntico mundial de clubes.Na primeira fase dessa competição, os oito times participantes foram divididos em dois grupos. O Fluminense caiu no mesmo grupo que Sporting de Portugal, Grasshopper da Suíça, e Peñarol do Uruguai, um dos melhores times do mundo na época. Nas duas primeiras partidas, o Tricolor não chegou a empolgar. Um empate em 0×0 com o Sporting e uma apertada vitória por 1×0 sobre o Grasshopper, gol de Marinho, em um jogo em que o lendário goleiro Castilho pegou até um pênalti. Na terceira partida, sim, uma vitória sensacional sobre o poderoso Peñarol por 3×0 e o início da arrancada rumo ao título. Na semifinal, em dois jogos, contra o Áustria Viena, passamos sem grandes dificuldades: 1×0 no primeiro, gol de Didi, e 5×2 no segundo, gols de Orlando (3), Telê e Quincas. A final foi contra o Corinthians, vencedor do outro grupo da Copa Rio. Após uma vitória de 2×0 no primeiro jogo, gols de Orlando e Marinho, um simples empate em 2×2 no segundo, gols de Didi e Marinho, foi suficiente para garantir um dos títulos mais importantes de toda a história do Fluminense.
2 – Torneio Internacional de Verão (1973)
Abrindo a temporada de 1973, foi disputado um torneio que contou com a participação de Fluminense, Vasco, Atlanta e Argentinos Juniors, os dois últimos da Argentina. Todos os jogos foram realizados em São Januário. O Fluminense estreou vencendo o Atlanta por 1×0, com um gol de Gérson. Na segunda partida, empatou com o Argentinos Juniors, que viria a ser nosso algoz na Libertadores de 1985, por 1×1, novamente com gol de Gérson. O título foi decidido na terceira partida, quando vencemos o Vasco por 1×0, com um gol do ponta esquerda Lula aos 43 minutos do segundo tempo.
3 – Copa Viña del Mar (1976)
Em meio aos troca-trocas do presidente Francisco Horta que agitavam o futebol carioca no início de 1976, o Fluminense partiu para Viña del Mar, no Chile, para disputar um torneio triangular com o Everton, time da própria Viña del Mar, e o Unión Española. Mesmo desfalcado de Rivellino, sua maior estrela, o Flu não teve grandes dificuldades em derrotar o Unión Española por 1×0, gol de Doval, e levantar o título com um simples empate em 0×0 contra o time da casa.
4 – Torneio de Paris (1976)
Se em Viña del Mar, o Flu não chegou a obter nenhuma vitória retumbante, em Paris foi bem diferente. Já com sua constelação de craques, digna de um Real Madrid ou de um Milan dos dias atuais, o Fluminense fez um sucesso estrondoso no torneio e não à toa foi aplaudido de pé pelo público parisiense no estádio Parque dos Príncipes. Renato; Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Miguel e Rodrigues Neto; Pintinho, Paulo César e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu. Com esse time, o Fluminense estreou contra os donos da casa, o Paris Saint Germain, e venceu por 2×0, dois gols de Rivellino. Na decisão contra um selecionado de craques de toda a Europa, Luiz Alberto jogou no lugar de Gil. Com um verdadeiro show de futebol, o Fluminense venceu por 3×1 (gols de Paulo César, Doval e Carlos Alberto Torres) e conquistou o título.
5 – Teresa Herrera (1977)
Já sem o supertime de 1976, mas ainda com uma boa equipe, o Fluminense foi à La Coruña disputar o tradicional troféu Teresa Herrera e fez bonito. Na estréia, uma vitória de 2×0 sobre o Feyenoord da Holanda, com gols de Luiz Carlos e Doval. Na decisão, uma vitória categórica por 4×1 sobre os tchecos do Dukla Praga, que tinham eliminado o Real Madrid. Luiz Carlos, Doval, Zezé e Marinho Chagas marcaram os gols. O Flu jogou esse torneio com Wendell; Rubens Galaxe, Tadeu, Edinho e Marinho Chagas; Pintinho, Kléber e Rivellino; Luiz Carlos, Doval e Zezé.
6 – Torneio de Seul (1984)
Já ostentando o título de campeão brasileiro, o Fluminense aproveitou um intervalo entre o primeiro e o segundo turno do Campeonato Estadual para disputar este torneio na Coréia do Sul. O título foi conquistado através de um empate sem gols contra a seleção da Coréia, uma vitória por 3×0 (gols de Washington, Romerito e Aldo) sobre a seleção olímpica da mesma Coréia e uma vitória de 3×1 (gols de Assis, Romerito e Washington) sobre a seleção de Camarões.
7 – Copa Kirin (1987)
Essa competição foi um quadrangular disputado por Fluminense, Torino, Seleção do Japão e Seleção do Senegal. O Flu empatou com a seleção japonesa em 0×0, com o Torino em 1×1 e goleou impiedosamente a seleção do Senegal por 7×0. Dessa forma, se credenciou à disputar a final contra o Torino, que na época contava com Júnior, o capacete. O Fluminense venceu por 2×0, com gols de Washington e Tato.
