Um ano atípico…

A cada quatro anos, o calendário do futebol brasileiro sofre uma paralisação brusca no meio da temporada. Em ano de Copa do Mundo, como o presente, os clubes têm, necessariamente, que se preparar para realizar uma forte intertemporada, uma vez que os times ficam trinta dias sem jogos.
A Flusócio vem, com alguns meses de antecedência, chamar a atenção para o assunto, pois é muito recorrente, na era Horcades, o descaso e a falta de preocupação com essa tão importante ferramenta de preparação dos clubes de futebol. Basta lembrar a desastrosa, curta e fluvial pré-temporada de 2009, com René Simões, que tantos problemas causou à equipe no decorrer do ano.
O clube deve, o quanto antes, iniciar o planejamento da intertemporada. Programar data e local é o primeiro passo, levando em consideração a época do ano, e, consequentemente, o clima na cidade da intertemporada. Além da escolha do local, é preciso antecipar as eventuais contratações que ainda se pretenda fazer para o restante da temporada, visto que é imperioso que o grupo esteja totalmente formado e à disposição da comissão técnica para participar da intertemporada, garantindo, assim, a uniformidade da equipe.
Nosso time, até a presente data, ainda é uma incógnita. Não se sabe onde poderemos chegar, tamanhos os sucessivos altos e baixos que a equipe vem apresentando até o momento. E exatamente por essa constatação que a intertemporada se torna ainda mais importante. Uma boa intertemporada, com absoluta certeza, será o grande diferencial nesse ano de Copa do Mundo. Esperamos que a diretoria do Fluminense Football Club já esteja com tudo planejado. Será?
