
Campeonato Brasileiro de 2000, dia 11 de novembro, Serra Dourada, em campo, o Fluminense empatou com o Goiás por 3 a 3. Fora dele, Philippe Von Buren, membro da Flusócio, hoje em dia “exilado” na Suíça, flagrou um grupo de índios xavantes torcendo para o Fluzão. A imagem do nosso grande amigo, fotógrafo nas horas vagas, estampa o post. É mais um bom exemplo de tricolores espalhados pelo Brasil, como Osmar Tserewaihi Tsiróbó, cuja a história divulgamos dias atrás (clique aqui para ler).

Meses atrás, o Flu contratou o volante colombiano Valencia junto ao Atlético-PR. Até hoje, ele não tem sua situação regularizada para poder jogar. Já fizemos um post sobre este assunto há tempos (clique aqui para ler). Não estamos mais interessados em saber quem tem a culpa ou os argumentos que expliquem a dificuldade do processo. Até porque, se alguém for “cair” por causa disso, não nos interessa; antes essa pessoa que o Fluminense. Queremos Valencia regularizado para o próximo jogo. E ponto final.

Um castigo no fim que os cerca de 20 mil tricolores que compareceram ao Maracanã não mereciam. Tomar um gol em casa aos 48 do segundo tempo é uma tremenda ducha de água fria. Empatamos em 1 a 1 com o Palmeiras em um jogo ganho. O time morreu no segundo tempo. Deco é um ótimo jogador, mas não aguentava andar. Washington é outro que inexplicavelmente ficou até o fim. Muricy mais uma vez errou, inclusive ao insistir em Belletti, dessa vez como primeira opção no banco. Apesar de excelente treinador, como qualquer ser humano, ele não é perfeito. E a gordura que tínhamos acumulado na liderança começa a evaporar. Ainda estamos bem, líderes, mas não podemos dar mole para Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Santos, Inter e cia.
Na sua provável despedida do Maracanã até 2013, o Flu teve a dificuldade de atuar sem três dos seus melhores jogadores: Mariano, Diguinho e Fred. Apesar disso, Emerson, sempre ele, autor de seis gols em sete jogos com nossa camisa, abriu o placar. Depois perdemos Diogo, ainda no primeiro tempo, e não havia Valencia no banco para substituí-lo. Será que ninguém consegue regularizá-lo? Enfrentando um time enjoado, com vários zagueiros e volantes de origem, e um treinador de ponta, do nível do nosso, era previsível que não seria fácil. O jogo foi duríssimo. Foi uma baita pressão. Assim como o São Paulo, o Palmeiras é um time cuja posição na tabela não reflete a qualidade da equipe. Mas isso não justifica uma atuação tão ruim como hoje.
Além do fato de o Flu ter morrido no segundo tempo e jogado acuado em casa, a arbitragem foi outro ponto lamentável. Marcos Assunção ficar em campo depois de derrubar o Washington, brecar um contra-ataque e, logo em seguida, tentar quebrar a perna do Deco foi assustador. O primeiro cartão do Leandro Euzébio nem sequer houve falta no lance. Os jogadores do Palmeiras xingavam o árbitro toda hora, na cara dele, e nada. Bem, agora é partir para Campinas e recuperar os pontos perdidos contra o Guarani. É o único alento que nos resta após uma noite tão triste. Ainda faltam 20 jogos no Brasileirão, tem muito campeonato pela frente e jogando assim, de modo tão covarde, será muito difícil continuar a sonhar. Que tudo mude já no domingo!