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12 de March de 2010

Um projeto impessoal

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O ex-vice-presidente de futebol tricolor, Ricardo Tenório, concedeu recentemente entrevistas aos sites Torcida Tricolor e Canal Fluminense. A Flusócio se manifesta sobre essas entrevistas em relação às críticas que recebeu, pela vinculação ao seu candidato Peter Siemsen e ao projeto de gestão da candidatura. Ressalte-se ainda que este hoje está em fase de aperfeiçoamento conjunto com o grupo Tricolor de Coração, considerando as premissas e propostas bem conhecidas de ambos, visto que participaram das últimas eleições, e ainda aberto a propostas de novos grupos que venham a compor a frente de oposição.

Sem entrar nos pormenores de um litígio que é de caráter mais pessoal do que divergência ideológica, e evitando especular sobre as motivações que alimentam o seu posicionamento atual, e ainda sem deixar sempre de agradecer ao Ricardo Tenório pela sua participação e colaboração no processo de recuperação do Fluminense no Brasileirão 2009, gostaríamos de entrar no mérito das críticas sobre o nosso projeto de gestão Peter/Flusócio/TC, principalmente no que concerne à relação com o patrocinador e o iguala com o da candidatura da situação.

A Flusócio, como quem convive e conviveu conosco de perto e também quem acompanha suas opiniões através de seu blog já deve saber, pensa e age com os interesses do Fluminense sempre em primeiro lugar. Também temos críticas à relação do Fluminense com a Unimed, tendo a percepção de que os erros são cometidos pelas duas partes. A interferência do patrocinador no futebol do clube, apesar do patrocínio vir desde 1999, se iniciou em 2004, com o convite do ex-presidente David Fischel, pela parte do Fluminense, a que o Sr. Celso Barros, presidente da patrocinadora, assumisse a vice-presidência de futebol do clube. Desde então, seu sucessor, Roberto Horcades, tem deixado que a relação de interferência continue existindo.

O Fluminense precisa de um patrocínio compatível com a sua grandeza. Precisa de recursos para manter uma equipe de qualidade e competitiva, e tem ainda que criar alternativas para, enquanto não equaciona suas dívidas, conseguir que os recursos não sejam continuamente penhorados, o que tornaria o clube inviável operacionalmente. Seja a Unimed, seja outro patrocinador, o Fluminense merece que sejam em valores que lhe permitam montar uma equipe digna da sua camisa e que sua área de atuação se limite a ações de marketing criadas em parceria com o clube. E a gestão do futebol, expertise do Fluminense Football Club, fica 100% a cargo deste. Necessário, claro, que o clube demonstre seriedade e competência na sua área de responsabilidade, o que pelo o que sabemos vem faltando há muitos anos. A candidatura Peter/Flusócio/TC prega a defesa dos interesses do Fluminense e sua plena autonomia no que se refere à gestão do futebol, com qualquer patrocinador. Qualquer coisa diferente disso afirmada por qualquer pessoa ou é mera especulação, ou pura desinformação, ou há algum interesse envolvido.

Lembramos ainda que, apesar de ter sido dito que há insanidade ou ingenuidade em pensar que a relação com o patrocinador, qualquer que seja, será dentro dos limites definidos pelo clube, quando o Fluminense – devido a pressões políticas internas – estruturou seu departamento de futebol de forma profissional no final de 2006 e limitou a ação do patrocinador, colhemos bons frutos em 2007 (Copa de Brasil) e 2008 (Libertadores). Infelizmente, o bom trabalho foi desfeito pela falta de visão, firmeza e organização da administração Roberto Horcades/Tote Menezes.

Temos que enfrentar a realidade que o patrocínio com a Unimed foi renovado no final do ano passado pela administração do clube, com a anuência da vice-presidência de futebol, sendo inicialmente por um ano, mas com condições contratuais de renovação automática por mais três anos fechados (sem reavaliações e renovações a cada ano nesse período), sendo que a decisão de cancelamento só poderá ser feita com a manifestação explícita da atual administração, em final de seu mandato, pouco antes das eleições de novembro. O próximo presidente, portanto, poderá herdar um contrato de três anos com pouca possibilidade de renegociação, tendo que, em caso de querer rescindi-lo, pagar multa contratual e ainda quitar uma dívida pendente com o patrocinador. Criticamos, dessa forma, a negociação recentemente feita com a Unimed, que consideramos não foi a melhor na defesa dos interesses do Fluminense.

