O inacreditável caso Arouca
Publicado em 23.02.2010.
Por Flusócio

O inacreditável caso Arouca novamente mancha a imagem do Fluminense na imprensa e entre torcedores, atletas e comunidade esportiva em geral.
A cobrança judicial de mais um ex-empregado não assusta, tamanha é a lista de profissionais nesta situação. Mas a punição, inédita entre clubes brasileiros, serve para expor ainda mais a fragilidade financeira e o desleixo com que o clube trata suas contas (não é surpresa o orçamento de 2009 ainda ser comentado durante os primeiros meses de 2010!).
O clube se comprometeu a quitar a dívida de R$ 150 mil em dez parcelas de R$ 15 mil a partir de janeiro, mas nem a primeira delas foi paga. A falta de pagamento gerou multa de 70% e o total subiu para R$255 mil. É um quadro clássico de como nossa dívida trabalhista cresceu em ritmo vertiginoso nos últimos tempos.
Vale lembrar que Arouca tinha contrato até abril de 2009 e o clube poderia ter forçado sua permanência sem problemas. O São Paulo ofereceu Roger como compensação e o atacante mal completou quatro meses de casa, inclusive criticando veementemente o Fluminense durante sua passagem pelo Vitória.
Para completar, não bastassem os prejuízos técnicos pela saída do atleta antes do prazo e os danos à imagem institucional, o imbroglio ainda nos relembra que ele é mais um bom jogador criado na base que não rendeu um único centavo aos cofres do clube.
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comentou em 23/02/2010, às 15:12
Caros (repito o que acabei de enviar parara o post anterior e que é mais adequado a este),
Enquanto os dirigentes não forem responsabilizados criminalmente pelos seus atos a frente de uma instituição como o Fluminense, casos como o do Arouca, (e antes dele ) o do Branco e ( futuramente ) os do L.A. de do P.C, vão continuar acontecendo.
Era o caso até de se pensar, talvez – não sei se cabe, não sou jurista -, numa “ação popular” de torcedores contra os responsáveis. Afinal o Fluminense , como outras agremiações do genero, não é considerado de utilidade pública?
Se houver aí um jurista e puder esclarecer como enquadrar os caras…
SDs Tricolores
comentou em 23/02/2010, às 15:23
A impressão que dá é que o Horcades, naquele jeito bonachão dele, empurra com a barriga (sem analogias com a circunferencia da cintura do presidente) todos os problemas que ocorrem com o clube, até chegar a um impasse como este. Quantos impasses semelhantes nao ocorreram no clube? Aqueles dois perebas que cobraram 20 milhoes. Teve também o caso Docas, que quase obrigou o clube a estampar ESTACAO DO CORPO na camisa. É uma irresponsabilidade monstra nao abrir mão de 15 mil mensais para o pagamento de uma dívida. Do mesmo jeito que comprovou a falta de jogo de cintura do clube em negociar estes 150 mil com o Sao Paulo. Se eles quisessem tanto o Arouca, eles que assumissem esta dívida.
É mais uma situação que zomba, envergonha e entristece aquele que ama o Fluminense de verdade.
comentou em 23/02/2010, às 15:27
Sou tricolor desde os seis anos de idade e já tive muitas alegrias, como também muitas tristezas com o nosso Flusão, todavia o problema trabalhista com o Arouca beira o ridículo, para não dizer vergonhoso. Não sei se estou falando besteira, mas vamos dá uma lição nesta diretoria, fazendo uma cota e pagar logo esta dívida. O que vcs acham?
comentou em 23/02/2010, às 15:28
Na negociação da transferência do Arouca, não seria possível propor que ele abrisse mão das dívidas trabalhistas em troca do clube liberá-lo antes do término do contrato?
Como é amadora a diretoria tricolor. Parece um monte de amebas.
comentou em 23/02/2010, às 15:31
Eu acho que a Flusócio deveria colocar na matéria deste post os nomes dos (ir)responsáveis dirigentes e advogados do FLU que “comeram mosca” por ocasião da saída do Arouca e não condicionaram a sua liberação antecipada à quitação dos seus créditos.
-Quem foi o dirigente do FLU que autorizou, nestes termos daninhos ao Clube, a saída do Arouca antes do final do contrato?
-Quem foi o advogado do FLU que analisou os termos do distrato e não alertou os dirigentes para as suas falhas?
-E por que o FLU, depois de fazer mais uma burrada rotineira, não pagou a sua dívida em prestações como tinha se proposto (de quatro pés como sempre) a pagar?
Eu já disse e vou dizer aqui pela enésima vez para desespero dos corneteiros histéricos, irresponsáveis e imediatistas:
-Eu trocaria de bom grado mais uns três, quatro e até cinco anos sem nenhum título pelo pagamento das nossas dívidas, pelo resgate de Xerém das garras dos abutres empresários e pela consequente volta do FLU ao primeiro lugar do pódio dos Clubes confiáveis, responsáveis e bons pagadores, como o foi durante a maior parte da sua existência.
E se neste período fizessem um Centro de Treinamento (CT) para os profissionais também, seria o ideal.
Fora adidas.
Xerém para o Fluminense.
Fora empresários sanguessugas!
comentou em 23/02/2010, às 15:37
R$15.000,00 e não pagam?E tem gente que quer que a unimed saia do clube.A unimed saindo vamos parar na quarta divisão…
comentou em 23/02/2010, às 15:38
Uma das maiores revelações do Fluminense nos últimos tempos. Exemplo de raça e dedicação no campo de jogo. Fazia excelentes desarmes, saía para o jogo e ainda por cima corria o campo todo. Até hoje não entendo o porquê do Fluminense ter permitido a sua saída. Lamentável mesmo!!!
Desde a sua saída ainda não tivemos um volante a sua altura, nem comparo-o ao péssimo Diguinho Baronnetti.
ST.
comentou em 23/02/2010, às 15:42
Se o atleta recebeu uma proposta e foi para outro clube, por que o Fluminense ainda teve que pagar algo?
Entende-se o pagamento quando o clube houver rescindido o contrato; mas, pelo que me lembro, o atleta quis ir para outro clube.
Inauguraremos uma frase no Flu, que há pouco tempo dizíamos para um outro clube aqui do Rio de Janeiro: “coisas que só acontecem ao Fluminense…”.
Inacreditável!
Sds.,
JJ Queiroz.
comentou em 23/02/2010, às 15:49
É totalmente estarrecedor. Acho que só tem uma saida. Seria preciso que os responsaveis, fossem identificados e responsabilizados financeiramente. Só assim.
Sds T
comentou em 23/02/2010, às 16:09
José Sulio Queiroz,
O que mais me impressiona neste caso é o seguinte: como se não bastasse a vergonha de perder um jogador deste nível sem levar um centavo, os incompetentes que conduziram a negociação com o SPFC foram incapazes de negociar o débito corrente de salários do atleta em troca da liberação antecipada.
