A reunião do Conselho de 26/01/2010

conselho1

Foi realizada no dia 26/01 mais uma reunião do conselho deliberativo do Fluminense.

Antes de relatarmos a reunião propriamente dita, alguns esclarecimentos para que o sócio e o torcedor tricolor entendam como funciona o conselho deliberativo são necessários.

Vejamos o artigo que o estatuto fala sobre aprovações de orçamento:

Art. 28 – O Conselho Deliberativo, convocado pelo seu Presidente, reunir-se-á:

I – Ordinariamente:

b) Anualmente, na segunda quinzena de dezembro, para discutir e votar o Orçamento do exercício seguinte;

§ 5º – Nas reuniões convocadas para discutir e votar o Orçamento do exercício seguinte, a aprovação dar-se-á por maioria simples, se o parecer do Conselho Fiscal for favorável. Caso o parecer seja contrário, o Orçamento só poderá ser submetido à votação se presente, no mínimo, metade do Conselho Deliberativo e somente será aprovado se obtiver votos em número, pelo menos, igual a 3/4 (três quartos) das assinaturas no Livro de Presença.

Art. 131 – A administração financeira do FLUMINENSE reger-se-á pela estrita observância das seguintes normas:

I – Os elementos constitutivos de ordem econômica, financeira e orçamentária estarão sempre em conformidade com as disposições legais;

V – O Orçamento anual, analítico e sintético, deverá ser rigorosamente observado, respeitados os seguintes preceitos quanto à sua disposição e aprovação:

a) O Orçamento, a vigorar no exercício seguinte, deverá ser organizado pelo Conselho Diretor, com assistência e parecer do Conselho Fiscal e enviado pelo Presidente do Clube ao Conselho Deliberativo, na segunda quinzena de dezembro de cada ano, para apreciação e julgamento;

Agora vejamos o que diz o regimento interno sobre as reuniões do conselho deliberativo.

Art. 3º – Na convocação deverá ser claramente especificada a “Ordem do Dia”.

Parágrafo único – Quando a reunião do Conselho Deliberativo tiver por finalidade a discussão do Orçamento, a suplementação de verbas ou a aprovação de contas, cópias dos respectivos documentos serão remetidas aos Conselheiros com 15 (quinze) dias de antecedência.

Art. 35 – As sessões terminarão 3 (três) horas após a sua abertura, podendo ser prorrogadas por períodos sucessivos de 30 (trinta) minutos, por iniciativa do Presidente do Conselho Deliberativo ou por solicitação de qualquer Conselheiro, desde que aprovada pelo Plenário.

§ 1º – As prorrogações não poderão exceder o tempo de duração de uma sessão normal;

§ 2º – Em casos excepcionais, a critério do Presidente do Conselho Deliberativo, as sessões poderão ser mantidas em caráter permanente.

Tentando entender:

O artigo 28º dz que o conselho deve se reunir NA segunda quinzena de dezembro para votar o orçamento do ano seguinte.

O artigo 131º diz que o orçamento deve ser organizado pelo conselho diretor com auxílio do conselho fiscal e enviado pelo presidente do conselho deliberativo também na segunda quinzena.

O artigo 3º parágrafo único do regimento interno diz que as cópias dos documentos deverão ser remetidas aos conselheiros com 15 dias antecedência.

Ou seja, temos desde o início um conflito temporal, já que seria impossível que na segunda quinzena se organize o orçamento, se marque a reunião e ainda assim se envie as cópias aos conselheiros. Por conta desse problema é praxe nas reuniões do conselho que se siga o parágrafo 2º do art 35º do regimento interno que diz que as reuniões podem ser mantidas em cárater permanente por decisão do presidente do conselho, e isso vem sendo feito ano após ano.

O presidente do conselho deliberativo convocou uma reunião para o dia 29/12 de 2009 para apreciação e aprovação do orçamento, dentro do prazo estatutário, porém na convocação foi informado que os documentos não haviam sido ainda disponibilizados pelo conselho diretor. No dia 29/12 foram entregues os documentos do orçamento, o normal então seria que essa reunião iniciasse e fosse colocada em cárater permanente pelo presidente do conselho para que os conselheiros tivessem tempo hábil para análise desses documentos, ao invés disso a reunião foi encerrada, ficando a necessidade de uma nova convocação para aprovação do orçamento. Essa reunião foi convocada para o dia 26/01/2010.