Com relação à afirmação de que o Sr. Celso Barros teria imposto ao nosso candidato uma administração colegiada do clube, nos parece uma inverdade, visto que Peter, após ter sido sugerida tal proposta – pelo desespero do patrocinador e até do presidente Horcades, que disse que não sabia o que fazer naquele momento (agosto passado) para salvar o clube das dívidas e do rebaixamento iminente –, marcou reunião com representantes dos grupos de oposição para dar ciência e discutir apoio conjunto à ideia, assim como uma semana depois houve reunião da Flusócio para deliberar sobre seu apoio ou negativa a tal proposta. Júlio Bueno também chegou a ser contatado pelo presidente da Unimed, pedindo união de todos em favor do clube. Claramente não houve imposição, e sim uma consulta desesperada focada principalmente no nome do Peter, visto sua credibilidade e forte representatividade na oposição à caótica administração Horcades. Essa proposta de gestão colegiada de todo o clube, pelas suas óbvias dificuldades políticas e operacionais, jamais foi à frente, mas dela resultou, posteriormente, no convite pessoal dos presidentes do clube e da patrocinadora direta e especificamente a Ricardo Tenório para a assunção da vice-presidência de futebol, que aceitou e, pela situação crítica do time no campeonato, arregimentou o apoio do Peter e da Flusócio.

Por fim, sobre as adjetivações de que o projeto de gestão Peter/Flusócio/TC seria teórico, inválido, subserviente, ingênuo e despreparado, ou mesmo que grupos com história e representação política no Fluminense apoiariam um candidato oportunista, temos a declarar que foi uma infelicidade do ex-vice-presidente Ricardo Tenório, e acreditamos que devam ter sido ditas em um momento de forte emoção, pois conhece bem as nossas diretrizes, propostas e ações. Consideramos imperiosa a transformação da administração do Fluminense do atual modelo arcaico de amadorismo, personalismos e divisão política calcada em rancores, para uma nova política de união de ideias que propicie a implantação de uma gestão moderna, eficiente, profissional, responsável com o patrimônio e as finanças, fundamentada em planejamento, metas, transparência e, sempre, acima de tudo, defesa inconteste dos interesses do Fluminense, nossa referência, nossa grande paixão.

“Quem tem padrinho não morre pagão”

Cuca...

Ano passado, quando o Fluminense estava desesperado, lutando para não cair, uma mudança drástica permitiu que voltássemos a sonhar. Garotos de Xerém começaram a entrar em campo, formando então o time de guerreiros. Todos eram (e são) candidatos a ídolos. Infelizmente, como antecipamos aqui, apesar de o clube negar oficialmente na última segunda-feira e só confirmar mesmo ontem, um deles já foi vendido. O ótimo Maicon “Bolt” não é mais do Tricolor, e certamente vai fazer muita falta. Wellington Silva, outra joia, deve ser seu substituto. Pelo menos é o que nós esperamos, pois em cabeça de treinador, ninguém sabe o que tem.

Com a saída de Maicon e a natural instabilidade do garoto Wellington Silva, em algum momento, a disputa pela vaga de companheiro de Fred pode ficar entre André Lima e Alan. E parece que já existe um deles em vantagem, pois vale lembrar que André Lima é jogador do Eduardo Uram, mesmo empresário de Cuca, ou seja, o vínculo dos dois não era apenas de Botafogo. Pior, contra o América, com a ausência de Conca, Cuca estuda escalar Fred, Wellington Silva e… André Lima. O substituto natural, Equi Gonzalez, sequer é cogitado. Willians, reforço que até agora quase não jogou e quando entra é sempre na posição errada, idem.

E tem mais… Enquanto isso, Alan fica fixo no banco, sempre cabisbaixo. Covardemente, o jogador virou o único responsável pela eliminação contra o Vasco, após perder um pênalti. Tudo bem que ele não tem mais os direitos econômicos atrelados ao Fluminense, é todo da Traffic, ou seja, não receberíamos nada em uma eventual negociação, mas isso não justifica. Hawilla, dono da Traffic, palmeirense roxo, está louco para vê-lo em seu time de coração. Ignorando mais um fruto de Xerém, Cuca vai acabar o empurrando para lá, pois deixá-lo como segundo ou terceiro reserva é pedir para a situação de Alan ficar insustentável.




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