O não-cumprimento de acordos trabalhistas infelizmente é praxe na gestão Horcades. O acordo é feito apenas para empurrar a despesa de rescisão com a barriga.
Os incapazes que brincam de fazer orçamento a cada ano e não possuem nenhum compromisso com o futuro da instituição, certamente não se importam em não pagar o combinado, afinal, a tendência é que a dívida dobre através de multas judiciais, mas isso ficará como problema para as futuras gestões. Não adianta o Jurídico se empenhar nos acordos e nem a boa vontade do credor: falta seriedade administrativa ao gestor.
Inacreditável Horcades ter comandado a minha paixão por 6 anos. Nenhum clube poderia sair disso impune.
comentou em 23/02/2010, às 16:12
Pessoas,
Posso até estar falando besteira… Mas acho que o FLU só vai pra frente quando se tornar empresa. O clube se tornando pessoa jurídica, estaria ligada diretamente à um grupo de pessoas, que seriam responsáveis por toda a dívida, e se o clube estivesse bem gerido, receberia parte dos lucros.
Duvido que um gestor permita que seu patrimônio seja diluido por conta de má gestão, duvido que haja tanta desorganização e falta de planejamento, não acredito que o clube contrataria sem critério algum, demitiria ainda sem critério e responsabilidade, só aumentando nossa dívida.
Não pagar uma dívida de 15.000 mensais, é ridículo. Não deveria fazer cócegas nas finanças do clube isto.
Tomara que um dia tenhamos um gestor honesto e competente a frente do clube.
Diogo Trindade
comentou em 23/02/2010, às 16:16
Um mes de salario do Leandro Amaral que nao joga e recebe em dia! pagava essa divida e ainda tinha troco!!! R? O que e R$ 15,000,00 no mundo de futebol ? Nada esmola e os cara nao pagram parcelas nesse valor ? só podem estar de sacanagem !!!!!!!!!! Eu so queria ver se fosse outro clube se a justiça ia dar esse veredicto de bloquear qualquer negociação seja de venda ou emprestimo de jogadores!
comentou em 23/02/2010, às 16:20
Muito boa a ideia de Carlos rodrigues sobre mover uma ação popular contra os responsáveis por mais esse descalabro. Tem alguém que frequenta o blog e com experiência na área jurídica que possa dar uma orientação???
comentou em 23/02/2010, às 16:25
O Fluminense criou uma situação inédita.
Acho que os outros clubes deveriam botar as barbas de molho, pois abriu-se uma jurisprudência.
Se a moda pega…
comentou em 23/02/2010, às 16:29
O problema que gerou o processo trabalhista deve ter sido atraso de salários, pois o contrato estava no fim e inegavelmente foi o jogador quem não quis sua renovação.
A proibição de inscrição de novos jogadores parece medida bastante radical, pois a atividade fim do empreendimento é a participação em torneios esportivos, que gerarão receitas, inclusive para o pagamento da folha e deste débito.
O problema é que o Clube deve estar com o prestígio lá embaixo perante a Justiça do Trabalho, pois é o fim fazer acordo e não cumpri-lo (parece que este não foi o primeiro).
Só para finalizar, o advogado não possui nenhuma responsabilidade sobre o adimplimento dos acordos (quem faz a previsão orçamentária e a contenção dos recursos é o financeiro), nós apenas negociamos dentro do que nos foi passado.
No caso, que desconheço profissionalmente, a atuação do advogado me pareceu mais do que correta, conseguiu um parcelamento em dez prestações, problema é a zorra do caixa do Clube, será que não havia 15.000 para pagar, como pagaram aos jogadores então?
Ah Fluminense, quando terás uma gestão com um mínimo de seriedade?
comentou em 23/02/2010, às 16:36
Desculpe o retorno, mas como há diversos questionamentos sobre o assunto vou responder com o pouco que sei.
Os clubes de futebol, de uma forma geral, são pessoas jurídicas sem fins lucrativos, dirigidos por sócios eleitos para tal fim, de modo que a responsabilidade dos diretores é restrita, sequer caberia a despersonalização da pessoa jurídica, muito usada em se tratando de empresas.
Assim, para que os dirigentes sejam responsabilizados com seu patrimônio pessoal, haveria de ser provada a fraude na gestão, ou que houvesse alguma exarcebação de poderes, o que não parece ser o caso (na minha opinião, pois considero apenas que houve incompetência administrativa, não uma fraude ou coisa mais grave.
comentou em 23/02/2010, às 16:42
Cade o advogado que e o cara bom do FLU?
que a FLUSOCIO tanto elogia ele?
comentou em 23/02/2010, às 16:46
O Horcades deveria pagar isso do seu próprio bolso.
comentou em 23/02/2010, às 16:47
O post resume tudo: INACREDITÁVEL!
Mais um mico que o Fluminense paga! E depois ainda queremos que a imprensa nos respeite. Como??!! Se nem os próprios dirigentes respeitam o Clube, quanto mais a imprensa flamenga…
Depois dessa só me resta esperar por novembro e torcer para que não ocorra uma tragédia nas urnas.
comentou em 23/02/2010, às 16:50
a ideia da torcida fazer vaquinha para pagar a dívida e interessante para mostrar a incompetência dessa administração.
MAS fazer vaquinha para pagar a divida e inscrever ANDRE LIMA e dose para elefante.
comentou em 23/02/2010, às 16:55
NOOOMEEES! QUEREMOS NOMES!
Além do Horcades, quem foram os outros dirigentes, advogados, empresários e amarra-cachorros envolvidos na operação Arouca?
Sem nomes para responsabilizar, fica difícil acertar as coisas para o futuro.
Sem querer defender esta peça, será só o Horcades o único culpado das coisas absurdas que acontecem no FLU rotineiramente?
(PS: E como está o caso Leandro Amaral, o chinelinho de ouro?)
Fora adidas!
Xerém para o Fluminense.
Fora empresários sanguessugas!
ST
comentou em 23/02/2010, às 17:17
Caro Claudio Pires,
Obrigado pelos seus esclarecimentos. Pelo jeito não há mesmo como mover uma ação contra os dirigentes mas só contra a instituição, o que acredito ninguém quer mesmo fazer.
Portanto, acho que a saída é aquela mesma que alguém lembrou aí em cima, e que usam há tempos na Europa: criar a “Fluminense Futebol S.A.”. Empresa com capital aberto, mas a maioria da ações pertencendo ao Clube, já que creio que ninguém aqui quer um “Berlusconi” ou um Célio Barros como único proprietário do futebol do Flu (muito embora aí, sendo sócio, duvido que ele colocasse o Romário para gerir o que quer que fosse).
