Ainda as cotas de TV…

Já cansamos de alertar nesse espaço que a diretoria do Fluminense não consegue impor a força de nossa marca quando o assunto é a distribuição das cotas da televisão. Trazemos hoje mais um exemplo de como a diretoria do Fluminense não consegue expor as potencialidades da instituição, mesmo com a posse de números expressivos nos mais diversos segmentos.

Já mostramos que a torcida tricolor tem expressiva participação na compra dos pacotes do pay-per-view do Sportv, o que por si só já seria suficiente para mostrar a valorização de nossa marca. Ainda assim, a divisão das cotas da televisão é feita de forma escalonada, com clubes recebendo percentuais maiores que outros, sendo o Fluminense manifestamente subvalorizado. Eis a distribuição das cotas para 2009:

*Vasco - O clube faz parte do Grupo I e teria direito à cota de 21 milhões. Como foi rebaixado para a Série B, terá direito, em 2009, a 50% da cota, tal como ocorreu com o Corinthians em 2008 e com outros clubes rebaixados.

Hoje, a CBF divulgou a tabela detalhada do Campeonato Brasileiro da primeira divisão. O Fluminense será o segundo time a ter mais jogos televisionados no certame, levando em consideração apenas a televisão aberta. Em primeiro lugar vem o Corinthians, com 13 jogos; seguidos de Fluminense e São Paulo com 10 jogos cada; apenas depois temos o Flamengo com 9 jogos, Palmeiras com 8 jogos, Inter e Santos com 7 jogos.

Se pegarmos esses números e somarmos com os jogos abertos do Sportv, a força da marca tricolor fica ainda mais evidente: o Fluminense, com 14 jogos, só fica um atrás do Corinthians (15 jogos), ultrapassando o São Paulo (11 jogos) e ficando dois na frente da dupla Flamengo e Palmeiras (12 jogos cada um). Por que, então, o Fluminense recebe menos cotas do que Vasco, Palmeiras e Santos?

Para a Rede Globo, sob o aspecto publicitário, o Fluminense pertence ao primeiro escalão do futebol brasileiro. Mas na hora de remunerar nossa marca, paga-nos como se pertencêssemos ao terceiro escalão.

Mais um ano se passa e continuamos vendo nossa marca subvalorizada financeiramente, porém oferecendo excelente retorno àqueles que dela se utilizam. Com a palavra, mais uma vez, a diretoria.

Referência: Matéria de hoje no UOL Esportes. Clique aqui para conferir.

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Comentários

  1. Marcelo Igreja

    comentou em 10/03/2009, às 17:22

    Concordo que mais justo seria que fossemos parte do Grupo I baseado no número de partidas a ser exibidas, porém temos que também reconhecer que existam alguns problemas nesse raciocínio:

    1) Não leva em conta os interesses dos outros clubes que ganham mais ou menos que o FLU;

    2) Qual é a aundiência total dos 14 jogos do FLU em relação aos dos outros clubes?

    3) Quem fixou esses percentuais foi a Globo ou o Clube dos 13?

    Então, criticar a situação atual é fácil, mas acredito que mudá-la seria muito, mas muito complicado… há não ser que se rompa com o cartel e se negocie diretamente com a Globo.

  2. Antonio Rocha

    comentou em 10/03/2009, às 17:28

    Enquanto isso, nas Laranjeiras…

    ZZzzzzzzzzzz

  3. SERGIO H. MUZITANO.

    comentou em 10/03/2009, às 17:32

    O principal problema é recebermos menos do que Grêmio, Inter, Cruzeiro e Galo. Na minha opinião nossa torcida é muito maior e não é regional como estas. Em diversas cidades de MG e RS a população torce para os times do RJ.

  4. Flavio Chammas

    comentou em 10/03/2009, às 18:03

    Se não há uma explicação oficial de ninguém, ou se existe , não se tem acesso, não caberia um questionamento judicial?
    O Estatuto do Torcedor não enquadraria esta situação?
    Não caberia uma cobrança ou pedido de informação via ação competente?
    Entendo que alguma razão há de existir para que sejamos preteridos em relação a clubes teoricamente menores, mas regionais.
    Se a rede desse explicações seria bem mai facil.
    A Flusocio não teria , ou algum membro como pedir isto?
    É um tema interessante pois envolve valores que hoje são as principais receitas dos clubes.

