
Clássico difícil pela frente…
Hoje temos a liderança do campeonato mais difícil do mundo para defender…
É preciso apoiar um treinador vitorioso e de grande caráter…
E se juntar mais uma vez ao exército do time de guerreiros…
De certo, mesmo se não tivessem tais fatores em jogo, a torcida de guerreiros estaria presente.
Mas com todos estes atrativos na mesa, e ainda as estréias de Belletti e Emerson, a meta é esgotar os 22.500 ingressos destinados à torcida do Fluminense e empurrar o Flu pra cima do rival, dentro da casa deles.
Tricolores, todos ao Engenhão!

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, comentou há poucos dias a importância de que haja um limite de tempo para o exercício da presidência da CBF. Chegou a sugerir um mandato de quatro anos com direito a apenas uma reeleição. A cada novo gesto, a cada nova atitude de Ricardo Teixeira, mais força adquirem as palavras do presidente Lula e mais razão é preciso dar ao atual principal mandatário da nação.
A CBF é uma entidade privada, mas que administra a paixão de dezenas de milhões de brasileiros. Quando alguém se eterniza num cargo ou se investe de um poder desmesurado, sente-se acima das boas regras de convivência, livre para tomar a atitude que bem deseja e eventualmente passar por cima daqueles a quem devia prestar contas e tratar com a cordialidade devida. O presidente da CBF não foge à regra.
O convite a Muricy Ramalho foi um gesto carregado de arrogância, e também uma atitude de desprezo por um clube afiliado. Não por acaso, o Fluminense ousou votar contra o candidato de Ricardo Teixeira na disputa à presidência do Clube dos 13. O São Paulo fez o mesmo e, como retaliação, além de não deixar o Morumbi ser sede da próxima Copa, a CBF antecipou a abertura da janela para inscrição de novos atletas.
Alguém consegue imaginar a Fifa, durante uma Copa, causando desestabilização nas seleções que disputam o torneio? Não. Claro que isso é inimaginável em qualquer órgão esportivo que zele seriamente por suas competições. Na CBF, porém, tudo é possível. O Campeonato Brasileiro é a a principal competição da entidade, mas ela tenta, de maneira quase terrorista, roubar o técnico do líder do campeonato na décima rodada.
Os maus tratos ao Fluminense não são novidade. Já são mais de 20 anos de más arbitragens e percalços infinitos. Quando chegou à final da Libertadores, em 2008, o clube foi abandonado à própria sorte e à arbitragem facciosa e de triste memória de Hector Baldassi. Onde estava o presidente da CBF no dia 2 de julho de 2008? Bem longe do Maracanã. O que ele disse após a final cuja arbitragem foi unanimidade negativa? Nada.
No atual Brasileiro, fomos alvos de erros grosseiros, assim como ocorreu em 2008 e 2009. Caso contrário, a liderança atual seria até mais folgada. Quem tem sido o maior beneficiado no atual certame? Não por acaso, o Corinthians, aliado figadal e cujo presidente é apontado como possível sucessor de Ricardo Teixeira. Resta saber qual será a represália que a CBF prepara ao Fluminense nos próximos 28 jogos do campeonato.
Na festa da CBF que premiava os melhores do Campeonato Brasileiro de 2009, o rubro-negro Ricardo Teixeira era só sorrisos ao entregar a taça ao capitão do Flamengo, Bruno. Pouco antes, o então presidente Márcio Braga agradecia o presidente da CBF pelo título, que sem ele não seria possível. Márcio Braga, um dirigente antigo, que sabe se articular nos bastidores do futebol brasileiro, certamente devia saber o que dizia.
É preciso que a diretoria do Fluminense Football Club redobre agora sua atenção com as arbitragens e julgamentos do STJD ao longo do Brasileiro. E esperamos que os bons jornalistas fiquem de olho. Uma coisa está clara: o Fluminense, há anos, não parece tão forte e determinado dentro de campo. O time de guerreiros está cada vez mais encorpado e tem um excelente treinador, que permite aos tricolores almejarem voos mais altos.
Fora de campo precisamos mostrar a mesma disposição para o embate que permitiu segurar Muricy. Uma decisão que merece aplauso, e que foi tomada graças à ação firme e ao respaldo de Celso Barros. Um gesto que deve ser interpretado como um “não” à prepotência e à arrogância. E que significa, em toda a sua amplitude, uma gigantesca reafirmação da grandeza do Fluminense. Um grande presente pelos 108 anos recém-completados.
Enfim, uma batalha foi vencida, mas a guerra continua. É necessário agora estar mais atento do que nunca ao que acontece fora das quatro linhas. Só assim, Ricardo Teixeira será obrigado a anunciar uma enxaqueca insuportável para não participar da festa de entrega da taça ao campeão brasileiro de 2010. Sorte sua, Fred. Sorte sua, Muricy, homem de caráter e integridade únicos, a cara do Fluminense que sempre pregamos.