SDs Tricolores
comentou em 23/02/2010, às 17:18
O GESTOR FINANCEIRO DO FLUMINENSE CHAMA-SE HUMBERTO PALMA
É ele quem decide se pode ou não ter desconto nos ingressos, quem vai receber e quem vai ficar na fila.
comentou em 23/02/2010, às 17:21
Essa história do Arouca é simplesmente inacreditável. Como disseram ai em cima, um mês de salário do Leandro Amaral pagava a dívida com o Arouca. Mais incrível ainda é um jogador como o Arouca, criado em Xerém, ter saído do clube sem render um centavo sequer para o tricolor. Não é possível essa situação se perpetuar.
E me desculpem os colegas, mas já tava na hora da Justiça dar o troco no clube, tamamnho é o desdém de se fazer acordos junto a Justiça e não se honrar nada!
Infelizmente, o Flu não vai sair impune diante dessas barbaridades cometidas por esta administração.
comentou em 23/02/2010, às 17:29
Impressionante!
Mais uma vez estarrecido com a administração do nosso tricolor!
Mudança já!
ST.
comentou em 23/02/2010, às 17:30
Caro Antonio Carlos,
Até onde li, o Leandro Amaral está encostado no INSS, recebendo provavelmente uma merreca (para um jogador de futebol) de algo próximo a R$ 3.000 (teto do INSS). Agora, não sei se isto procede, mas foi o que encontrei no Lance!
(http://lancenet.com.br/fluminense/noticias/10-02-18/703306.stm?futebol-leandro-amaral-ira-receber-seu-salario-pelo-inss)
E me desculpem, mas não participo de vaquinha pra pagar pela falta de responsabilidade de incompetente. Já pago ingresso, que não é barato (fora o ingresso, tenho que pagar o transporte de Curitiba/PR até a casa dos meus pais no Rio, para ver os jogos).
Acredito que esta dívida só não seja paga por falta de vontade. 15.000 eu tenho certeza absoluta que tem neste clube.
comentou em 23/02/2010, às 17:35
ERRATA: desculpe “Célio Barros” mas é Celso.
comentou em 23/02/2010, às 17:37
QUEM ESTAVA A FRENTE DO FUTEBOL TRICOLOR NA ÉPOCA DA SAÍDA DO AROUCA?
Tote Menezes
comentou em 23/02/2010, às 17:45
o pior é q na época o Alexandre Farias dizia q tinha sido um baita negocio pro Flu.
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sem puxar mto pela memória fiz um pequeno time de crias de Xerem .
sairam a custo ZERO
Radames, Ant.Carlos, Zé CArlos,J.Cesar,
Arouca, Romeu, Marinho,tORÓ
Tiui e Alex Terra
SUMIRAM :
Juliano(era da turma do Toro e Arouca),
Renan(um baixinho q era LD e virou 10 nos juniores), Alexandre Acerola ( surgiu em 2005 e depois evaporou)
fora os jovens FAbio, Rafael, Mauricio Alves, W.Silva
que sairam sem nem sequer jogarem pelos profisionais
ou entao os maus vendidos como Rodolfo, C.Alberto, Lenny, D.Souza
22 jogadores.
Qto geraram aos cofres do clube ?
qto estamos devendo para alguns deles ?
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quem vencer tem q fazer uma limpa no futebol do clube. Por mais q tenhamos dividas, claramente
comentou em 23/02/2010, às 17:49
complementando o raciocinio …
esses jogadores foram mal negociados na Gestao Horcades ( 20 jogadores) e Fischel ( C.A e Rodolfo )
por mais q tenhamos dividas, não podemos liberar jogador por qq preço ou de graça.
limpa geral no futebol do clube. Não adianta manter A,B ou C pq ele é amigo de fulano ou de siclano.
Como cantava a galera no maraca … PASSA O RODO, FORA O TIME ( cupula do Futebol ) TODO !!!
comentou em 23/02/2010, às 17:50
INACREDITÁVEL!!!!!
mais um GRAVISSIMO caso de total inconpetencia administrativa!
Podiam ter vendido o atleta e ganho dinheiro, poderiamos ter trazido um jogador melhor que o bosta do roger na trouca pelo arouca, poderiamos ter negociado essa divida para liberar o jogador, mas ganhamos uma divida de 255mil reais
comentou em 23/02/2010, às 17:50
Quem ainda se lembra de outra grandiosa figura histórica do FLU, o nosso notável advogado José Carlos Vilela, considerado pelos adversários e invejosos de plantão como o “Rei do Tapetão”?
Na verdade o Vilela não apelava para o tapetão coisíssima nenhuma, ele apenas se valia do seu grande saber jurídico para bater de palmadas nos analfabetos funcionais dos outros clubecos (urubu e bosta que o digam) que tentavam, eles sim, apelar para o tapetão contra o FLU.
O Vilela, quando dava umas porradas nos demais, estava apenas se valendo do recurso inalienável de defender-se de uma agressão dos outros clubecos.
Mas o Vilela, poucos sabem disso, é responsável por uma medida da Justiça do Trabalho que refletiu-se e virou jurisprudência no ãmbito desportivo profissional.
Não vou contar a história em detalhes para não me alongar, mas a sua tese daquela ocasião caberia como uma luva no caso atual do Arouca, embora eu ache que desta vez o FLU está errado por não pagar o que era devido (em termos, só em termos) ao Arouca.
Vou explicar melhor este “em termos”. Creio que o FLU deu bobeira ao deixar o Arouca ir embora antes do final do seu contrato sem impor em troca a quitação dos seus salários atrasados. Quer dizer: o Clube ficou com todos os ônus e o jogador com os todos os bônus.
Mas já que marcou bobeira, tinha então que pagar ao jogador, por isso fico até constrangido em dar esta indicação da tese do José Carlos Vilela de anos atrás, que poderia ser aplicada ao caso atual do Arouca.
Numa interpretação livre, a tese do Vilela junto à Justiça do Trabalho rezava que “nenhum atleta profissional INOCENTE poderia ser impedido de ganhar o seu sustento no exercício de sua profissão”.
Na época foi um caso maravilhoso que encheu de satisfação e orgulho (e um título) aos tricolores.
E adaptando-se esta tese à situação atual, os advogados do FLU poderiam invocar perante a Justiça do Trabalho a sua própria jurisprudência, mostrando o absurdo desta medida que está impedindo o jogador André Lima (e outros a serem contratados) de exercer a profissão da qual tiram o seu ganha-pão.
Afinal o André Lima é inocente e não tem nada a ver com a dívida do FLU, mas o principal penalizado está sendo ele.
Simples assim. É ou não é?
Fora adidas.
Xerém para o Fluminense.