Essa reunião ficou marcada no início pela confusão, alguns membros do conselho consideravam que o orçamento não podia ser mais votado, já que devia ter sido votado na reunião de dezembro, outros diziam que o orçamento podia ser votado, mas desde que a convocação fosse feita de forma diferente, e outros saíram em defesa do presidente do conselho dizendo que apesar da reunião de dezembro ter sido encerrada, nada impedia que o orçamento fosse então apresentado e votado nessa reunião, infelizmente essa discussão de semântica se alongou por quase 2 horas, ou seja, ao invés de se preocuparem em discutir o conteúdo do orçamento apresentado, que, aliás, apresenta vários problemas, preferiu-se discutir se o presidente do conselho pode ou não convocar a reunão ou de que forma. Enfim depois de 3 longas horas, ao final da apresentação, o orçamento foi aprovado por 77 votos a favor contra 14 contrários, 51 conselheiros se ausentaram no meio da reunião e não votaram, a Flusócio conforme havia informado no seu post no dia 26/01, votou contra o orçamento de 2010.

Para terminar gostaríamos de deixar claro que somos frontalmente contrários a forma como o orçamento e contas do Fluminense são aprovados, não consideramos o conselho deliberativo do Fluminense competente para aprovar ou rejeitar matéria de tal importância, o conselho deliberativo é formado em sua grande maioria por pessoas que pouco ou nada conhecem de orçamentos e contabilidade, apesar do orçamento e contas serem sempre acompanhadas do parecer do conselho fiscal, ainda assim é fundamental que numa gestão séria, essa matérias sejam objeto de auditoria externa permanente, realizada por firma de reconhecida expressão no mercado e não por empresas desconhecidas.

Por sorte, a Flusócio conta dentro de seus quadros com pessoas conhecedoras da matéria que puderam fazer uma análise completa do orçamento e que apresentaram os motivos pelos quais o orçamento deveria ser rejeitado, como sempre nossa votação foi técnica e não política. Nós da Flusócio consideramos que a solução para o Fluminense não é política e sim pela transformação na forma como clube é gerido, saindo do modelo amador do século 20 para o modelo profissional do século 21.

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Comentários

  1. Sergio Curvelo

    comentou em 2/02/2010, às 8:19

    Oportuno o post! Principalmente quando a imprensa divulga dados sobre nossa monstruosa dívida.

  2. José Maurício R. y Rodriguez

    comentou em 2/02/2010, às 9:11

    Para o orçamento de 2011 também não deveremos ter uma peça de melhor qualidade, pois o tempo entre a eleição e posse do nosso candidato e o final do ano será muito curto. Mas a partir daí teremos chance de mudar completamente essa situação, dando mais transparência e realidade aos números e, consequentemente, à administração do clube.
    É no que acredito e, por isso mesmo, frequento esse espaço.

  3. Diogo

    comentou em 2/02/2010, às 9:37

    Bom dia,

    Parabéns pelo esclarecimento, sei que o nosso Fluminense é muito mal gerido e, infelizmente, não acredito que o próximo gestor resolverá estes problemas.

    Problema 1 – Celso Barros.
    Seu patrocínio é fantástico em valores para um clube que briga para não cair na série A faz tempo, porém, vive metendo a colher onde não deve, querendo empurrar barangas para o time, e o seu querido Renato Gaucho pro comando técnico. Seria necessário algum presidente que o coloque no seu lugar de patrocinador, ou então que consiga algum patrocínio com valores equivalentes no mínimo.

    Problema 2 – Corrupção.
    Acredito que há muito está entranhada na estrutura política do Flu uma roubalheira danada, onde cada um pega um pouco (principalmente o presidente não remunerado?).

    Problema 3 – Onde está o dinheiro?
    De cota de televisão, 15 milhões. De patrocínio, mais uns 13 milhões. Venda de camisas e artigos licenciados devem dar mais alguma coisa. Bilheteria? Nossa torcida sempre comparece ao estádio, duas vezes por mês. Acredito que o Flu coloque nos cofres aproximadamente 50 milhões por ano (por baixo). Sem contar a venda de atletas, que recentemente perdemos uma jóia de Xerém (Wellington Silva) por R$ 10 milhões. Agora… Vão me dizer que a folha salarial custa 4.6 milhões/mês (contando 13º)? Sem contar aquele velho probleminha, onde o dirigente contrata o jogador por um salário de 150.000, mas fica com 80.000 através do empresário e o jogador só recebe 70.000. Seria muito interessante de ver a declaração de imposto de renda da nossa diretoria antes e depois do cargo ocupado, pois o trabalho no Flu não é remunerado.