  5. Danilo Félix

    comentou em 10/03/2009, às 18:17

    Caros,

    O Fluminense não recebe menos que Grêmio, Inter, Cruzeiro e Galo. Ele recebe igual, ou seja, 15 milhões de cota fixa. Está no Bloco 3 de clubes segundo a divisão interna do Clube dos 13. A Globo não manda na divisão.

    A diferença no total deste ano foi causada pelo PPV 2008, onde o Flu figurou muito abaixo do seu potencial por conta do “anti-clímax” gerado pela perda da Libertadores.

    Além disso, lembremos que iniciamos o campeonato com time reserva e na 9a. rodada o líder (Fla) tinha 22 pontos contra 3 do Fluminense, que era o lanterna. Obviamente isso se refletiu na baixa aquisição de pacotes PPV por parte de nossa torcida.

    Em 2007, por exemplo, o Flu ficou em 3o. no PPV, confiram o post que fizemos na época: http://flusocio.com.br/blog/?p=724. Era época de conquista de Copa do Brasil e torcida entusiasmada.

    É lógico que será difícil mudar o quadro, mas o que incomoda é a pasmaceira do FFC, clube onde o Presidente, pelo menos no cargo que ocupa, é o 2o. maior mandatário do Clube dos 13.

    Por que o FFC ganha menos que o Santos? Isso é uma aberração! Mesmo com o anti-clímax da perda da Libertadores, já viram que na soma geral de 2008 o Flu fica à frente dos santistas?

    Por que o Vasco ganha igual a Flamengo e Corinthians? Isso é razoável?

    Em matéria de audiência, será que o Vasco está à frente do FFC? Se for, é por pouco, e certamente não está no mesmo patamar de Fla e Corinthians. Mas ganha cota igual, reflexo de uma época de ouro (década de 90) e de uma diretoria influente (Eurico). Não seria a hora de questionar?

    Existem aliados? Sim. O Botafogo se conforma em ganhar menos que o Santos? E o Inter, campeão de tudo, será que se conforma? E o Cruzeiro? E o Bahia, sócio-fundador da entidade, que ganha 1/3 do rival Vitória mas tem audiência bem maior? Isso é razoável?

    Tem que articular, se aliar, se mexer. Só não pode é simplesmente aceitar. O Fluminense merece empenho e não conformismo.

  6. Rômulo Gonçalves_Imperatriz_MA

    comentou em 10/03/2009, às 18:20

    Daquelas frases feitas do PT:

    “Nos faltam vez e voz”. Ou, talvez: “Nos faltam voz e vez”.

    Enfim, não temos representatividade na Federação de Futebol do Estado do Rio, imagine junto à CBF!!

    O nosso “presidente” é tipo um bobo-da-corte. (Espero que ele não leia isto e boicote a minha associação ao clube…)

  7. Danilo Félix

    comentou em 10/03/2009, às 18:21

    Caro Rômulo Gonçalves_Imperatriz_MA,

    Quando os clubes fecham com a Globo eles cedem COM EXCLUSIVIDADE o direito de transmissão em TV aberta e fechada.

    Portanto, enquanto vigorar o contrato, a única chance de algum clube ter um canal próprio é via internet.

  8. Amorim

    comentou em 10/03/2009, às 18:41

    O que o Horcades faz na vice-presidência do Clube dos 13 ?
    E soube q ele estava artiulando a volta do euvirus por lá (se for isso, respondi a minha própria pergunta).

  9. Marcelo Igreja

    comentou em 10/03/2009, às 18:49

    DANILO,

    Valeu pelos esclarecimentos… infelizmente, articular, aliar, se mexer não é o forté dessa e das diretorias passada.