Fora empresários sanguessugas!
comentou em 23/02/2010, às 17:50
Off topic:
Será que o jogo do Flusão de amanhã não será televisionado. Vi a programação do spotv/sportv2/ppv da sky e nada. Alguém sabe alguma coisa à respeito?
comentou em 23/02/2010, às 17:58
E O ANDRE LIMA JÁ ESTA RECEBENDO PELO CLUBE JÁ QUE O SEU CONTRATO NADA TEM A VER COM ISSO (SE VAI JOGAR OU NÃO)
comentou em 23/02/2010, às 18:00
Pq o André Lima não entra com uma ação judicil para poder exercer sua função?
comentou em 23/02/2010, às 18:02
O advogado do Flu sempre foi o MB. E ele tem a sua responsabilidade neste caso, por favor…
Se o Flu não pagou nada a culpa é do Tote que saiu faz sei lá quantos mesmes??? Por favor…
ST
comentou em 23/02/2010, às 18:03
Errata: …saiu sei lá quantos meses??? Por favor…
comentou em 23/02/2010, às 18:04
Qual seria culpa do advogado, qualquer que seja ele, no caso?
Se a intenção é que o nome do Mário Bittencourt, ligado à Flusócio, seja citado, acho que não pode ser feita esta ilação.
A mim parece que a culpa é do Gestor Financeiro do Clube (se é que temos algum).
Em resumo: estamos sem comando.
comentou em 23/02/2010, às 18:04
Um aviso para os candidatos a presidente do Fluminense: cuidado com a herança que o Horcades vai deixar.
Se ela já é péssima, ele pode deixar ainda mais assustadora, de propósito.
Sabemos que é praxe no Brasil o antecessor deixar a casa a mais destruída possível para ferrar com o sucessor da oposição.
comentou em 23/02/2010, às 18:06
O mais engraçado (ou triste) é ver o Horcades (e o Fischel antes dele) atribuindo a dívida a “gestões passadas”, quando se vê claramente que ele é direto responsável pela criação de novas dívidas, e o aumento escandaloso de dívidas consolidadas.
Saudações Tricolores,
Daniel HP
comentou em 23/02/2010, às 18:06
Caro Antônio,
Comentário perfeito. Vou mais além, ficaria 10 anos sem títulos por um estádio, como fez o São Paulo…
ST.
comentou em 23/02/2010, às 18:13
Caro Romulo,
Creio que a resposta ao seu questionamento esteja no post do Antônio Carlos das 15:31.
O meu MB é de Mário Bittencourt sim.
Caro Tomaz,
Vale conferir se a ESPN vai passar o jogo do Flu…
ST.
comentou em 23/02/2010, às 18:16
Vamos ver se eu entendi. O Fluminense não teve míseros R$ 15 mil para pagar as parcelas do Arouca????
Convenhamos que o valor é mísero em relação a um clube de futebol profissional…
Imaginem se a Unimed meter o pé do clube? Será mesmo que o Flu vive sem a mesada do Celsão??? Onde vamos parar sem um decente plano B ou C de patrocínio????
ST!
Humilhante a situação! Ridículo!
comentou em 23/02/2010, às 18:22
Grande Claudio Rodrigues, eu só estava respondendo as perguntas do Antonio Carlos.
Em todo caso, vamos em frente: O advogado fechou o acordo autorizado pelos dirigentes do clube, ou voce acha que R$ 15.000,00 é algo dificílimo de pagar?
Quem não pagou foi o Sr. Humberto Palma, ou por não ter $$$ em caixa , ou …
Com isso o Fluminense ficou R$ 100.000,00 mais endividado e o Arouca, seu advogado e seu empresário e “seus parceiros de negócios”, R$ 100.000,00 mais ricos…por enquanto…
Vamos ver a quantos milhões essa diretria deixará chegar esta dívida…
comentou em 23/02/2010, às 18:38
Antonio Carlos, peço a sua licença para transcrever parte do seu comentário.
“Eu trocaria de bom grado mais uns três, quatro e até cinco anos sem nenhum título pelo pagamento das nossas dívidas, pelo resgate de Xerém das garras dos abutres empresários e pela consequente volta do FLU ao primeiro lugar do pódio dos Clubes confiáveis, responsáveis e bons pagadores, como o foi durante a maior parte da sua existência.”
O seu raciocínio é perfeito.
O Fluminense precisa se reorganizar e, provavelmente, esse processo terá um custo elevado no curto prazo. Os benefícios, entretanto, são imensos e podem catapultar o Fluminense para o topo do futebol nacional.
Entre os ítens que eu considero prioridade estão:
1. Xerém – Uma fonte inestimável de recursos (humanos e financeiros) para o Fluminense que não dá o retorno que deveria para o clube.
1.1 Perdemos precocemente garotos com imenso potencial por incompetência comercial e/ou por incapacidade (?) de investir em contratos.
1.2 Não sabemos vender os jogadores não aproveitados no grupo principal.
1.3 Não adotamos uma política clara de valorização (e ganho de experiência – empréstimos) dos jogadores não incorporados ao elenco.
1.4 Não preservamos os talentos dos olhares de fora.
1.5 Estabelecemos parcerias boas para os parceiros e não para o Fluminense.
2. Patrocínio – Quem coloca todos os ovos na mesma cesta está assumindo um risco imenso.
2.1 Ausência de plano B – Não é razoável o Fluminense não ter um plano B em relação à Unimed. Nada contra a empresa mas é inaceitável o clube (e aí – até onde sei – o raciocínio vale para o Peter também) não procurar ter uma carta na manga na hora de negociar os valores e os termos do patrocínio.
2.2 Diversidade – Sejam as mangas da camisa, seja a publicidade do nosso futuro (Deus queira) CT, sejam todas as demais alternativas, é necessário que o futebol do Fluminense possua mais de um patrocinador forte. O Fluminense não deve estar “na mão” de um patrocinador só.
3. Administração
3.1 O Fluminense precisa de comando e de comandantes que chamem a responsabilidade para si. Nenhum jogador, nenhum funcionário, nenhum patrocinador nem ninguém é maior que o Fluminense. Não tem que dar pitaco quem não é competente para fazê-lo.
3.2 Oba-Oba nas Laranjeiras não. Desrespeitou a instituição e/ou a estrutura administrativa do Fluminense Football Club, não tem lugar no clube (seja quem for).
3.3 Orçamento é coisa séria e deve ser tratado como tal.
3.4 Auditoria nos contratos e nas contas do clube.
3.5 Transparência
3.6 Pagamento dos funcionários em dia. Os funcionários são aqueles que estão em contato com os sócios, jogadores, colaboradores, atletas amadores e etc. Eles necessitam ser orientados a prestar um serviço de qualidade e para tal necessitam ser tratados com respeito.
3.7 Credibilidade – A Administração do Fluminense tem que honrar a palavra e a letra escrita. Mesmo com uma dívida imensa a instituição que tem credibilidade tem acesso a recursos financeiros, às possibilidades de renegociação e aos parceiros.