    Abraços!
    Diogo Trindade

  4. Danilo Soares Félix

    comentou em 2/02/2010, às 9:46

    Infelizmente o modelo atual de fiscalização de orçamento e contas do exercício é totalmente ultrapassado: a aprovação destas questões importantes é feita de forma política, baseada na amizade entre os membros de chapa ou em interesses menos nobres daqueles que orbitam o poder atual.

    O modelo correto para auditar contas de qualquer empresa é via empresa de auditoria externa, de comprovada credibilidade e qualidade. Não faz sentido que um bando de leigos aprovem ou não questões tão importantes.

    Mas certamente a realidade melhoraria um pouco com um CDel formado por uma nova chapa, mais progressista, vigilante e disposta a trabalhar pelas reformas que o clube tanto precisa.

    No modelo atual, uma das reformas que considero mais básicas é a distribuição do CDel de acordo com a proporcionalidade dos votos das chapas envolvidas na eleição. Isso aumentaria a fatia da oposição dentro do CDel e tornaria as coisas um pouco mais rígidas com relação à fiscalização. Clubes como o Grêmio-RS já adotam esta regra na formação de seu CDel.

  5. Marcos

    comentou em 2/02/2010, às 9:53

    É deprimente a forma como as pessoas encaram assuntos de extrema importância no Fluminense.

    Mais uma vez, o orçamento é aprovado por que a ação entre amigos continua firme.

    Que venha Novembro !!!!!!!

  6. José Júlio Queiroz

    comentou em 2/02/2010, às 10:08

    Normas legais tortuosas, porque mal redigidas, geralmente são desvirtuadas para benefício daqueles que desejam o caos.

    A seriedade necessariamente passa por reorganizar as normas, adequando-as à nova realidade em que a sociedade vive.

    Assim foi com a Constituição Federal, com o Código Civil e tantas outras normas.

    O Estatuto é uma norma a qual, aliás, deve ser adequada ao novo Código Civil.

    Contudo, mais do que uma mera adequação de um diploma a outro, o que deve ocorrer mesmo é a adequação à modernidade, à forma séria de gestão profissional. E exatamente isso é que se constitui um dos principais pilares da Flusócio, ainda que desagrade a alguns, por razões que os olhos e a inteligência já há muito alcançam.

    Assim, mãos à obra porque há muito trabalho pela frente. Trabalho sério e comprometido com o que há de melhor para o Fluminense.

    Sds.,

    JJ Queiroz.

  7. Eduardo Etcheveria

    comentou em 2/02/2010, às 10:33

    Pombas,

    77 a favor e 14 contra!

    O Orca realmente ainda possui muita força dentro do Flu. E os 51 que foram embora … lavaram as mãos?

    ST

  8. Alessandro Carvalho

    comentou em 2/02/2010, às 10:54

    Querem apostar que o orçamento de 2011 será votado e aprovado religiosamente em dezembro?

  9. Leonardo Bagno

    comentou em 2/02/2010, às 11:23

    Prezados,

    Gostaria de ver comentado pela FLUSÓCIO o post abaixo – publicado no blog CIDADÃO FLUMINENSE ([...]), já que há informações divergentes com o post inicial deste tópico.

    Segue:

    [trecho retirado pela moderação]

    Leonardo Bagno

  10. Mauricio Fernandes

    comentou em 2/02/2010, às 11:38

    E o Fluminense é o terceiro maior devedor em clubes do Brasil, só sendo superado pelo Vasco e pelo Flamengo…

    Se estivéssemos em um país sério, faltariam clubes na Série A do Brasileiro. Por muito menos, clubes grandes da Itália foram rebaixados para a 3ª divisão (como a Fiorentina, que teve até que mudar de nomeapós decretar falência, no final da década de 90).

  11. Milton Borges

    comentou em 2/02/2010, às 11:50

    Gostaria de saber quem são esses 77 conselheiros que aprovaram esse verdadeiro atentado contra o Fluminense.

