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	<title>Fluminense - Flusocio &#187; Política</title>
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		<title>Parceria com a Unimed: hora de reflexão</title>
		<link>http://flusocio.com.br/blog/2010/06/23/parceria-com-a-unimed-hora-de-reflexao/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 09:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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Não é novidade que quando o poder constituído falha, a informalidade ocupa seu espaço. Essa inversão de procedimentos ocorre tanto para o mal (no caso dos traficantes como poder paralelo em favelas) como para o bem (no caso de ONGs criadas para defender, por exemplo, a Amazônia).
No Fluminense, temos há algum tempo um caso parecido. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/Unimed-Logo.jpg"><img class="size-full wp-image-13042  aligncenter" title="Unimed-Logo" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/Unimed-Logo.jpg" alt="" width="183" height="115" /></a></p>
<p align="justify">Não é novidade que quando o poder constituído falha, a informalidade ocupa seu espaço. Essa inversão de procedimentos ocorre tanto para o mal (no caso dos traficantes como poder paralelo em favelas) como para o bem (no caso de ONGs criadas para defender, por exemplo, a Amazônia).</p>
<p align="justify">No Fluminense, temos há algum tempo um caso parecido. A imobilidade do comando do clube e, por consequência, do comando do futebol acabou levando a Unimed, parceira do Fluminense há mais de dez anos, a assumir funções que não deveriam ser suas e para as quais não tem vocação. Essa distorção acabou gerando muita espuma e poucos resultados.</p>
<p align="justify">Mas isso faz da Unimed uma parceira ruim? Muito pelo contrário. Além dos laços institucionais já estabelecidos, a empresa é comandada por um tricolor, que provavelmente sofre como todos nós com os fracassos do clube. O volume de dinheiro colocado pela parceira é substancial e fundamental para a sustentação do Fluminense neste ano e possivelmente para a reconstrução do clube mais adiante.</p>
<p align="justify">A Unimed pode ser uma excelente parceira para o Fluminense, se o clube souber ocupar o espaço que lhe cabe. A falta de profissionalismo que muitas vezes acabou contaminando essa parceria é análoga à informalidade citada anteriomente. Se o clube for profissional, a parceira será regida de forma profissional. Não só a Unimed, mas qualquer outro parceiro.</p>
<p align="justify">A Flusócio gostaria que todos os tricolores refletissem sobre esse quadro, que não é tão simples como parece. As opiniões de todos, como de praxe, podem ser deixadas abaixo. O Fluminense merece essa reflexão.</p>
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		<title>Os dez pilares de sucesso no futebol moderno</title>
		<link>http://flusocio.com.br/blog/2010/05/28/os-10-pilares-para-o-sucesso-no-futebol-moderno/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 14:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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A pedidos, a canditatura Peter Siemsen vai realizar uma reunião aberta antes da Copa do Mundo, já marcada para a próxima terça-feira, e em breve vamos divulgar mais detalhes. Para aquecer um pouco o debate, desde já, pontuamos 10 pilares básicos que, se bem conduzidos, podem levar um clube do Brasil ao sucesso no curto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/pilares.jpg"><img class="size-medium wp-image-13459  aligncenter" title="pilares" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/pilares-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p align="justify">A pedidos, a canditatura Peter Siemsen vai realizar uma reunião aberta antes da Copa do Mundo, já marcada para a próxima terça-feira, e em breve vamos divulgar mais detalhes. Para aquecer um pouco o debate, desde já, pontuamos 10 pilares básicos que, se bem conduzidos, podem levar um clube do Brasil ao sucesso no curto prazo, afinal, a maioria dos adversários também não trabalha adequadamente todos estes pontos:</p>
<p align="justify">1 - Divisões de base forte (rede de observação técnica, estrutura de treinos e alojamentos, convênios com clubes menores, boa capilaridade para captação de jogadores).</p>
<p align="justify">2 - Patrocinador forte (grupo investidor que se proponha a colocar dinheiro no &#8220;core&#8221; business).</p>
<p align="justify">3 - Estrutura do CT e correlatos (bons alojamentos, centro de fisiologia, equipamentos de última geração na academia, espaço para repouso e concentração).</p>
<p align="justify">4 - Comissão técnica de alto nível (preparador físico, auxiliares técnicos, preparador de goleiros, integrador de divisões de base e profissionais, observadores técnicos).</p>
<p align="justify">5 - Torcida grande e mobilizada (criar condições para a torcida estar sempre presente, esperançosa e apoiando).</p>
<p align="justify">6 - Salários em dia e cumprimeto das obrigações contratuais (respeito a orçamentos e adequação de custos).</p>
<p align="justify">7 - Diretoria competente e gestor de futebol idem (diretoria com visão para definir e cobrar metas dos profissionais contratados para gestão).</p>
<p align="justify">8 - Diversificação de receitas com marketing, sócio-torcedor e outras alternativas (novamente aqui a diretoria define o estratégico, contrata o profissional adequado e cobra dele os resultados e metas).</p>
<p align="justify">9 - Dívida controlada e dividida no longo prazo (respeito a acordos, previsão orçamentária para pagamentos).</p>
<p align="justify">10 - Força em bastidores (monitoramento de escalas, pressão por meio da mídia, representatividade e liderança em entidades como C13, FERJ e CBF).</p>
<p align="justify">Vamos agora a alguns exemplos:</p>
<p align="justify">- Digamos que, nos últimos anos, o Atlético-MG só teve os itens 3 e 5 ao seu favor. Agora, desde a eleição recente do grupo do Alexandre Calil, eles passaram a somar os itens 4, 6 e 7, o que aumenta muito suas chances de sucesso.</p>