    Aliás eles só se mexem pra fazer coisa errada; só se aliam com quem não presta; e só articulam pra levar vantagem pessoal…

    Enfim, acho que a maioria dos torcedores que estào nos grupos 3 e 4 dividem nosso anseios à esse respeito — porém no toma-lá-da-cá dos cartolas todo mundo tem o rabo preso.

  10. Rodrigo Batalha

    comentou em 10/03/2009, às 18:59

    Quem conhece bem a Rede Globo ou trabalhou pra ela, sabe da manipulação que exercem sobre o que é de seu interesse, principalmente para diminuir custos de tudo que é possível. É praxe!
    Não da pra falar de tudo de ruim que eles proporcionam sem escrever um livro de no mínimo 2000 páginas.

    O fato é que se a diretoria do Fluminense bater o pé e não aceitar o valor que eles querem pagar, eles vão fazer o seguinte:

    1) diminuir drasticamente matérias jornalísticas sobre o clube;
    2) vetar exposições de imagens do patrocinador em toda mídia eletrônica e impressa;
    3) orientar seus profissionais a não fomentar jogos, fotos, entrevistas, transmissões de rádio, e tudo que interessa ao clube;
    4) veicular inverdades ainda maiores sobre o clube;
    5) Etc….

    Depois disso, sem exposição, será que algum patrocinador irá querer investir no Fluminense?
    Fora isso, se esquecem que a Flapress domina a RG no Rio, e o Corinthians a RG de SP??

    Não quero defender o clube, mas lidar com essas pessoas da RG é muito difícil. Os caras manipulam TUDO e TODOS, principalmente a cabeça de 95% desse país. Se voce não estiver como eles querem, a retaliação é pesada, é forte. E disso meus amigos, eu tenho absoluta certeza, porque já vi coisas inimagináveis com esses próprios olhos que um dia a terra ha de comer.
    Parece simples, mas garanto que não é. Bata de frente com a Globo pra voce ver o que acontece. O Eurico Miranda pode responder isso.

    Se acho injusto o que pagam?? Com toda a certeza, sem dúvidas. Concordo com o post em 100%. Mas conseguir mudar isso é são outros 500.

  11. RodrigoFlu

    comentou em 10/03/2009, às 19:10

    A verdade é que essa tabela é improvisada, de acordo com o tamanho suposto ou demonstrado por pesquisas – muitas vezes duvidosas – das torcidas, porque desconsidera a venda de pacotes pay-per-view. Já a audiência em TV aberta não varia muito. Todo mundo vê qualquer jogo que passar.

  12. Rômulo Gonçalves_Imperatriz_MA

    comentou em 10/03/2009, às 19:13

    Certo, Danilo. A alma é vendida ao diabo, conforme relata o Rodrigo Batalha.

    Me digam a lógica de um jogo do FLU ser comentado por Raul Wanderléia, Júnior Capacete, ou Raul Quadros. Tem que ser assistido no “mudo”.

    É vilipendiar demais!!

  13. Gustavo Pedreira

    comentou em 10/03/2009, às 19:18

    UMAS DAS MELHORES DO eurico foi aquela de entrar em campo com SBT na camisa! Achei sensacional. F*** a Globo!

  14. Rodrigo Costa

    comentou em 10/03/2009, às 19:24

    Alguém deve tá levando o famoso “por fora” !!!

  15. Danilo Félix

    comentou em 10/03/2009, às 19:38

    Batalha,

    A questão da divisão de cotas é INTERNA ao Clube dos 13.
    A Globo e a CBF não apitam em NADA.

    O contrato é fechado em bloco e os clubes lutam todos juntos para aumentar o bolo, a cada renovação.

    O tamanho das fatias, no entanto, é definido internamente em assembléia do Clube dos 13. Nossa briga é com nossos pares, não com a Globo.

    Sair da Globo é difícil porque quase todos os clubes costumam pegar adiantamentos suntuosos quando se apertam mais. Em caso de ruptura, portanto, teriam que devolver esta quantia.

    Hoje a Record já tem condições de disputar com a Globo os direitos sobre todos os campeonatos. Os adiantamentos é que são o principal problema para o Clube dos 13 romper com o “plim-plim”.

