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2 de March de 2010

Isto é notícia

Um peso, duas medidas

Apesar de ter alguns experientes jornalistas dentro da Comissão Editorial do Blog da Flusócio, não temos a pretensão de dar aulas de comunicação em nossos posts, mas para defender o Fluminense costumamos abordar o tema. Hoje não vai ser diferente. Wellington Silva, com toda justiça, virou assunto em praticamente todos os sites, jornais, rádios e TVs que cobrem esporte. Tudo porque uma imagem sua com uma camisa do Flamengo estava em seu perfil no orkut. Nem vamos discutir a falha do próprio atleta, ou a comum ausência de blindagem da assessoria do clube para evitar esse tipo de vazamento. Nossa intenção é apenas questionar o “um peso, duas medidas” na cobertura esportiva, fato que muitas vezes, queiram ou não, prejudica o dia a dia do nosso Tricolor.

Como todos sabem, muito mais do que uma prática absurda, a pedofilia é um crime. E infelizmente no meio do futebol, especialmente em divisões de base, há alguns casos. Imaginem, por exemplo, se um diretor do Flu fosse flagrado em Xerém acariciando o órgão sexual de um garoto? Isto, obviamente, mereceria manchetes de todos os jornais. Deveria ser apurado pela mídia e condenado por quem cobre o clube de modo veemente. É o mínimo que se espera, afinal, qualquer sociedade digna não pode aceitar uma criança ou um adolescente ser abusado sexualmente. Lamentável ver, porém, o Flamengo viver um caso assim, que já necessitou inclusive uma nota oficial do clube, mas poucos órgãos de imprensa, como os jornais O Dia e Extra, correram atrás da história até o momento.

Curiosamente, apesar de muito menos grave, claro, também são raros os veículos que repercutem o fato de uma mulher estar cobrando um exame de paternidade do goleiro Bruno, do Flamengo. Devem argumentar que é a vida pessoal do atleta, e ela deve ser preservada. Tudo bem. Mas vale lembrar que na Inglaterra, Terry, capitão da seleção local, tem sua vida sexual exposta ao público, assim como Tiger Woods, um mito do golfe, nos EUA. Se no Brasil, o tratamento dedicado a estrelas do esporte é diferente, esperamos que o mesmo modelo sirva para todos. Até porque se alguns técnicos costumam dizer que no futebol não existem mais bobos, com a popularização da Internet e o surgimento de blogs como o da Flusócio, a divulgação de informações não é mais privilégio de poucos.

Sem pagar não há Jurídico que resolva

No_Limite

Como noticiado nos principais veículos de informação, finalmente o caso Arouca foi resolvido judicialmente, e a partir de então o Fluminense já poderá voltar a inscrever jogadores, como André Lima. Mesmo em circunstâncias jurídicas bastante adversas diante do credor, o Jurídico do clube conseguiu um novo acordo junto ao advogado do jogador. Para entender melhor a dificuldade na resolução deste problema, vale à pena relembrar todo o imbróglio:

No início de 2009, Arouca saiu do Fluminense, liberado antes do término do contrato, ainda na época em que Alexandre Faria era Gestor de Futebol e Tote Menezes era Vice-Presidente de Futebol. Para liberar Arouca antes do término do compromisso ao São Paulo FC, em troca o Fluminense FC optou por receber o centroavante Roger por empréstimo e sem ônus financeiro. Mas no momento da liberação, Arouca tinha alguns créditos a receber do Fluminense, referentes a salários em atraso. Os valores não foram quitados quando de sua saída, conforme manda a lei trabalhista, razão pela qual o atleta entrou na Justiça do Trabalho contra o clube.

Quando foi notificado judicialmente para pagar a dívida de R$ 150 mil, o Departamento Jurídico do Fluminense FC conseguiu acordo para pagamento junto ao advogado do atleta, em dez módicas parcelas de R$ 15 mil. Mas infelizmente, o descontrole financeiro do clube causou o descumprimento do acordo. Na verdade, a gestão Horcades não foi capaz de honrar nem mesmo a primeira parcela. Em razão disso, o advogado do jogador entrou com uma nova ação judicial que impediu, via liminar, o Fluminense FC de inscrever novos jogadores contratados.

O Departameno Jurídico do clube novamente entrou no páreo e tentou cassar a decisão, mas não conseguiu. Ainda cabiam outros recursos, e em razão disso, o advogado do atleta foi procurado e aceitou fazer um novo acordo, novamente parcelando o débito, e também diminuindo o valor da multa judicial. Esperamos que o clube, desta vez, se planeje para honrar o compromisso assumido. Se a gestão financeira do Fluminense FC não for capaz de cumprir os acordos, mesmo os de valores mais baixos, não vai haver escritório que dê jeito, independente da qualidade profissional.




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