8 – Torneio de Paris (1987)
Pouco mais de um mês depois da conquista da Copa Kirin, o Flu voltava a levantar mais um título internacional. Dessa vez, o bicampeonato do Torneio de Paris. O Fluminense venceu o Paris Saint Germain na primeira partida e o Bordeaux na decisão, ambos por 1×0. Washington marcou os dois gols. O time da decisão foi: Paulo Victor; Aldo, Vica, Alexandre Torres e Eduardo; Jandir, Leomir e Édson Souza; João Santos, Washington e Tato.
9 – Torneio de Kiev (1989)
Já se vão quase 20 anos de nossa última conquista internacional. O título foi conquistado em Kiev, na época parte da União Soviética, hoje Ucrânia. Na primeira partida vencemos o Roma por 1×0, gol de Marquinho, ex-jogador de Vasco e Flamengo. Na decisão, um improvável Fluminense x Bangu em Kiev, com vitória tricolor nos pênaltis após um empate em 0×0 no tempo normal.
10 – Copa Libertadores (2008)?
Esperamos falar em breve sobre esse título.
comentou em 20/06/2008, às 15:06
Muito bom o texto. Se Deus quiser, este post estará desatualizado no dia 03/07.
Alguém sabe do andamento do pedido de reconhecimento da Copa Rio como Mundial de Clubes? Isso seria fantástico. Já imaginaram um cenário perfeito, iniciar 2008 sem nenhum e curtir o reveillón bi-mundial?
Pedro Abad
comentou em 20/06/2008, às 15:13
Pedro, infelizmente, a resposta é mais fácil entre torcedores do Palmeiras, já que o Alviverde luta pela oficialização há anos e o Fluminense, podendo usar a influência do tricolor João Havelange, não aproveita.
comentou em 20/06/2008, às 15:47
Sobre a conquista de 1952:
- Uruguai era campeão mundial em cima do Brasil, como todos sabem. O Peñarol era o grande time de lá, tendo sido campeão em 1951, 1953 e 1954. A grosso modo, era uma potência como a Internazionale de Milão hoje.
- Áustria também era forte no futebol. Foi terceira colocada na Copa de 1954, derrotando o próprio Uruguai. O Áustria Viena foi campeão de seu país em 1949, 1950 e 1953.
- A Suiça do Grasshopper foi às quartas de final da Copa de 1954, tendo eliminado a Itália na primeira fase. Tinha também empatado com o Brasil em BH na Copa de 1950, tendo ficado ao lado do Uruguai como os únicos adversários que não perderam para o Brasil. O Grasshopper ganhou a Liga e a Copa de seu país em 1952.
comentou em 20/06/2008, às 16:16
A camisa da Máquina de 75/76, na foto que ilustra essa matéria, foi realmente a camisa mais linda de toda a história do Flu.
comentou em 20/06/2008, às 16:23
Vendo a quantidade de títulos que o time de 75/76 ganhou, só posso lamentar a idiotice e a vaidade exacerbada do “eterno” presidente Francisco Horta.
Dizer que ele foi o maior presidente da história do Fluminense é um grande absurdo.
Depois de ter montado o maior time do Brasil, ganhar 2 cariocas (o que na época não era pouco), mas não ser visionário a ponto de não mirar títulos como a Libertadores (e sequer ter ganho um Brasileiro, sendo eliminado nas condições que foi principalmente em 1976, diante daquela palhaçada de Invasão Corinthiana e de um time ridículo capitaneado pelo grande Ruço) é simplesmente patético.
Na minha opinião, foi tão incompetente quanto o Gil Carneiro de Mendonça, o Álvaro Barcellos, o Fabio Egypto e o Arnaldo Santhiago.
comentou em 20/06/2008, às 16:34
A verdadeira Máquina Tricolor foi o time da década de 80.
Que a safra atual a supere!
comentou em 20/06/2008, às 17:11
Muito legal este post!
Cultura tricolor, história pura!
Espero que o 10o. título internacional venha em 02/07!
comentou em 21/06/2008, às 6:40
Concordo com o Ricardo e em parte com o Maurício,
A camisa foi realmente a mais bonita e os títulos brasileiros não vieram em primeiro lugar porque em 75 o Inter tinha realmente um timaço com Falcão, Capergiane,e… Flávio e Lula, que mandamos embora por problemas, mas o jogo foi parelho.
Em 75 demos o azar da chuva, não houve segundo tempo, eu estava lá nos dois jogos, e pelo horário que mando essa mensagem vcs já podem ver que acordei cedo para garantir meu ingresso dia 2.