  16. Luiz Fernando Carnot Ribeiro de Almeida

    comentou em 10/03/2009, às 19:42

    Entendo que a negociação dos direitos de transmissão dos jogos (TV aberta e TV fechada) seja feita em um pacote só. Esse não é o melhor modelo para a venda dos direitos dos campeonatos.

    Atualmente o modelo funciona assim e há toda essa passividade do lado dos clubes devido à situação financeira dos mesmos. Que acabam perdendo receita por necessitar receber antecipadamente as quotas da TV, e assim ficam presos ao cenário atual – por força contratual.

    Isso muitas vezes inviabiliza a competição de outras redes de televisão pela compra dos direitos. É claro que tb há o fato da Globo ser uma parceira antiga.

    Entendo que é necessário trazer novos participantes à disputa dos direitos de distribuição dos jogos. Além das demais redes de TV (aberta e fechada) entendo ser necessário trazer as operadoras como a Telefonica, VIVO, Claro, UOL e outros grupos com grande potencial de distribuição. Pelo que sei essa é uma tendência na Europa.

    Outra coisa interessante seria a discussão em separado dos contratos. Digo:

    1. Contrato de TV Aberta
    2. Contrato de PPV
    3. Contrato p/ Operadoras de Telefonia Celular
    4. Distribuição via Internet
    5. Distribuição internacional.

    Fundamental é haver um mínimo de organização por parte dos clubes. O Fluminense não é o único prejudicado com essa história mas poderia tomar a frente de uma proposta de mudança do modelo.

    []s e ST!

  17. Alexandre

    comentou em 10/03/2009, às 20:14

    Pessoal,

    Desculpe mudar de assunto, mas alguem sabe me dizer se o Flu esta negociando com o Tinga e o Gabriel? Tem sido noticiado no jornal o Extra!! Alguem sabe de alguma coisa?
    Abraços!!!

  18. Sena

    comentou em 10/03/2009, às 20:25

    Além disso tudo aí em cima dito pelo pessoal, ainda existe o boicote contra o Fluminense imposto pela mídia repleta de comentaristas que não sabem ser imparciais e puxam sempre a sardinha pros seus clubes.
    São os famosos torcedores remunerados!!!

  19. MAX

    comentou em 10/03/2009, às 21:17

    MORO EM SÃO PAULO E DEPOIS DE LER TUDO ACIMA, VOU DAR UM EXEMPLO: EM OCASIÃO DO PRIMEIRO JOGO FINAL DA LA CONTRA A LDU PASSARAM CORINTHIANS X BRAGANTINO PELA SEGUNDA DIVISÃO NACIONAL E NÃO O JOGO DO FLU, LIGUEI PRA DITA CUJA E FALEI SOBRE A PROPAGANDA QUE ELES FIZERAM DESDE O INICIO DE 2008 SOBRE A LIBERTADORES A QUAL NÃO SE FEZ CUMPRIR, FICARAM JOGANDO DE UM LADO PRO OUTRO E DESLIGUEI O TELEFONE. RESULTADO: SÓ ASSISTO A GLOBO TV ABERTA PRA VER OS TELEJORNAIS E QUANDO O ASSUNTO ME INTERESSA.

  20. MAX

    comentou em 10/03/2009, às 21:19

    EM TEMPO, ATÉ SETEMBRO/09 VOU ME ASSOCIAR AO CLUBE PRA TENTAR MUDAR TUDO QUE ESTA DE ERRADO NO NOSSO QUERIDO TRICOLOR DAS LARANJEIRAS.

