Tempos áureos
Publicado em 12.01.2010.
Por Flusócio

O torcedor tricolor que assistiu a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, na Rede Globo, teve uma grata surpresa: a bandeira tricolor apareceu em uma cena filmada no Salão Nobre da sede de Laranjeiras.
Na cena, Herivelto Martins diz a Grande Otelo que tem uma arma secreta preparada para o concurso de marchinhas carnavalescas. Grande Otelo responde: “Não vai ser mole ganhar do Ataulfo (Alves) não! O urubu malandro tá com a macaca!”
Herivelto, misterioso, diz: “Isso porque você ainda não viu minha arma secreta…”
No final da música dele desce um bandeirão do Flu e o público todo levanta ovacionando. Na festa da comemoração pela vitória no concurso, Grande Otelo brincou: “Mas também com a bandeira do Fluminense foi covardia!”
Clique aqui para ver a cena. Tempos áureos em que o Fluminense era parte muito importante da rica cena cultural carioca.
Crédito da imagem: Reprodução Rede Globo.
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comentou em 12/01/2010, às 16:14
BONS TEMPOS DO FLUMINENSE.
O Rio, capital à época e cidade mais importante do Brasil, se curvava à nobresa aristocrática do tricolor.
Os bailes mais requintados com a população mais abastada da cidade eram realizados no salão nobre das três cores.
Hoje, nos tornamos ultrapassados, com vitrais falsificados, nos afundamos em dívidas. O Rio também declinou e por conseguinte uma de suas maiores instituições também.
É preciso aproveitar os novos projetos de ressurgimento da cidade com os investimentos advindos do capital privado e principalmente público em virtude da Copa e dos jogos Olímpicos e reformular o Fluminense com o fito deste clube voltar a ser o centro do cenário esportivo e cultural do Brasil.
Como bom exemplo, pode-se citar o Copacabana Palace que depois dos áureos tempos, sofreu uma enorme decadência e hoje já recuperando o prestígio e a elegância de outrora.
Avante Fluminense, sempre é tempo de recomeçar.
comentou em 12/01/2010, às 16:18
Ponto para a escritora Maria Adelaide Amaral e para o diretor Denis Carvalho (nao sei o time de ambos) que fizeram questão de mostrar a cena.
Poderia, tranquilamente, passar batida se fossem outras pessoas escrevendo e dirigindo a minisserie (caso fossem flamenguistas ou nao ligassem muito para futebol).
comentou em 12/01/2010, às 16:41
Muito bom ! Valeu Flusocio pelo link. Não ví nada dessa minissérie. Agora já tenho motivo para comprá-la em dvd!
Demais a cena, culminando com a bandeira do Fluzão! Que seja um presságio da niossa vitória contra a mulambada no Carioca !
ST
comentou em 12/01/2010, às 16:45
Simplesmente SENSACIONAL!!!!!!
Orgulho de ser Tricolor!!!
comentou em 12/01/2010, às 17:20
Eu tinha visto. Muito emocionante!
Tempos em que a sociedade dava importancia a nobreza de verdade e não o oba-oba dos “Marias vai com as outtras”.
comentou em 12/01/2010, às 17:35
Não vejo essa minissérie, mas realmente, pelo período retratado, tinham que falar do Fluminense. Muito bom.
ST.
comentou em 12/01/2010, às 17:39
É verdade!
Bons tempos aqueles em que o Rio era mais Rio e o Brasil era mais Brasil!
Bons tempos aqueles em que a arte era nomeada e medida pelo seu valor intrínseco — cultural e educacional — e não por algo que seria uma discutível capacidade de prestar tributo e satisfazer à “sensibilidade” das maiorias, mesmo daquelas maiorias que formam as massas mais ignaras no sentido de escolaridade e cultura.
Bons tempos aqueles em que o mais, valia mais.
Bons tempos aqueles em que os mais cultos e capacitados serviam como modelo e parâmetro para os outros, e não ao contrário como é hoje, onde o menos
vale mais.
Que preguiça…
ST
comentou em 12/01/2010, às 17:57
Parabéns à FS, sempre antenada em tudo o que diz respeito ao Flu. Apesar dos comentários negativos anteriores, diznedo que o Flu acabou, isso e aquilo, hoje ainda tenho muito orgulho de frequentar este salão, seja para um simples almoço, seja para o maravilhoso baile do centenário em 2002 (nunca me emocionei tanto, por tantas hoas consecutivas), seja para o reveillon deste ano, que foi muito bom…
Foi, é e sempre será a minha casa.
Fluminense Eterno Amor.
comentou em 12/01/2010, às 18:08
Não precisamos nem ir tão longe na época da mini série. Há uns 35 anos atrás, ou seja, por volta de 1975/1976, uma garota que eu conhecia fez sua festa de 15 anos no salão nobre do Fluminense.
Me lembro é que o comentário geral, ao sabermos onde a festa seria é que era um evento grandioso, simplesmente pelo fato de ser lá, pois não era qualquer um que podia fazer um evento no Fluminense.
