Isto é notícia

Apesar de ter alguns experientes jornalistas dentro da Comissão Editorial do Blog da Flusócio, não temos a pretensão de dar aulas de comunicação em nossos posts, mas para defender o Fluminense costumamos abordar o tema. Hoje não vai ser diferente. Wellington Silva, com toda justiça, virou assunto em praticamente todos os sites, jornais, rádios e TVs que cobrem esporte. Tudo porque uma imagem sua com uma camisa do Flamengo estava em seu perfil no orkut. Nem vamos discutir a falha do próprio atleta, ou a comum ausência de blindagem da assessoria do clube para evitar esse tipo de vazamento. Nossa intenção é apenas questionar o “um peso, duas medidas” na cobertura esportiva, fato que muitas vezes, queiram ou não, prejudica o dia a dia do nosso Tricolor.
Como todos sabem, muito mais do que uma prática absurda, a pedofilia é um crime. E infelizmente no meio do futebol, especialmente em divisões de base, há alguns casos. Imaginem, por exemplo, se um diretor do Flu fosse flagrado em Xerém acariciando o órgão sexual de um garoto? Isto, obviamente, mereceria manchetes de todos os jornais. Deveria ser apurado pela mídia e condenado por quem cobre o clube de modo veemente. É o mínimo que se espera, afinal, qualquer sociedade digna não pode aceitar uma criança ou um adolescente ser abusado sexualmente. Lamentável ver, porém, o Flamengo viver um caso assim, que já necessitou inclusive uma nota oficial do clube, mas poucos órgãos de imprensa, como os jornais O Dia e Extra, correram atrás da história até o momento.
Curiosamente, apesar de muito menos grave, claro, também são raros os veículos que repercutem o fato de uma mulher estar cobrando um exame de paternidade do goleiro Bruno, do Flamengo. Devem argumentar que é a vida pessoal do atleta, e ela deve ser preservada. Tudo bem. Mas vale lembrar que na Inglaterra, Terry, capitão da seleção local, tem sua vida sexual exposta ao público, assim como Tiger Woods, um mito do golfe, nos EUA. Se no Brasil, o tratamento dedicado a estrelas do esporte é diferente, esperamos que o mesmo modelo sirva para todos. Até porque se alguns técnicos costumam dizer que no futebol não existem mais bobos, com a popularização da Internet e o surgimento de blogs como o da Flusócio, a divulgação de informações não é mais privilégio de poucos.