  21. Paulo Carvalho

    comentou em 10/03/2009, às 21:26

    Reclamar da FlaGlobo é perder tempo e ficar estressado! Todos são urubus e os que não são, fingem que são, para puxar o saco dos chefes! O que é mesmo necessário é que o Fluminense se imponha por tradição, pela numerosissima torcida (em todo o país!), pela qualidade sócio-cultural-financeira da média da torcida, pelo patrocinador (que põe muita grana tb nas TVs) MAS, principalmente, pelo papel que uma diretoria séria, competente, fanática pelo clube, mas acima de tudo, profissional, tem que ter na hora de honrar as calças por ser a representante oficial do FLUminense. Já estou achando que devemos eleger esse rapaz que é o nosso novo Villela, nos tribunais desportivos, pra presidente do clube. Ele, pelo menos, não perde uma!!
    Saudações Tricolores!

  22. Rodrigo Batalha

    comentou em 10/03/2009, às 21:42

    Danilo, meu brother, eu não sabia. Nesse caso, concordo com voce, é questão de pulso da diretoria. Mas, será que não tem nada por trás dessa aceitação passiva?

  23. Ivan Barroso

    comentou em 10/03/2009, às 21:51

    Off-Topic: Maicon não pertence mais ao Flu. Além dele, já perdemos o Sandro e o Ânderson.

    Quero saber o que o Flu vai ganhar com isso? Cadê o investimento no CT de Xerém que disseram que estava no contrato? Falavam em investimento de 5 milhões de reais por ano.

    Daqui a pouco, vão levar o Tartá também. Podem anotar!

  24. Flavio Marcelo

    comentou em 10/03/2009, às 22:05

    Só para esclarecer, a Record derrotou a Globo e comprou os direitos das Olimpíadas e do Panamericano, inclusive vendeu os direitos de TV fechada ao Sportv. Todo ano ela tem oferecido mais do a rede Globo, alguns clubes já defenderam abertamente a mudança, e em sua última proposta, a Record, falou da possibilidade de pagar as divídas dos clubes coma Globo. E só mais uma coisa, o Eurico botou o SBT na camisa em janeiro de 2000, se a Globo fosse tudo isso acho que o Vasco tinha caido antes não?

  25. Fabiano Camargo

    comentou em 10/03/2009, às 23:11

    Realmente a Globo tem muita força, os bastidores costumam ser piores do que nós realmente achamos. Agora, o que precisamos e não temos é POSTURA. O presidente não tem o menor crédito com ninguém. Precisamos de pessoas competentes e sérias para discutir e pleitear qualquer tipo de direito. Muitos falam do Eurico, não gosta das suas atitudes, mas ele se impunha e conseguiu muito pelo Vasco. Ao contrário do nosso presidente que é vice do Clube dos 13 e nada. É aliado da federação e jogamos nos campos dos pequenos ao contrário de outros que só jogam em Volta Redonda. Infelizmente essa é a nossa triste realidade…..

  26. Fabiano Camargo

    comentou em 10/03/2009, às 23:47

    Editando o post anterior, onde disse: “Muitos falam do Eurico, não gosto (invés de gosta) das suas atitudes,….” O Eurico com aquele seu jeito era muito mais nefasto do que qualquer outra coisa.

  27. Ricardo Ferreira Jame

    comentou em 11/03/2009, às 0:05

    Excelente editorial.

    Tanto nos dados numéricos, que esclarecem muito, quanto na abordagem conceitual, contextualizando o Fluminense em diversas situações.
    Tomara que a diretoria do Clube perceba o oportuno momento do Fluminense avançar nesta questão.
    São cifras indispensáveis para uma instituição tão combalida quanto nosso amado Flu.
    O Fluminense não pode continuar a virar as costas para as oportunidades.
    O tal bonde da história passa sob as mais diversas formas.
    Vamos fincar os pés neste estribo pessoal!

  28. José Carlos Fernandes da Costa

    comentou em 11/03/2009, às 1:10

    Sou leigo, mas imagino que a curto prazo o Flu não possa fazer grande coisa para mudar esse estado de coisas, pois essa distribuição de cotas, classificação dos clubes, etc, certamente está em contrato ainda por vigorar durante muitos anos. Maldito campeonato por pontos corridos, que foi quando deve ter começado essa fórmula. Então, Inês é morta, pelo menos até a renovação destes contratos, talvez para o campeonato de 2013, após 10 anos de procissão. Só aí poderemos, com uma diretoria que argumente convincentemente, melhorar nossa situação nesse “ranking”.