4. Dívida
4.1 Trezentos milhões é dinheiro que não acaba mais mas não é o fim do mundo. Se reconquistar a credibilidade e agir de forma responsável é possível renegociar as formas de pagamento dessa dívida, conquistar alguns abatimentos e encontrar meios de amortiza-la aos poucos.
4.2 Responsabilização (com efeito pecuniário) da administração pela divida contraida em sua gestão devido à aceitação de termos contratuais lesivos ao clube ou ao descumprimento irresponsável de acordos/contratos.
Essas são apenas algumas das críticas/prioridades que vejo no Fluminense. Há muito mais por dizer mas essa amostra já dá uma dimensão da coisa. Também não é a minha intenção aqui descrever tudo aquilo que entendo ser essencial para o Fluminense nesse momento.
As mudanças que o Fluminense necessita realizar levam tempo mas são fundamentais se queremos um Fluminense temido e respeitado por todos.
Creio que os 5 anos citados pelo Antonio Carlos não serão suficientes para resolver tudo mas é possível dar uma imensa guinada para o futuro nesse período.
Boa sorte a todos nós. []s e ST!
comentou em 23/02/2010, às 18:40
Caros Diogo e Sérgio Mota
Obrigado pela atenção e pelas respostas.
Caro Rômulo Gonçalves
Em certos caso creio que o advogado (seja lá quem for e a que facção política pertencer) tem sua parcela de culpa sim.
Afinal para que serve um advogado e o departamento jurídico de uma instituição?
Todos os contratos e documentos não têm que passar obrigatoriamente pelas suas mãos antes de serem sacramentados?
Será que o advogado que trabalha no futebol é tão desconhecedor dos meandros do seu meio que, analisando um contrato ou um distrato, não consiga notar as falhas, as imperfeições, as armadilhas e as condições desvantajosas para a intituição para a qual presta serviços?
Se viu as falhas e alertou o dirigente, aí já é outra história, mas não sei se foi assim que a coisa se passou. pois ninguém nunca esclareceu isto.
E, de mais a mais, perguntar não ofende.
Fora adidas.
Xerém para o Fluminense.
Fora empresários sanguessugas!
comentou em 23/02/2010, às 18:43
Alexandre Farias 9quem inventou este traste?)
Tote
Palma
Bittencourt
esses eram os gestores do futebol, financeiro e o advogado.
comentou em 23/02/2010, às 18:46
NINGUEM RESPONDEU A PERGUNTA FEITA LÁ EM CIMA SOBRE ONDE ESTÁ O GÊNIO DO DIREITO DO FFC?
comentou em 23/02/2010, às 18:49
Valeu Sérgio,
Por este lado você está correto. Só acho que o MB é atualmente o responsável pelo escritório que irá defender o Flu em futuras causas trabalhistas.
Quanto maior os milhões, maior o percentual… Mas, em todo caso, se o clube não paga a culpa não é do MB… Mas que é bom ser bom ser advogado do Flu isso é.
ST.
comentou em 23/02/2010, às 18:57
É o fim da picada esse argumento “imaginem se a Unimed sair do clube”…
Se ela não pode ajudar o clube a pagar 15 mil de parcela, ela serve pra quê?
Por que esses defensores da Unimed-dependência não raciocinam ao contrário e perguntam: “e se tivéssemos um patrocinador melhor que a Unimed para arcar com esses custos?”
Esse raciocíonio de que a Unimed é a única empresa no Brasil interessada em patrocinar o Fluminense já está pra lá de gasto.
Nenhuma empresa privada patrocina um clube por 11 anos se isso não for rentável pra ela.
Basta fazer um comparativo sobre a posição da Unimed no mercado antes de patrocinar o Flu e sua posição atual, que é de liderança do mercado. Ou então fazer um estudo mostrando o crescimento do faturamento.
É isso que interessa a uma empresa privada. Se foi bom para a Unimed, será para outras. O resto é papo de medroso ou preguiçoso que não quer correr atrás.
comentou em 23/02/2010, às 18:59
Em um clube, onde o vp de futebol tem um processo de mais de 800 mil reais contra o próprio clube, nada me surpreende.
Veja bem, nada contra o fato da pessoa ter o processo, se o clube deve à ela, é lógico que é seu dever correr atrás disso.
Agora é inadmissível, o clube aceitar em seus quadros diretivos, seja remunerado ou não, pessoas que estão com pendências jurídicas e financeiras contra o mesmo.
Isso só demonstra o caos em que estamos mergulhados.
A ética foi para o espaço há muito tempo.
O Fluminense precisa ser refundado.
Isso é fato.
Saudações Tricolores,
Pedro Carneiro.
comentou em 23/02/2010, às 19:06
A quem interessar possa:
O jogo do Fluminense está programado na ESPN a partir das 21:50 hs. Ver http://espnbrasil.terra.com.br/programacao.
ST,
Luciano
comentou em 23/02/2010, às 19:08
São tantos casos, que só aumentam a dívida trabalhista do Fluminense.
Empurraram o Arouca com a barriga e deu nisso.
Recentemente tivemos mais alguns casos como o do Fabio Santos e Luiz Alberto. Isso no futuro certamente irá também nos atrapalhar.
Saudações Tricolores
comentou em 23/02/2010, às 19:33
Eu continuo sem perceber a falha do advogado (quem quer que tenha sido).
A não ser que o advogado (qualquer um que tenha sido) tenha a chave de cofre, o que não é o caso.
Ademais, Antônio Carlos, não é o primeiro caso em que o Fluminense não cumpre o acordado na justiça. Virou safadeza. Estratégia de gestão escusa.
Muito fácil: não se paga agora, a dívida é empurrada para frente, e vai se multiplicando e afundando o Clube cada vez mais.
Vejam o caso do Fábio Santos: trocaram uma dívida da Unimed (salários) por uma para o Clube.
comentou em 23/02/2010, às 19:39
Caro colega tricolor Cláudio Rodrigues
Mais do que um Estádio próprio, eu preferiria que o FLU contruísse um Centro de Treinamento (CT) para os profissionais, e vou explicar porquê:
1 – Em primeiro lugar porque a construção de um CT, centro de treinamento, seria muito mais barato e viável do que a construção de um estádio.
2 – E em segundo lugar pelo motivo importantíssimo que, no caso da suposta construção deste estádio pelo FLU, o urubu e o bosta iriam ficar com os dois estádios públicos cariocas somente para eles, sem gastar um tostão.
Para dois clubecos que sempre viveram às custas dos poderes públicos, isso iria cair como sopa no mel.
Fora adidas.
Xerém para o Fluminense.
Fora empresários sanguessugas!
ST
comentou em 23/02/2010, às 20:13
Não tenho nem o que comentar depois do texto.
Inacreditável.