    Estive na reunião do conselho para obter uma cópia do orçamento e discutir alguns pontos com colegas que entendem de finanças como o Cláudio Maes e o Marcos Aquino.

    Como se trata de um documento com 20 páginas, acompanhei apenas o início da explanação do Humberto Palma, o suficiente para sentir que as falhas do orçamento do ano passado estavam se repetindo no orçamento desse ano, e levei o material para analisar com mais calma durante a semana.

    Na verdade não foram GASTOS MAIS DE 7 MILHÕES SEM AUTORIZAÇÃO EM 2009, como andam comentando pelos corredores, FORAM GASTOS MAIS DE 20 MILHÕES E COM AUTORIZAÇÃO, já que este mesmo conselho deliberativo aprovou o orçamento de 2009, o que de certa forma autorizou o Conselho Diretor a gastar mais do que ia receber, isto estava claro no orçamento do ano passado, assim como está no orçamento desse ano.

    O resultado do exercício de 2009 excedeu a dotação orçamentária em mais de 20 milhões de reais, ou seja a receita foi inferior à prevista em mais de 12 milhões (R$12.761.883,97), e as despesas superiores ao previsto em mais de 7 milhões (R$7.630.287,79).
    Com relação às receitas, o furo principal ficou na receitas com repasse de direitos federativos, orçado em MR$20.900 e realizado MR$11.395, para 2010 estão orçando em MR$18.384, ou seja, se tal receita não se realizar em 2010 teremos de cara um furo de 18 milhões no orçamento.
    Outra receita que furou foi a de bilheteria orçada em MR$6.525 e realizada MR$4.565, para 2010 estão orçando MR$5.409.

    Quanto às despesas o futebol foi o grande vilão, alegam que houve contratação de atletas e comissão técnica não orçados, além de rescisões não previstas.

    Não sei direito como funciona a questão estatutária, pelo que entendi o Conselho Diretor está convocando uma reunião extraordinária para pedir um perdão desta extrapolação orçamentária, para que as contas possam ser aprovadas sem problemas, é isso? Os incompetentes aumentam nossa dívida em mais de 20 milhões por ano e ficam impunes?

    E não é só isso, não sei o que diz o estatuto, mas esse orçamento que está sendo submetido ao conselho não é um orçamento financeiro e sim econômico, ou seja, as despesas e receitas são tratadas pelo regime de competência, e não pelo regime de caixa.
    Por isso não se verifica nenhuma rúbrica relativa à pagamento de dívidas e acordos trabalhistas, e das parcelas do timemania..
    Por outro lado o orçamento contempla receitas de televisão já antecipadas o que diminui ainda mais a entrada de dinheiro em caixa.
    Computados os pagamento de dívidas e acordos trabalhistas, e das parcelas do timemania, e excluídas as receitas de televisão já antecipadas o rombo vai ser ainda maior, o próximo presidente que se prepare desde já.
    Estão cagando e andando para o Fluminense, precisamos tomar providências urgentes, esse orçamento de 2010 vai levar o Fluminense ao fundo do poço.

  12. Márcia Justo /Fortaleza-Ce

    comentou em 2/02/2010, às 11:57

    Caramba,que Novembro chegue depressa porque não estou mais aguentando esse amadorismo,bem como essa falta de comprometimento com a instituição.Chega!Sds

  13. Márcia Justo /Fortaleza-Ce

    comentou em 2/02/2010, às 12:02

    Complementando,concordo plenamente com o comentário do Danilo Soares Félix.Sds

  14. Flusócio    

    comentou em 2/02/2010, às 12:18

    Prezado Léo Bagno,

    Temos como premissa não reproduzir textos de outros grupos políticos em nosso blog. Espero que compreenda.

    Cabe ainda ressaltar que a Flusócio foi a única corrente do clube a fazer uma análise técnica do orçamento, indicando antecipadamente a sua rejeição.

    Nenhum outro grupo colocou publicamente esta orientação prévia para os conselheiros do clube, que em sua grande maioria são leigos em assuntos financeiros e contábeis.

    Também somos a única corrente do clube a dar publicidade aos fatos que acontecem dentro das reuniões do Conselho Deliberativo. Então, como de costume, hoje publicamos um resumo do que aconteceu na plenária de 26/01/2010, e em seguida analisaremos o que foi aprovado e suas consequências, em artigo posterior.