    Fico pensando, então, o seguinte: se ao nível de Brasil estamos amarrados, será que na venda dos nossos jogos para outros países também estaremos amarrados ao grupo dos 13, Globo ou seja lá quem for? Somos bombardeados por campeonatos de tudo que é lugar: taças européias de clubes e seleções, português, espanhol, italiano, francês, alemão, inglês, argentino, até copa africana de nações a gente recebe. Creio que os outros também queiram ver nosso campeonato, mas como o que nos interessa é o Flu, será que não poderíamos vender os jogos do Flu – mesmo que não fosse ao vivo – para a Europa, ou melhor, O MUNDO? Não seria um filão a ser explorado? Ou será que mesmo nesse caso o Flu não tem direitos? Se alguém souber, me responda; se, por incrível que pareça, ninguém tiver pensado nisso e for realizável, está lançada a ideia. Saudações tricolores.

  29. Celso

    comentou em 11/03/2009, às 1:22

    Esse é um dos maiores absurdos da atual nulidade administrativa que assola o FLUMINENSE.

    Ficamos todo ano 6 milhões atrás de cinco times. Isso dá um Fred por ano!!! E o pior, 3 milhões atrás do santos? O que é isso?

    Simplesmente lamentável. Mas, mesmo assim horca e cia tem um orçamento de mais de 50 milhões por ano e o time não ganha NADA!!! São 21 da TV e mais ou menos uns 30 da Unimed, sem contar mkt (ok, não representativo), renda e etc.

    Depois dizem que o futebol do Rio ta falido, que loucura. Aos inocentes: haja incompetência!!!

    saudações,

    Celso

  30. Celso

    comentou em 11/03/2009, às 1:25

    correção:

    “ficamos todo o ano 6 milhões atrás de cinco times.” só fixo TV aberta

  31. Carlos Alberto

    comentou em 11/03/2009, às 1:40

    Cara, essa história de sempre culpar a emissora A ou B, o jornal A ou B é chata pra caramba, essa não é a questão. Existem duas coisas que nós torcedores podemos fazer para mudar a situação: virar sócios do Fluminense e renovar essas figuras humanas que nos “representam” no clube dos 13 e na federação. A segunda coisa é a nossa torcida ir mais aos estádios. Um clube como o Fluminense que tem sempre montado bons times e disputado boas competições não pode ter médias de público tão baixas. Temos que mostrar sempre a força que mostramos nos jogos decisivos da Taça Libertadores. Vale lembrar que o Fluminense teve a maior audiência esportiva do ano de 2008.

    Eu vou sempre, tenho passaporte e pago meus ingressos quando temos clássicos ou jogos sem nosso mando de campo, gosto de ver meu time jogar, amo meu clube, sou mais um entre milhões, mas faço qualquer esforço para ver meu clube, seja onde for e recomendam que façam o mesmo. Isso iria ajudar muito o Fluminense na hora das negociações internas do Clube dos 13.

    Carlos Alberto – Colunista tricolor do Blogols

    http://www.blogols.com.br

  32. Claudio

    comentou em 11/03/2009, às 9:03

    OFF TOPIC.

    SÉRGIO!

    Algo de concreto nas possíveis contratações de Tinga, Gabriel e Rodolfo?

    Rodolfo? Zaga com dois zagueiros que jogam pela esquerda: L Alberto e Rodolfo, vai ficar torto.

    SDS Tricolores

  33. Juliano Borges

    comentou em 11/03/2009, às 10:42

    Gosto muito das posições políticas da Flusócio, mas algumas vezes discordo da forma como elas são apresentadas.

    Entender o Fluminense como “marca” me parece um desrespeito às tradições do clube. O Tricolor não é um produto, poxa! Pode parecer ortodoxo, mas não me agrada essa invasão do vocabulário do marketing nos domínios do futebol. Já tive a oportunidade de manifestar aqui no blog minha preocupação com a antinomia paixão-razão, num sentido mais prático, de como as normas da ‘boa gestão’ vêm tornando frio o espetáculo do futebol, roubando seu aspecto lírico e emocionante e, em grande medida, fazendo do futebol uma arte decadente ou, pelo menos, desinteressante (o SPFC é o símbolo dessa era).