STs
comentou em 23/02/2010, às 20:26
O Juliano morava no meu bairro (Freguesia – Jacarepaguá). Na última vez que vi, ele estava jogando no meu time nas peladas de terça-feira. HAHAHAHAHA
Juliano foi pra Portugal.
comentou em 23/02/2010, às 20:28
Caro Luiz Fernando Carnot R. de Almeida (18:38)
Senti-me honrado com a sua transcrição de parte do meu comentário.
Mas perfeito mesmo foi a íntegra do seu comentário.
************
PS: Deixando de lado as filigranas que envolveram o acordo com o Arouca, será que este Sr. Humberto Palma (um ilustre desconhecido para mim) não deveria explicações pelo fato de não ter pagado a dívida mensal que foi acertada?
Fora adidas.
Xerém para o Fluminense.
Fora empresários sanguessugas!
ST
comentou em 23/02/2010, às 20:41
O jogo também transmitido pela Bandeirantes.
comentou em 23/02/2010, às 21:38
O pior é que o Arouca não é o último. Muitas outras dívidas virão. E principalmente agora no fim da gestão. Aí que o bicho vai pegar mesmo.
E essa gestão é especializada nisso. É só lembrar o acordo com a Justiça do Trabalho. Como havia um acordo com a Justiça pra que parte das receitas fosse retido pra pagar as dívidas trabalhistas, a diretoria então aproveitou e não pagava mais direitos de ninguém, e mandava procurar a Justiça. O acordo que foi feito pra diminuir a dívida e evitar as penhoras acabou fazendo com que a dívida aumentasse. A Justiça percebendo a armação cancelou o acordo e as penhoras voltaram.
comentou em 23/02/2010, às 21:55
Mais inacreditável neste caso Arouca é o fato de que não aparece ninguém, NINGUÉM, do clube para dar uma explicação para a torcida ou para os sócios ou para a imprensa sobre o MOTIVO do não pagamento.
E ficamos nós aqui especulando sobre fulano ou sicrano e o porque da inadimplência. E viramos chacota, o clube leva esporros públicos de juízes enquanto a Diretoria faz cara de paisagem.
comentou em 23/02/2010, às 22:26
POr ter tanta gente competente que se explica 18 anos sem uma taça guanabara,o título mais “fácil” que nós disputamos.
E depois ainda querem dividir a culpa com a torcida…
comentou em 23/02/2010, às 22:52
Caros,
A ídéia de trocar anos sem títulos por uma reestruturação só é atraente no papel. O jejum de Campeonatos Cariocas agora em 2010 já é de cinco anos sem grito de campeão, de Brasileiro, pasmem: 26 anos! Precisamos de títulos desesperadamente! Só assim se ganha espaço na mídia, se atraem investidores e realimentamos a paixão que levou duzentas (? , Sempre desconfio do cálculo – pra menos – destes números quando se trata de notícia sobre torcedores do Flu ) almas de tricolores de coração de Sergipe ao aeoroporto à uma hora da madrugada de ontem.
O São Paulo fez um estádio na época que o Santos tinha Pelé e não adiantava nem tentar disputar nada, aí, inteligentemente é verdade, a grana foi transformada em patrimônio. Sem dizer que na cidade de São Paulo não em praia e a vida social dos clubes é, por isso mesmo, mais intensa e sua arrecadação maior.
SDs Tricolores
comentou em 23/02/2010, às 22:54
ERRATA: …São Paulo não Tem praia…
comentou em 23/02/2010, às 23:30
E ainda teremos os casos do LA e do Fábios Santos… =///
comentou em 23/02/2010, às 23:39
Não sei não Carlos Rodrigues,
Acho que o SP era dono do Canindé na época do Santos… Depois vendeu pra Portuguesa e construiu o Morumbi. Hoje o Morumbi tem mega-loja, shopping e não sei mais o que (nunca pisei lá). O São Paulo atualmente é dono de dois CT’s, deve ter uma sede social atraente também.
Em 70 o Flu era exemplo pro SP em 2000 é o oposto. É a vida…
O Cruzeiro tem dois CT’s, teoricamente não precisa de estádio pois o Mineirão só é dividido por dois (daqui a alguns anos poderia ser por um, mas parece que o Atlético se estruturou bem, embora para mim seja um clube menor…
No Rio Grande do Sul temos, por outro lado, dois clubes com dois estádios particulares (isso se o Grêmio não construir um novo e fazer não sei o que com o Olímpico… Ah! Esqueci que o Inter tem 100 mil sócios e que lota estádio fácil por lá, com o seu programa de venda antecipada, puxa vida…
Meus caros, falei de quatro dos cinco clubes mais estruturados do Brasil (São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Grêmio, só esqueci do Palmeiras).
Pra mim estrutura vem destes exemplos.
Voltando ao Rio, o Botafogo paga 26 mil de aluguel pelo engenhão, que muitos tricolores nem queriam, e o Flu não consegue dar 15 pro Arouca… Quanto ao Maraca ser do Fla, isso pode acabar realmente acontecendo, se a administração do FLu permitir. Em São Paulo querem dar um jeito até hoje de ceder o Pacaembú pro Corinthians…
Aliás, um amigo São Paulino contou que certa vez em um jogo do Corinthians apareceu uma mensagem no placar eletrônico do Morumbi agradecendo a torcida corinthiana pelo novo placar do estádio.
Li também não sei onde que o lucro do Morumbi era de 4 milhões por ano.
Embora possam me criticar vou repetir que o Vasco é o único clube do Rio de Janeiro atualmente com uma estrutura razoável, e com direito a estádio próprio.
É verdade que a cidade de São Paulo não tem praia. Mas no Rio o melhor clube social é (ou era) o Tijuca Tênis Clube, com seus 48 mil sócios, nos áureos tempos do bairro. Número estratosférico se comprado com os do Fluminense Social Club que temos em Laranjeiras. Isso em uma cidade com praia etc.
Sem bairrismos São Paulo não deve nada ao Rio e vice-versa. Cada uma tem suas virtudes e mazelas… Em termos de futebol hoje eles são exemplo.
ST.
comentou em 24/02/2010, às 0:00
Olá, colegas, estava com saudades desses debates que envolvem a paixão de todos nós. Há dois meses não dava as caras por aqui, por um bom motivo: finalmente saiu minha transferência de Araxá para o Rio (estou morando em Petrópolis) e este foi o tempo envolvido com tudo o que uma mudança significa. Tentarei inclusive estar presente no próximo churrasco da Flusócio.