    Mas é importante ressaltar que a nossa análise será sempre tecnicista, deixando a politicagem de lado.

    Nosso conselheiro Alexandre Vasconcellos está de férias nos EUA e o conselheiro Cláudio Maes realmente teve que sair antes da votação, por motivos pessoais.

    Mas cabe ressaltar que ninguém é pago para ser conselheiro do FFC. Se houver, por exemplo, compromissos pessoais, viagem de férias ou viagem de trabalho, as faltas serão inevitáveis para todos os membros eleitos e natos.

    Portanto, algumas faltas em reuniões, independente da chapa eleita, serão inevitáveis para a maioria dos membros efetiva.

    Estatutariamente, todo conselheiro tem direito a 5 faltas alternadas durante um ano civil, sem punição. Confira o que diz o Estatuto:

    @@@@@@@@@@@@@@@@

    Art. 25 – A presença dos Conselheiros nas reuniões do Conselho Deliberativo é obrigatória, sendo facultativa a dos suplentes, que não terão direito nem a voz nem a voto.

    § 1º – O Conselheiro Nato ou Eleito que, no decorrer de 1 (um) ano civil, sem justificativa, faltar a 3 (três) reuniões sucessivas, ou a 5 (cinco) alternadas, perderá automaticamente a condição de Membro Efetivo do Conselho Deliberativo, passando à condição de Suplente. No final de cada legislatura, o Conselheiro Nato que estiver na condição de Suplente retornará à condição de Efetivo.

    @@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

    O Conselho Deliberativo só será representativo nestas votações de orçamento e contas do exercício se tiver ampla maioria comprometida, com o perfil
    fiscalizador e aguerrido.

    Desta forma, a presença da maioria sempre vai suplantar a ausência de um ou outro membro.

  15. Pedro Lopes

    comentou em 2/02/2010, às 12:27

    Off topic

    Pessoal,

    Num post anterior (nos comentários) escreveram sobre uma possível irregularidade do R. Angelim, pois seu nome teria aparecido no bid e no bira 1 dia depois do jogo dos orcs contra o volta redonda.
    Isto procede?
    A Flusócio já averiguou o caso?

    Caso a denúncia proceda, seria o mesmo caso do Vasco no ano passado (na mesma taça, inclusive).

  16. Eduardo Albuquerque

    comentou em 2/02/2010, às 12:31

    Eu acho sempre curioso a maneira como se dão essas reuniões. Ficam discutindo a semântica e a questão de ordem e adornando o discurso (Julio Domingues muito cobra) e no fim das contas, o que interessa (e parece que ninguem sabe) não fica resolvido.

    E o Fluminense, coitado…

    tá mais do que na hora de não só eleger o presidente certo, como eleger um conselho deliberativo jovem (não de idade, mas de vontade e foco), ativo, interessado. Uma pena que as oposições tenham tanta dificuldade e parecem até que vem rivalizando. Democratico. Prático?

  17. Juca

    comentou em 2/02/2010, às 12:36

    Quando vão fazer justiça com o FLAMENGO???

    Registro do Ronaldo Angelim no BID:
    http://www.cbf.com.br/php/registro.php?i=127486

    Matéria do Jornal dos Sports:
    http://jsports.uol.com.br/portal/processa.php?modulo=montasecao&secao=2&materia=96273

    Peço por gentileza que o Mário Bittencourt se faça presente novamente nesta matéria.

  18. Marcel Mota

    comentou em 2/02/2010, às 12:44

    Vendo os números dos endividados, embora estejamos em terceiro lugar, acredito que a pior situação é a do Fluminense, afinal nossas cotas de TV são menores, nossa marca é menos respeitada pela imprensa, nosso modelo de gestão não melhorou devidamente.
    Considero fundamental para a sobrevivência do Clube que, nas próximas décadas, tenhamos excelentes gestões.
    Nosso estatuto realmente precisa de mudanças, uma delas, como bem observado, é a proporcionalidade em sua composição, de acordo com as eleições. No modelo atual, a participação da oposição chega a ser meramente figurativa, o que diminui o controle sobre a gestão.
    Também considero dispensável a existência de conselheiros natos. Os direitos adquiridos devem ser respeitados, o que pode ser feito é uma mudança para que não haja mais novos conselheiros nessa categoria.
    ST.