    Reconheço que organização competente é fundamental para tornar o clube competitivo. Mas é importante cuidar para que as doutrinas e o pensamento da gestão empresarial não se apoderem do que é essencial, o aspecto subjetivo que nos liga ao clube – a paixão pelo esporte, as memórias de glórias, a luta por novas conquistas.

    Chamar o Fluminense de ‘marca’ denota, de forma consciente ou não, uma inversão de prioridades. Porque tudo que NÃO somos é uma marca, um produto, um label. Somos um clube de fubetol, com um espírito! É importante resistir a essa tendência do marketing, infelizmente hegemônica, de entender tudo pela lógica de mercado. Se a tendência é forte demais a ponto de sermos obrigados a com ela transigir que pelo menos estabeleçamos limites que preservem o espaço para uma concepção mais ligada ao esporte ppmente dito. Um espaço em que o futebol possa falar mais alto que as regras de mercado. E esse espaço pode começar pela forma como nos referimos e compreendemos o Fluminense.

  34. Fabiano Camargo

    comentou em 11/03/2009, às 12:30

    Juliano, concordo em partes tb com o que vc disse. No entanto, precisamos tornar o Clube mais profissional e menos provinciano. Os tempos mudaram, as ações evoluíram (talvez pra pior!?!?) e precisamos nos adequar a nova realidade.
    Qto a paixão, acredito ainda que o futebol carioca sempre teve um apelo maior que os outros estados, onde sempre se teve um futebol mais descontraído, mais “moleque”, diferentemente de São Paulo. Precisamos nos organizar e aprender a gerir de forma mais profissional o clube para mudarmos este paradigma e voltar os holofotes para onde nunca deveriam ter saído.

  35. Claudio – RJ

    comentou em 11/03/2009, às 12:31

    caro Juliano,

    eu gostaria de compartilhar sua opinião caso o Flu tivesse
    superavit, sem nenhuma dívida, com jogadores apaixonados pelo clube, renovando seus contratos por amor ao clube, e receita de TV e marketing desvinculada da realidade do mercado.

    Considerando-se tudo isso, acho que a gente tem que pensar em mercado sim, na realidade do século 21.
    Hoje são poucos os jogadores que aceitam salário menor pra jogar no Flu, nós não somos o sao paulo. E a marca do Fluminense precisa ser melhor tratada, de todas as formas, e isso inclui um resgate da História do clube, da tradição, mas com métodos modernos de gestão e marketing.

    Uma gestão moderna do clube e da marca não significa esquecer a tradição, pelo contrário, quem teve a chance de visitar o museu do Boca Juniors sabe o que é valorizar a tradição de uma forma moderna.

    E outra, quanto melhor for a estrutura e a imagem do clube, mais tempo os jogadores novos vão querer ficar no Flu antes de irem pra europa.

  36. Claudio Maes

    comentou em 11/03/2009, às 15:04

    Tradição é ótimo. E melhor ainda quando transformada em recursos.

  37. Danilo Félix

    comentou em 11/03/2009, às 16:01

    Caro Juliano Borges,

    Eu até entendo seu raciocínio tradicionalista, mas a verdade os clubes não têm mais escolha: ou se adaptam aos novos tempos e passam a ser geridos de forma profissional, usando seu principal ativo, a sua marca centenária, para maximizar suas receitas, ou então serão engolidos pelo mercado e afundarão até a inexistência.

    Eu particularmente prefiro ter um Flu mais “sisudo” e enmpresarial, mas que exista para o meu filho de 2 anos torcer no futuro, do que apenas lembrar de um Flu romântico e tradicional, mas que só exista em nossas memórias e nas páginas de jornais antigos.