E olha que nessa época o clube já não vivia tanto o esplendor do tempo da minisérie.
O que fizeram com o FFC!
comentou em 12/01/2010, às 18:33
Eu vi a cena, pulei como se fosse gol do Flu.
off-
VOCÊS SABEM SE O MP APROVOU OU RECUSOU O AUMENTO DOS PREÇOS DOS INGRESSOS ?
comentou em 12/01/2010, às 18:53
O Herivelto, inteligente e diferenciado como todos os tricolores,
1- amava a vida;
2- amava as mulheres;
3- amava uma cerveja;
4- amava a música;
5- amava o FLU;(Não necessariamnete nessa ordem).
P.S. A pré-temporada está indo muito bem. Hoje tem o jantar com a comissão técnica e jogadores do FLU aqui em Vitória. Estaremos lá.
saudações
comentou em 12/01/2010, às 19:04
Fiquei curioso agora, o Herivelton era mesmo tricolor ou foi só pra tirar proveito da popularidade do mais importante clube do país daquela época?
comentou em 12/01/2010, às 19:09
Eu acho que o Herivelto não era tricolor. Pelo que entendi da cena ele usou a estratégia de descer o bandeirão do Flu pra ganhar o público, já que o concurso era no nosso salão nobre.
comentou em 12/01/2010, às 19:09
E mais uma vez o Fluzão desbancou o “urubu malandro”.
Abraços e saudações tricolores!
comentou em 12/01/2010, às 19:34
Não sei se o Herivelton Martins era tricolor ou mesmo se era ligado em futebol, mas o que eu sei é que ele nasceu em uma região que sempre foi um fortíssimo reduto tricolor: o sul do Estado do Rio de Janeiro.
comentou em 12/01/2010, às 19:37
Eu vi a cena, a minissérie foi linda e a cena do Fluminense foi inesquecível!
Abraços a todos!
Carlos Alberto – Colunista do Blogols – http://www.blogols.com.br/
comentou em 12/01/2010, às 19:58
Fantástica a cena. História pura.
comentou em 12/01/2010, às 20:06
vence o Fluminense
comentou em 12/01/2010, às 20:16
1- Sugiro que o FLUSÓCIO faça uma matéria abordando a legislação esportiva do Brasil, comparando-a com a de outros países, principalmente da América do Sul e da Europa.
2- Por exemplo: – A Lei Pelé foi uma imposição do nosso governo ou da FIFA, ou foi mais uma daquelas coisas que, como a tiririca, nasce espontâneamente em terras brasileiras?
3- Existe algo similar à Lei Pelé na legislação esportiva dos outros países?
Caso exista, valeria um esclarecimento se essas leis são rigorosamente iguais em todos os países ou se existe diferenças entre elas sobre o tempo de contrato dos jogadores oriundos das categorias de base, da ação predatória dos empresários, além de outras questões pertinentes ao tema.
Fica a sugestão.
comentou em 12/01/2010, às 22:24
Apesar de ter que assumir que tou ficando velho (59 anos), não sou do tempo do auditório da rádio Nacional e nem de ver Dalva de Oliveira ao vivo. Mas, que foi bonito ver a bandeira tricolor desfraldar, em plena TV Grobo, isso foi! Meu pai era torcedor fanático do América e lembro do respeito, do carinho e da idolatria entre times e torcedores. Por mais que vocês não acreditem, a doideira das torcidas naquele tempo, era ainda maior do que acontece hoje. Também, o que existia de craque em cada time era covardia!
Que tenhamos de parte a parte (time e torcida) a mesma ligação que existiu no tempo do meu pai, nas décadas de 50 e 60. Lógico que tudo passa, tudo muda, mas seria bom se pudéssemos manter ou reativar um pouco do que foi importante no passado.
Saudações Tricolores!
comentou em 12/01/2010, às 22:41
AMIGOS,
EU NÃO VI ESSA MINI SÉRIE.
MAS PELO DESCRITO PELO POST , O FLUMINENSE ERA UM CLUBE RESPEITADO POR TODOS.
VAMOS FAZER O NOSSO CLUBE VOLTAR A SER O FLUMINENSE FOOTBALL CLUB DE OUTRORA.
VENCE FLUMINENSE !!!
SAUDAÇÕES TRICOLORES .
WAGNERFLUZÃO.
comentou em 12/01/2010, às 23:49
A cena foi sensacional!!!!
Aliás, a minisérie foi muito maneira!!!!
ST!
comentou em 13/01/2010, às 0:26
ALGUÉM SABE QUANTO SERÁ O INGRESSO ENTRE AMERICANO E FLUMINENSE ?
comentou em 13/01/2010, às 0:46
Estou indo dormir com a boca adocicada e o coração exultante pela eliminação dos urubrochas da tal copinha e pela derrota daquela ridícula seleção brasileira sub-20, ou urubambi, diante dos mexicanos.