Sobre a questão proposta eu me lembrei de uma entrevista do Jô com o Delfim Neto a uns 20 anos atrás em que o Jô perguntou como o Delfim se sentia por ser o responsável por uma dívida externa, na época, apavorante. E o Delfim, hoje (ao que dizem) eminência parda de Lula/Dilma/PT, com a maior cara-de-pau e a convicção de que pensava SINCERAMENTE dessa forma, respondeu de bate-pronto: “Mas Jô, essa dívida é pra não ser paga NUNCA!” Horcades deve ter visto esta entrevista e tomou-a como lição…
Não tenho dúvida que essa parcela com o Arouca não foi paga não porque não havia dinheiro em caixa, mas porque estava fadada desde seu nascimento a cair naquela massa de dívidas que os atuais gestores entendem que não deve ser paga nunca. A inominável burrice está em não ter feito essa conta passar pros bambis. Foi uma dívida a mais, um vexame a mais, um constrangimento a mais, uma página negra a mais, sem a menor necessidade. É a impressão que eu tenho. Saudações tricolores.
comentou em 24/02/2010, às 0:14
Esse caso do Arouca é emblemático da incompetência da gestão de futebol no Fluminense.
Um jogador que poderia ter dado receita se transformou em dívida trabalhista.
Isso é ridículo, uma vergonha total.
ST.
comentou em 24/02/2010, às 0:28
Mais um exemplo da PÉSSIMA administração Roberto Horcades!
Até quando?
comentou em 24/02/2010, às 10:07
O comentário do Bruno Leonardo Pires de Souza, em 23/02 às 18:57, foi perfeito. Já passou da hora de pararmos de endeusar esse “patrocinador”(entre aspas mesmo). Ele só está interessado no retorno que a exposição da marca no Fluminense traz para ele. Está pouco se lixando para os resultados em campo, ou para os problemas administrativos do clube.
ESQUEÇAM CELSO BARROS!!!!
ESQUEÇAM UNIMED!!!!!
comentou em 24/02/2010, às 10:30
É sério que tem gente botando a culpa no Mário Bittencurt???
O clube tem uma dívida inquestionável de 150 mil com o jogador (ex-funcionário).
O advogado consegue um acordo judicial para que a multa seja paga em 10 parcelas de 15 mil… sejam sinceros, alguém conseguiria imaginar um acordo melhor?? Pagar em 24 parcelas só na Casas bahia…
Então o clube descumpre o acordo judicial, a dívida aumenta em 70% e tem que ser paga à vista… e a culpa é do advogado??????
Se eu fosse o advogado e meu cliente fizesse uma imbecilidade dessas eu diria: O problema é seu… e o recusaria como cliente futuramente.
Eu me recuso a acreditar que as pessoas inteligentes que frequentam esse blog acham que a culpa é do advogado…
A questão está sendo pessoalizada e o advogado em questão, Mário Bittencurt, está sendo criticado pq hoje ele é gestor de futebol do clube… se fosse apenas um advogado contratado para essa causa jamais teria sua atuação criticada.
comentou em 24/02/2010, às 10:52
Amigos com os gestores q temos tido ultimamente podemos ficar 50 anos sem titulos q não vai mudar nada,temos q eleger dirigentes compromissados com o Fluminense é sem ligação nemhuma com as ultimas gestoes q passaram no clube.O caso Arouca é brincadeira pq não o liberaram em troca desta divida ao inves de trazer o pereba do Roger,o clube não consegue arcar com suas dividas pq a corrupção e grande. ST
comentou em 24/02/2010, às 12:53
Não é necessário, não é razoável, tampouco é possível pensar na amortização da dívida estratosférica abdicando dos títulos. Eu diria que as duas coisas se completam. A participação na Libertadores e a mobilização da Torcida Tricolor em 2010 são provas cabais de que o FLUMINENSE (como qualquer Clube) precisa de vitórias e títulos para se manter em evidência e, com isto, melhorar os resultados financeiros. A visibilidade é fundamental para o fortalecimento da marca.
O FLUMINENSE tem dívidas que se acumulam e custam, de juros, algo em torno de 20 milhões de reais por ano. Difícil pagar os juros, impossível (ou quase) amortizá-las (as dívidas).
Se 20.000 torcedores do Fluminense contribuirem para um fundo de investimentos, cada cota no valor de R$ 100,00, durante 8 anos, é possível acumular um valor para amortizar o total da dívida e ainda, com as sobras, construir um centro de treinamento para os profissionais. Se este hipotético fundo de investimentos, bem administrado, se associar ao FLUMINENSE (sendo absolutamente independente do Clube) pode fazer grandes coisas para os participantes e para o próprio CLUBE.
O FLUMINENSE (sem a dívida) é um grande negócio. O valor econômico do FLUMINENSE (sem a dívida!) é enorme.
Os contribuintes deste hipotético fundo de investimentos, depois de oito anos (ou dez?) passariam a receber suas aplicações de volta, sendo o retorno uma renda vitalícia.
O Fundo de Tricolores ofereceria a contribuição periódica para amortização da dívida e o FLUMINENSE daria ao fundo, como contrapartida, à medida que a dívida fosse amortizada, primeiramente uma participação percentual nos resultados das transferências de jogadores, importância que o fundo usaria para acelerar a amortização da dívida. A dívida poderia ser quitada mais rapidamente, e o fundo prosseguiria fazendo os investimentos no CT, na Arena, se transformando em sócio de um FLUMINENSE livre das dívidas.
Apenas 20.000 Tricolores e uma contribuição mensal de R$ 100,00 podem construir um novo FLUMINENSE. Os contribuintes do fundo podem, por sua vez, ganhar em todos os sentidos, inclusive financeiramente.
O fundo de Tricolores representa uma maneira de capitalização pulverizada para que um grande número de pequenos investidores ganhe com o FLUMINENSE, não um pequeno grupo de empresários, que percebeu que o Clube é uma presa fácil, dada a precariedade das suas finanças. Paradoxalmente, o CTVL é uma mina de ouro e pode ser a saída para o FLUMINENSE.
Alguns estudos estão sendo feitos por pessoas ligadas ao Fluminense para capitalizar o Clube, mas nada seria tão interessante quanto um fundo de pequenos investidores TRICOLORES, administrado de forma transparente e independente dos dirigentes do CLUBE, autônomo e com força e capacidade financeira para comprar a marca.
Acho que devemos pensar seriamente sobre isto.
comentou em 24/02/2010, às 13:06
Completando
Sendo bem sucedido, o fundo poderia receber, anualmente, depois de 10 anos, algo em torno de 15 milhões de reais do FLUMINENSE, para dividir entre os contribuintes. Se o fundo contruir a Arena o retorno pode aumentar ainda mais.
É difícil? Muito. Há risco? Sim!
É possível? SIM!
comentou em 24/02/2010, às 14:19
Claudio, vou continuar nosso papo, porque já li isso que voce colocou aqui de outras fontes.
Pelo que sei o Escritório do Mário Bittencourt, recebe uma remuneração fixa por seu trabalho defendendo o Fluminense em todas as questões legais.
Portanto, quanto mais audiências tiver, quanto mais causas tiver, mais custos para o escritório, ou seja: pior para ele.
Já li esse papo de percentual, num site de um grupo político que tem o hábito de bloquear os tricolores que discordam deles.
Não é verdade isso!