  38. Juliano Borges

    comentou em 11/03/2009, às 19:35

    Tricolores,

    eu nenhum momento me opus à profissionalização. Ao contrário. O Fluminense, aliás, é grande porque foi pioneiro a reconher a importância da profissionalização para se tornar vitorioso. De forma que não sou contra mais organização. Se fosse estaria satisfeito com a adminitração Horcades, e esse não é o caso. Como disse no post anterior, “reconheço que organização competente é fundamental para tornar o clube competitivo.”

    Mas chamo a atenção para o risco da hegemonia do marketing sobrepujar o futebol, no que há de mais ideológico nisso mesmo. Ou seja, na possibilidade de uma supremacia dos valores de mercado sobre os valores simbólicos que, no limite, são o que nos ligam ao clube. E eu acredito que mais organização é completamente compatível com a garantia de que o futebol será mais importante do que as técnicas do marketing.

    Meu receio é que a ‘empresa’ Fluminense passe a ter predomínio sobre o clube Fluminense, invertendo a ordem valorativa. Nós torcemos para o clube, não para uma empresa, afinal! A lógica esportiva (mais próxima das paixões) precisa ser mais importante para nós do que a lógica comercial (não que esta última não deva existir, pois, como foi dito, o futebol é mais comercial). Um clube desalmado, convertido em organização empresarial, pode vencer, mas não desperta paixões. Tenho dúvidas se apenas vitórias garantem novos torcedores. A história do (velho) Corinthians parece dizer o contrário. No limite, é a torcida e sua força apaixonada que sustentam o clube.

    Nosso conteúdo futebolístico precisa ser pensado então pela lógica da competição esportiva e não decidido pela lógica empresarial. Para mim trata-se de uma questão ideológica mesmo.

    Longe de ser tradicionalista, embora, sim, romântico, não aprecio a eficiência fria e anódina do enaltecido SPFC. Nem a pirotecnia publicitária do Corinthians. Em grande medida, é um pouco este último o modelo que nosso patrocinador se espelha e conhecemos bem as conseqüências dessa lógica deturpada.

    Gosto particularmente do tipo de balanço encontrado pelos grandes times do Rio Grande do Sul. Sem negligenciar a organização eles nem se tornaram o circo corinthiano nem a empresa sãopaulina. E, volto a frisar o ponto, isso passa por ter o marketing não como solução, mas como uma das muitas armas (a torcida é para mim nossa arma principal) de modo adaptar o Fluminense a esses tempos em que a lógica empresarial fala mais alto do que o esporte. Penso que o modelo gaúcho é o ponto de equilíbrio entre paixões e interesses a ser buscado.

  39. Eduardo Gorges

    comentou em 11/03/2009, às 21:31

    Gostaria de lembrar que a TRADIÇÃO no Fluminense sempre foi em INOVAÇÃO.

    Primeiro time de futebol do Rio, organizou o primeiro campeonato. Primeiro estádio do Brasil, organizou o sul-americano. E por aí vai.

    O que as últimas diretorias entendem por tradição é fazer as coisas do mesmo modo como eram feitas na década de 1940.

    As cotas de TV aberta deveriam ser pagas baseado no critério de audiência do ano anterior, mas que isso fosse apurado por órgão honestos – o que é bem difícil de se encontrar.
    As cotas de PPV deveriam ser diretamente proporcionais aos assinantes daquele time mais os jogos avulsos (contrato específico) daquele time.

    Difícil é ver na atual gestão alguém que lute pelo que é certo e pelo que é do Flu.

  40. Nico

    comentou em 12/03/2009, às 13:31

    OK, o Flu tá recebendo menos do que poderia e que falta representatividade e força nos bastidores para lutar por um aumento do valor de sua cota.

    Mas, para onde vai essa grana? São R$ 21 milhões. Será que vai tudo para o pagamento de dívidas?

    Abraços,

  41. Marcelo de Freitas

    comentou em 13/03/2009, às 20:22

    Um toque sobre a imagem deste post, que é realmente muito show.

    A listra é grená mesmo?! Parece-me vermelha.

    Se bem que nosso hino fala em ENCARNADO, portanto, a cor da foto me parece mais próxima, não?

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