Esta dita seleção brasileira (lá pras negas dela)comandada por um técnico do urubrocha parecido com uma barrica, na verdade era um mistão de urubus e bambis com mais dois ou três apadrinhados avulsos.
O melhor da história é que nos três jogos, enquanto os locutores do Sport TV consideravam a vitória final dos urubambis o resultado provável, eles não se cansaram de repetir e enfatizar os nomes destes dois clubes cada vez que um dos seus jogadores pegavam na bola.
Repetiram à exaustão, repetiram umas duzentas vezes, repetiram tanto os nomes destes dois clubes que além de antipatia, também me passavam a impressão de que estariam ganhando para fazer merchandising dos ditos cujos.
Mas no final do jogo contra os mexicanos (ha ha ha) tiveram que enfiar a viola no saco e a língua…também.
Saudações Tricolores!
comentou em 13/01/2010, às 0:54
GRANDE TRICOLOR!
Esse cena em que a bandeira é desenrolada,
me convence que naquela época o Fluminense
não somente era o terror de todos os times,
como tambem um grande investidor em marketing e publicidade. “Para reerguer basta querer”!
http://www.futebolfinance.com/
Unidos venceremos!
comentou em 13/01/2010, às 5:52
off Como joga esse Carlyle do CFZ Brasilia vi contra o wascu e ontem contra o urubulino na copa sp. Boa aposta para o flu tentar trazer.
comentou em 13/01/2010, às 8:14
Espero que o FFC retome os tempos gloriosos um dia. Felizmente teremos eleição no fim do ano e há chance de, enfim, eleger um bom presidente.
comentou em 13/01/2010, às 9:07
Carlyle no Flu, seria interessante, ainda mais se ele tiver a mesma qualidade do lendário homônimo que jogou nas laranjeiras
comentou em 13/01/2010, às 13:26
E a música é de Mário Lago, outro tricolor!
comentou em 13/01/2010, às 13:40
Sobre o tema proposto, o Flu e o Rio de fato vivem, para tristeza nossa, um período de vacas magras, mas que há de acabar logo. Tenho fé nisso.
Ressalto, no entanto, que boa parte da perda dessa atmosfera cultural está perdida pra sempre, não pelo Rio, mas pela humanidade.
Sem querer “viajar” demais, quando penso que a boa e velha música em vinil e CDs praticamente morreu, o cinema em cinema se enfraquece dia após dia e leio que Bill Gates espera não morrer sem antes ver realizado seu projeto maior, que é ACABAR COM O PAPEL e, pois, com os livros (Revista Piauí n°37, pg67), ponho-me a pensar o que a humanidade pode esperar em termos de cultura.
Este espaço é fantástico por isso. Quem diria que num veículo destinado a futebol encontraríamos espaço para discussões quase filosóficas sobre a cultura em nosso tempo! Graças a Deus sou tricolor!!! Aos colegas que quiserem prosseguir com essas divagações, estou disposto a prolongar o papo. Saudações tricolores.
comentou em 13/01/2010, às 16:05
Rodrigo, eu iria falar isso, o Herivelto não sei se era tricolor, poderia ser, nasceu em Paulo de Frontin e foi criado em Barra do Piraí onde a torcida do Flu ainda hoje é grande, lá existe o Royal que possui as mesmas cores do Flu.
O Mário Lago era tricolor com certeza.
comentou em 13/01/2010, às 16:19
Tempos em que o nosso Flu era o mais importante club do país e que influenciou o club que hoje é o maior que é o São Paulo pois este nos imitou em tudo, ou seja: Por ser tricolor,ser o clube de elite da cidade,os uniformes(um listrado,outro branco)e até o pó-de-arroz. Porém hoje a mais pura verdade é que vivemos de passado e da beleza de nossa torcida, pois aqui em Aracaju/Se na minha época de criança nossa torcida só perdia para Fla e vasco, hoje frequento uma faculdade a noite com jovens na faixa dos 18 anos e quando digo que sou tricolor todos pensam que me refiro ao São Paulo quando digo fluminense a gargalhada é geral(sou o único torcedor do flu numa sala de 60 alunos)
comentou em 13/01/2010, às 22:05
Dispenso comentários. Simplesmente MAJESTOSO.
Como faço para enviar para minha lista de e-mails?
Os urubus devem estar se moendo por dentro.
comentou em 14/01/2010, às 1:55
Não assisti toda a minisérie ,porém um dos raros momentos que presenciei foi esta magnífica cena.
Ao final dela me encontrava de pé , na sala ,aplaudindo e vibrando muito.
Saudade do FLU , forte que não desamparava seus fãs e muito menos aqueles que o homenagiavam.
Parabéns aos criadores da série pela sua exatidão histórica.
comentou em 15/01/2010, às 18:50
Me desculpem, mas na Copinha eu torço sempre por participações discretas do Fluminense. Não vale nada esse torneio e ainda serve de vitrine para que empresários carreguem os moleques. Que brilhem os times dos outros para que eles percam seus jovens talentos! Por mim o Fluminense nem participaria dessa competição…
ST,
J.