  19. Francisco Carlos

    comentou em 2/02/2010, às 13:14

    Quero aqui prestar minha profunda admiração ao grupo Flusócio, maior e mais atuante grupo de oposição da atual gestão do Fluzão. Agora só gostaria de pedir que essa brilhante e briosa atuação não se limite aos textos deste blog, e também seja participativa para “aprovar ou rejeitar matéria de tal importância”. Compreendo que ninguém é pago para ser conselheiro do FFC, e nem deveria ser, assim como acredito que ninguém deva ser pago para se opor a administração daquele que é o mais tradicional clube de futebol das Américas. Compreendo, também, que cada um tenha seus compromissos pessoais, por isso é muito importante para quem pretende lutar por uma causa tão grande como a do Fluminense e sua inestimável torcida rever suas prioridades!

    Muito obrigado, e esperamos todos um FFC acima de todos!

    Com profundo respeito, Francisco Carlos!

  20. Marcelo Igreja

    comentou em 2/02/2010, às 13:18

    Mas sabe o que é mais triste… ontem, por cause da derrota contra o Flamengo, tinhamos mais ou menos 100 comentários por volta das 13:00 e tivemos um total de mais que 200 posts; a maioria, claro reclamando que está tudo errado no Flu, chamandoo time de amarelão pra baixo, etc…

    Hoje, um assunto muito, mas MUITO importante que um resultado de um jogo, apenas 14 gatos pingados… é triste e preocupante.

  21. Luciano Nóbrega

    comentou em 2/02/2010, às 13:27

    Pessoal,

    Uma das bases de nossas receitas no orçamento é em cima de possiveis vendas de jogadores (repasse de direitos federativos). É previsto um valor por nosso conselho diretor. Se este valor supera ao valor estimado no orçamento, será muito bom pois as nossas receitas crescerão. Porém, se o este valor não superar o previsto, como foi em 2009, o rombo será feito no orçamento e consecutivamente o desequilibrio financeiro será criado com um aumento de divida. E o pior que fizeram de novo estas previsões de receitas para 2010. Cabe a nós, Tricolores, rezarmos para que a previsão seja cumprida sob pena de vermos a nossa divida aumentar mais ainda.
    Na minha opinião, esse tipo de receita, não palpável, não deveria constar no orçamento.É fonte de desequilibrio financeiro!!
    S.T

  22. Leonardo Bagno

    comentou em 2/02/2010, às 13:46

    Prezado Flusócio,

    Obrigado pela resposta.

    Entendo não publicarem textos de outras correntes políticas, mesmo o blog não sendo um partido político propriamente dito.

    Compreendo perfeitamente a justificativa apresentada pelas ausências.

    Minha intenção foi apenas dar a oportunidade à Flusócio de se manifestar para, depois, tirar minhas conclusões, tendo ouvido todos os lados, o que deve sempre ser feito por todos.

    Saudações Tricolores,
    Leonardo Bagno

  23. Cid

    comentou em 2/02/2010, às 13:47

    Já que o assunto é a combalida vida financeira do FLuminense, segue notícia:

    “Luiz Alberto começa a dar um novo rumo para sua carreira e vira a página do Fluminense nesta terça-feira. O zagueiro entrará na justiça contra o ex-clube para receber os salários do contrato que iria até o próximo dia 31 de dezembro”

    Que beleza de planejamento é empurrar dívidas com a barriga.

  24. Alessandro Carvalho

    comentou em 2/02/2010, às 13:54

    Interessante notar que tudo na vida tem 3 lados:

    O lado de um…
    O lado do outro…
    E a verdade

    Este terceiro lado raramente aparece devido às distorções que as emoções provocam e à impossibilidade de haver imparcialidade por parte de qualquer ser humano.

    Que o melhor aconteça para o Fluminense neste ano de 2010, que com certeza será conturbado, e nos anos seguintes.

  25. Claudio Pires

    comentou em 2/02/2010, às 14:01

    Marcel Mota, tenho exatamente o mesmo pensamento que você.

    Aliás, em conversas virtuais com meu xará Claudio Maes, este explicou mais ou menos isso, não é só o tamanho absoluto da dívida que importa, mas sim sua significação em relação ao patrimônio do devedor.