O problema do Horta foi exatamente não insistir em um time, que não se monta tão rápido quanto se pensa hoje, muito por vaidade mesmo.
comentou em 21/06/2008, às 12:18
Mas que comparação descabida Mauricio. Na administração do Horta o time não foi rebaixado, não houve atraso de salário nem fila de credores na porta, não houve roubalheira generalizada, o clube social era organizado, limpo e arrumado e, principalmente, o Fluminense era temido e respeitado nacional e internacionalmente. Não tivemos grandes títulos? Certamente não tivemos, mas a Máquina de 75/76 será eternamente lembrada como as seleções da Hungria de 54, da Holanda de 74 e do Brasil de 82.
comentou em 21/06/2008, às 13:20
A Máquina de Rivellino, Paulo César e cia era covardia. Foi disparado o melhor time que vi em campo com a camisa do Fluminense.
comentou em 22/06/2008, às 7:23
Desculpem, mas Máquina pra mim foi o time do tri e do Campeonato Brasileiro de 1984.
Podia ter craques, etc. Mas brigou por dinheiro em véspera de jogo e perdeu dois CB´s. Dois cariocas, ganhos aos peidos, com gol no ultimo minuto da prorrogação em jogo extra com times fracos. Muito pouco. Show, para mim, é ganhar.
A camisa é bonita mesmo, talvez a mais bonita.
Pedro Abad
comentou em 23/06/2008, às 11:19
como eu gostaria de ter visto aquele times de 75 e 76
em 76 perdemos pra chuva
e naquela epoca o carioca valia muito, tanto que era disputado por quase 7 meses.
vale lembrar que jogavamos contra um América ainda forte, o Fla de Zico, o Vasco de Dinamite e por aí vai..
alguns resultados daqueles timaços
4×1 3×0 4×2 Vasco
5×1 Bota
3xo Fla
4×2 Palmeiras de Ademir da Guia
5×2 galo
2×1 Cruzeiro lá campeão da Libertadores 76
1xo Bayern
comentou em 2/12/2009, às 20:59
Nao podemos esquecer que em 1977 com Marinho Chagas o flu ganhou a Tereza Herrera Outro grande craque tricolor foi o Manfrini SAUDAÇÕES TRICOLORES
comentou em 18/01/2010, às 12:26
DA MUITA SAUDADE, DOS ANOS 70 E 80, MAS NÃO PODEMOS VIVER SÓ DO PASSADO. O PROBLEMA TODO É QUE OS TÍTULOS QUE SÃO RECONHECIDOS E QUE FAZ INVEJA AOS ADVERSÁRIOS É A LIBERTADORES E MUNDIAL, E QUE INFELIZMENTE NÃO TEMOS, MAS, ACREDITO QUE NÃO VAI DEMORAR, QUEM SABE 2010. A GAROTADA ME LEMBRA O TIMAÇO DE GAROTOS DE 1980, COMO ESQUECER, DESSE TIME:PAULO GOULART, EDVALDO, TADEU, EDINHO, RUBENS GÁLAXES, DELEI, GILBERTO, MÁRIO, ROBERTINHO, CLÁUDIO ADÃO E ZEZÉ. NOVE JOGADORES FORMADOS NA DIVISÃO DE BASE, QUANDO VEJO HOJE JOGADORES, COMO, DIGÃO, DALTON, TIAGUINHO,NEVES, FERREIRA, DORI, MAILCON, ALAN, TODOS NO ELENCO PROFISSIONAL, SÓ LEMBRO DE 1980, TALVÉS ATÉ MUITOS TRICOLORES NÃO ACREDITASSEM NA GAROTADA TRICOLOR, POR ISSO ESTOU ESPERANÇOSO DE VER A TAÇA SENDO LEVANTADA, E PELOS MENOS EM DOZE DUPLA, CARIOCA E BRASILEIRÃO. O FLUSÃO PRECISA GANHAR MAIS TÍTULOS NACIONAL E INTERNACIONAL PRA REALMENTE FAZER OS ADVERSÁRIOS TER AINDA MAIS RESPEITO. QUEM SABE:RAFAEL,MARIANO,GUM,DALTON,DIGÃO,JULIO CESAR, TIAGUINHO,DIOGO,DIGUINHO,EVERTON,CONCA,WILLIANS,MAICON,ALLAN,FRED,MARQUINHOS,etc, NÃO SEREM OS PRÓXIMOSA A DEIXEM SEUS NOMES CRAVADOS NA HISTÓRIA TRICOLOR. EVERTON MIM LEMBRA MUITO GILBERTO O CAMISA 8 DE 1980, SÓ FALTOU VESTIR A AMARELINHA, PENA QUE SURGIU NUMA ÉPOCA EM QUE CRAQUE ERA O QUE MAIS TINHA, MAS, ASSIM COMO PINTINHO E OUTROS GILBERTO DEIXOU SAUDADE A TODOS OS TRICOLORES QUE VIRAM JOGAR.