O custo para o fluminense é fixo!
comentou em 24/02/2010, às 15:33
Valeu Sérgio.
Estou aberto a críticas e se estiver equivocado, como parece nesta questão, não tenho problemas em reconhecer e mudar o posicionamento. A sua resposta já faz parte deste conhecimento.
Obrigado,
Claudio.
comentou em 24/02/2010, às 16:31
Grande abraço Cláudio!
E sinta-se a vontade para fazer o mesmo quando puder me ajudar em algum equívoco meu
comentou em 24/02/2010, às 17:07
Caros Ricardo Pedroza, Claudio Rodrigues e Eduardo Abreu,
Parece que por desconhecimento estão achando que a culpa de tal absurdo seria do Mário Bittencourt.
A negociação de saída de qualquer jogador, envolvendo ainda outro clube como foi o caso citado, é feita pelo Gerente de Futebol (não lembro agora se naquele momento o Branco ou Gustavo Mendes) ou VP de Futebol (Tote Menezes). Erro na negociação de saída que deixou dívidas pendentes com o jogador, quando ele e seu novo clube queriam inclusive que ´rescindisse seu contrato com o clube antecipdamente, abrindo precedente para uma boa negociação.
Deixada a dívida pela incompetência da gestão do Futebol, o vitimado abre processo contra o clube e aí entra o Jurídico para defender os interesses do clube. Esse com competência negocia o pagamento em 10 parcelas e sem multas. A responsabilidade passa agora para a área Financeira do clube.
O administrador do fluxo de caixa do clube, Humberto Palma, e ainda o VP Financeiro, Carlos Henrique Ferreira, não pagam sequer a primeira parcela do acordo feito.
E a culpa é do Jurídico???
Área Jurídica não administra o Flu, não estabelece prioridades de pagamentos de dívidas, infelizmente. MB já demonstrou revolta com a falta de seriedade e responsabilidade do clube após os acordos com grande redução de valores serem feitos pelos advogados mas descumpridos pelos gestores financeiros.
Como uma vez Peter comentou, no Jurídico estouram os erros administrativos, é a área que melhor conhece onde a gestão falha.
Por isso todos defendemos seriedade e competência na gestão, onde poderia se incuir a figura do MB com certeza.
Abraços.
comentou em 24/02/2010, às 17:29
Forçar permanência de um atleta que já estava com a cabeça em outro clube, um atleta que, com absoluta certeza, tiraria o pé em qualquer dividida mais dura! Pelo amor de Deus né Flusócio!
Concordo que houve uma mancada, aliás como sempre há no Fluminense; essa diretoria é uma porcaria! Mas girar metralhadora por girar, também não…
comentou em 24/02/2010, às 17:45
Rogério Félix,
Comentário perfeito…
Fico muito feliz quando alguém consegue vir com calma e argumentação aprofundada realizar a defesa de um ponto de vista que a irritação me impede de defender com competência.
Peço desculpas pela arrogância do meu comentário anterior…
Mas é que pra mim parece muito óbvio, e as explicações do Rogério devem ter deixado óbvio para todos, que o único que fez o seu trabalho com competência foi o Departamento Jurídico (nesse caso a empresa contratada para tal serviço).
Seria impossível conseguir juricamente algo melhordo que esse acordo de pagamento da dívida em 10 vezes, sem multa e sem juros…
E pior é qu agora a bonca cai de novo nas mãos do Mário Bittencurt que se vê “obrigado” a conseguir uma liminar completamente impossível…
O clube tem que pagar e pronto… antes que essa dívida aumente, entre na fila de penhoras e daqui a alguns anos o Flu estará pagando 1 milhão para o Arouca.
E se o Flu ficar impedido de inscrever jogadores na Taça Rio não vamos culpar o Mário… pq agora querem qe ele reasize um milagre de desarmar uma bomba…
A obrigação dele já foi feita com muita competência: 10 x 15 mil… o caloteiro não é ele.
E pra começar o Flu já está completmente errado pq simplesmente parou de pagar o salário do jogador quando ele assinou um pré-contrato com outro clube (direito legal do jogador).
Errou mais ainda quado não negociou a dívida com o SP.
E errou de maneira bisonha quando não pagou as parcelas de 15 mil.
comentou em 24/02/2010, às 19:07
Caro Thiago, obrigado pelo elogio.
Aproveito para comentar o que foi dito pelo Francisco Carlos acima:
Caro amigo, se o “outro” lado da negociação tem algum interesse, então há o que se negociar. Não se desiste de defender um interesse seu (no caso representanto a instituição Fluminense) simplesmente porque o “jogador insatisfeito poderá fazer corpo mole”, e se entrega tudo que a outra parte quer de mão beijada. Se pensa assim, acho que não deve saber negociar.
Mas tenho certeza de que se você, como apaixonado tricolor, se estivesse que defender nosso Flu, lutaria para que o jogador e clube que querem rescisão antecipada do contrato tenha que dar alguma contrapartida ao clube que detém o contrato. Por exemplo, o SP assumir qualquer dívida pendente do Arouca com o Flu, isso no mínimo.
Espero que a próxima gestão seja mais competente na defesa dos interesses do Fluminense, o clube precisa.
Forte abraço.
comentou em 24/02/2010, às 20:50
Obrigado pelos esclarecimentos adicionais Rogério.
Pensei errôneamente que o escritório do MB ganhava algo a mais a cada mancada da administração do Flu (tipo percentual), mas o Sérgio Mota já esclareceu que o escritório do MB recebe valor fixo do Flu.
Sempre soube que o MB é tricolor e competente.
Peço desculpas a ele pelas minhas colocações. Ele já trabalha bastante pra consertar as besteiras adminstrativas do Flu, é injusto ainda ser questionado por isso.
Abraços e ST.
comentou em 24/02/2010, às 22:55
UMA VERGONHA. ALIÁS, É APENAS UMA A MAIS.
comentou em 25/02/2010, às 9:16
INACREDITÁVAL É CONTRATAR ANDRE LIMA SEM CONTRATO DE RISCO E
RECEBENDO MESMO SEM ESTAR INSCRITO
A PROVA ESTA AÍ: O CLUBE É REFÉM DO SR. URAM !
comentou em 26/02/2010, às 17:24
Ilustres Tricolores
“Eu já disse e vou dizer aqui pela enésima vez para desespero dos corneteiros histéricos, irresponsáveis e imediatistas:
-Eu trocaria de bom grado mais uns três, quatro e até cinco anos sem nenhum título pelo pagamento das nossas dívidas, pelo resgate de Xerém das garras dos abutres empresários e pela consequente volta do FLU ao primeiro lugar do pódio dos Clubes confiáveis, responsáveis e bons pagadores, como o foi durante a maior parte da sua existência.
E se neste período fizessem um Centro de Treinamento (CT) para os profissionais também, seria o ideal.”
Concordo plenamente !!!!!
L.G.