    Por exemplo, a dívida dos EUA é maior que a do Brasil, mas quem está em melhor situação? Da mesma forma a dívida do Manchester Utde, do Real Madri, do Barcelona, todas são muito superiores às do FFC.

    Temos que estar preocupados sim, temos muito mais do que isso, temos que pensar em como participar para tentar mudar o rumo desse crescimento avassalador da dívida e reduzi-la a padrões toleráveis.

  26. Gustavo Genelhu

    comentou em 2/02/2010, às 14:23

    Concordo com o comentáriodo Marcelo Igreja 13:18. O pessoal adora reclamar, mas tomar uma atitude ou propor soluções nada.
    Apesar de morar em Vitória, sou sócio do clube desde o primeiro rebaixamento, qdo surgiu o movimento Vanguarda Tricolor, me associei para elegermos o Conselho Deliberativo e tentar mudanças, mas apesar do Conselho eleito, as coisas não andaram bem. Enfim, em novembro irei VOTAR para finalmente mudarmos para uma gestão profissional. Até lá nos resta Torcer e COBRAR!!!
    Saudações Tricolores

  27. Fábio Ribeiro

    comentou em 2/02/2010, às 14:55

    Só vencer as eleições não adianta. As coisas só vão mudar realmente quando muitos(não todos, é claro!!) desses que hoje são conselheiros e beneméritos forem COLOCADOS PARA FORA DAS LARANJEIRAS!!!!! Enquanto esses parasitas estiverem lá, vai ser muito difícil o Fluminense dar o salto de qualidade que tanto desejamos.

  28. Sergio Araujo

    comentou em 2/02/2010, às 14:58

    O Marcelo Igreja foi perfeito em seu comentário às 13h18. Já reparei isso também, quando o assunto é uma derrota ou outras mazelas do time em campo, os comentários passam fácil de 150. Entretanto num assunto como esse, os comentários são poucos. Vale lembrar que futebol também se ganha dentro de campo, mas acima de tudo com administrações competentes e comprometidas com o TODO. Precisamos refundar nosso FLUMINENSE, principalmente, tornando nossa Instituição saudável e administrável, pois caso contrário, vai ficar difícil voltamos a ter um CLUBE VENCEDOR E RESPEITADO.
    Abraços e ST!
    Sergio Araujo

  29. Milton Borges

    comentou em 2/02/2010, às 15:07

    Não Luciano, não cabe a nós tricolores rezarmos para que a previsão seja cumprida.

    Dessa vez não vai ficar barato, vamos divulgar o nome dos 77 conselheiros que aprovaram esse verdadeiro atentado contra o Fluminense, dos que se ausentaram da votação, e estou conversando com o Daniel Hora do Paço para entrarmos com questionamentos ao orçamento ao Ministério Público através da Fluturo

  30. Rômulo Gonçalves_Imperatriz_MA

    comentou em 2/02/2010, às 15:14

    Marcelo Igreja,

    estes números são relativos.

    É mais fácil dar um “pitaco” como torcedor, do que discutir a política do Fluminense. Vejo até alguns sócios mais antigos que ainda desconhecem o estatuto do Clube. É normal isto.

    Muitos, eu me incluo, apenas lêem e tentam tirar algum proveito das opiniões aqui emitidas, até para entender como funciona a política do Fluminense.

    Mudando de assunto: após 7 meses como associado, recebi um boleto da mensalidade antes do prazo de vencimento. Melhorou!!

  31. Claudio

    comentou em 2/02/2010, às 15:15

    Meu maior receio é Peter não vencer as eleições de 2010, para dar fim a essa vergonha.

    Uma possível explicação é o conselho ser formado por torcedores de outros times, que só tem interesses financeiros próprios.

    PS. tive um comentário moderado no tópico passado sem ter a mínima idéia em que desagradei.

    sds

  32. Luiz Fernando Carnot Ribeiro de Almeida

    comentou em 2/02/2010, às 16:04

    Não tive a portunidade de ver o orçamento entretanto, por tudo aquilo que li até aqui, a cena é digna dos livros de Franz Kafka.

    Poucas coisas são tão importantes para a administração de um clube/empresa/instituição como a elaboração do seu orçamento. Em tempo algum essa tarefa pode ser elaborada de forma estranha e aprovada por quem não domina a matéria.

    Não vou nem entrar na questão de respeitar o orçamento aprovado porque nossos números dizem tudo. Terceiro lugar naquela “bela” lista de clubes com “administração” duvidosa.

    Quando a FluSócio escreve “é fundamental que numa gestão séria, essa matérias sejam objeto de auditoria externa permanente, realizada por firma de reconhecida expressão no mercado e não por empresas desconhecidas” ela pede um mínimo de respeito à instituição (esse é o meu entendimento – ao menos).

    Que o clube necessita de uma metamorfose todos nós sabemos. Torço para que os descalabros correntes sirvam de norte para que a FluSócio jamais acredite em baratas que viram gente.

    Há que se ser político mas há que se retirar do Flu as políticas de seis patas (ou serão quatro? – vai saber).

    []s e ST!

  33. Carlos Eduardo Rangel de Moura

    comentou em 2/02/2010, às 16:25

    Juca,

    Só para te deixar esclarecido:

    O Boletim a ser consultado para inscrições de jogadores para a disputa do Campeonato Estadual é o BIRA da Federação do RJ. O BID é o boletim a ser consultado para as inscrições em competições organizadas pela CBF (Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro).

    De acordo com o BIRA, o Ronaldo Angelim foi inscrito dia 13.01.2010, e jogou só no dia 20.01.2010, pela segunda rodada, logo não teve irregularidade alguma. Não se guie pela imprensa, ela não entende nada de Direito Desportivo.

    STs

  34. Marcelo Igreja

    comentou em 2/02/2010, às 17:09

    Rômulo Gonçalves, meu nobre: sim, realmente é muito mais fácil dar “pitaco de torcedor.”

    Principalmente por que não exige muito daqueles que vêm aqui nesse espaço (e em outros do mesmo tipo) apenas pra reclamar das derrotas; ou dizer que etá tudo errado e que devemos aprender a cobrar; ou fazer apologia do fim do mundo tricolor; ou pior, até ameaçar os atletas e dirigentes!

    Infelizmente, o Fluminense FC como instituição não se salvará do cadafalso dessa forma… enquanto a torcida tricolor não se concientizar de que ser torcedor apenas — e agir como tal — não ajudará em nada na hérculea tarefa de trazer o FFC de volta aos tempos de glória, vamos continuar nesse rame-rame…

    Por que, veja bem, o torcedor só se preocupa com a vitória no jogo de hoje, e não com a sustentabilidade da instituição a longo prazo.

  35. Marcelo Igreja

    comentou em 2/02/2010, às 17:15

    Rômulo, e antes que eu me esqueça, é claro que o alvo do meu desabafo não é você, apesar da mensagem ter sido a tí direcionada… estava apenas te respondendo.

  36. Franklin

    comentou em 2/02/2010, às 21:08

    ESPERO QUE NAS ELEIÇÕES OS ASSOCIADOS VOTEM NO CANDIDATO CERTO EU POR EXEMPLO ME ASSOCIEI E VOU VOTAR SEM DUVIDA NO CANDIDATO QUE NÃO SEJA NA CHAPA DO HORCADES DELE SEM DUVIDA NÃO TERÁ MEU VOTO EU QUERO QUE O FLUMINENSE SEJA UM CLUBE,PROFISSIONAL BEM NA ALTURA DOS DEMAIS QUE ESTÃO SE PROFISSIONALIZANDO OU JA SE PROFISSIONALIZARAM É ISSO QUE NÓS QUEREMOS PORQUE EU QUERO VISITAR A FLUSÓCIO SÓ PRA VER NOTICIAS BOAS SOBRE O CLUBE,DIRETORIA,TIME ENTRE OUTROS SE DEUS QUISER ISSO VAI ACONTECER.

  37. Alcides

    comentou em 3/02/2010, às 2:02

    O Orçamento do Fluminense para 2010 é uma peça de ficção. Nada condiz com a realidade do clube. Receitas, despesa jogadas ao vento com o único propósito de fechar o balanço. Conselho Deliberativo de ignorantes do assunto para APROVAR um orçamento é coisa do tempo do império. Estamos no século 21 , mas para o Fluminense é como se o tempo não tivesse passado. VELHO FLUMINENSE.

  38. Luciano Nóbrega

    comentou em 3/02/2010, às 9:59

    Perfeito, Milton. O FFC não comporta mais nenhum tipo de irresponsabilidade. Ministério público neles!!!