<p align="justify">- Quanto ao Fluminense, digamos que durante toda a gestão Horcades, o Flu teve apenas os itens 1 e 2 a favor. De 10 itens indispensáveis para o sucesso, contamos com só dois. E deste jeito, vamos conquistar títulos somente na base da superação dos atletas.</p>
<p align="justify">- Agora examinem a realidade recente de clubes como São Paulo e Internacional. Fica bem fácil entender porque eles estão sempre disputando títulos, não é?</p>
<p align="justify">Destacamos que fatores básicos, como estrutura e boas condições de trabalho, são apenas um dos importantes pilares para o sucesso contínuo, mas não são garantia de sucesso, pois existem inúmeras outras variáveis combinadas para tal.</p>
<p align="justify">É claro que no futebol sempre existe o imponderável, a bola vadia, o gol no finalzinho&#8230; Mas uma coisa enxergamos com absoluta clareza: se conseguirmos trabalhar razoavelmente todos estes itens, nossa discussão passará a ser em torno da dúvida se vamos ganhar o título ou disputar o G4, e nunca mais teremos a preocupação em sair do rebaixamento, como virou praxe recentemente.</p>
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		<title>Entrevista com Mário Bittencourt – Final</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 13:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
O sucesso da entrevista está motivando a equipe do Blog da Flusócio a buscar outros personagens do cenário tricolor, até porque, conforme está escrito lá em cima, o espaço tem a proposta de você conhecer aqui o Fluminense e seus bastidores. Para fechar a trilogia de posts com perguntas ao advogado Mário Bittencourt, divulgamos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/advogado-mario-bittencourt-300x225.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13384" title="advogado-mario-bittencourt-300x225" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/advogado-mario-bittencourt-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p align="justify">O sucesso da entrevista está motivando a equipe do Blog da Flusócio a buscar outros personagens do cenário tricolor, até porque, conforme está escrito lá em cima, o espaço tem a proposta de você conhecer aqui o Fluminense e seus bastidores. Para fechar a trilogia de posts com perguntas ao advogado Mário Bittencourt, divulgamos a parte final da entrevista e o agradecemos pela boa vontade em nos atender.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Você sempre mostrou competência nos tribunais, livrando o Fluminense e seus jogadores de condenações certas. Fazia seu trabalho no jurídico até ser chamado para ajudar como gestor de futebol. Segundo críticos, há conflito de interesses ao acumular as duas funções, mas outros já veem de outra maneira, considerando fundamental a presença de um bom advogado para proteger o clube. O que você pensa sobre isso?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Vou responder esta pergunta com fatos e dados. Os contratos de Roni, Paulo César e Ruy tinham altos salários, tempo restante de mais de um ano e multas astronômicas, em função da legislação e também em razão da falta de algumas cláusulas padrão que preparamos junto com o jurídico interno e que em alguns contratos, não me pergunte o porquê, o departamento de futebol da época não inseriu na contratação desses jogadores. Aí tínhamos as seguintes opções: 1 – Mandar embora simplesmente e aguardar uma ação trabalhista de cada um cobrando a cláusula penal com valores na casa dos milhões de reais; 2 – Manter os atletas até o final do contrato e pagar o valor restante do contrato; ou 3 – Negociar com os atletas e pagar a multa do artigo 479 da CLT (metade do restante do contrato), anulando o risco de pagar a cláusula penal e minimizando bastante o risco de sofrer uma nova reclamação trabalhista. Nos casos de Roni e Paulo César, optei pelo item 3. Fiz o acordo extrajudicial, registrei este acordo na CBF (algo inovador feito pelo jurídico do Fluminense) e o clube ainda paga esses valores em parcelas pequenas junto com a folha de pagamento para não haver atraso e ensejar ação cobrando o acordo. Com o Ruy, consegui rescindir o contrato sem multa, assinar um novo por quatro meses, emprestar ao Boavista, pagar parte do salário durante os quatro meses, que é um valor bem menor que a multa do 479 da CLT, e ter o vínculo definitivamente desfeito após o encerramento do Estadual de 2010. No caso do Wellington Monteiro, por exemplo, já existia a cláusula no contrato determinando que a única multa devida fosse do artigo 479 da CLT, ou seja, poderíamos mandar embora e deixá-lo cobrar na Justiça. Mesmo assim, tentei o mesmo acordo que os outros para pagar esta multa do artigo 479 parcelado, mas ele não aceitou porque alegava que tinha valores maiores a receber do patrocinador. Como eu discordava dele em razão do contrato, não cedi as pressões e até agora não houve acerto, mas ele também não ajuizou reclamação trabalhista. Acho que ainda cabe um acordo sem que entre com ação.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Neste tempo dentro do clube, como advogado e gestor do departamento de futebol, como você percebe a influência dos blogs que abordam a política tricolor no dia a dia do clube?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Nas decisões não existe influência de fora, porque se houver você acaba não administrando e ouvindo a todos. Nunca fui cobrado por ninguém. Quem está lá dentro deve estar preparado para críticas e comentários agressivos, desde que não sejam comentários covardes e atentatórios a honra de cada um. Sei que o Blog da Flusócio é lido por muitos, mas não sei por quem e se todos os dias. Posso falar por mim. Gosto de ler o blog e faço leitura quase que diária. Vejo vários comentários, muitos me criticando, mas acho que da discussão nasce a luz e que todos que ali estão, com raras exceções plantadas e maldosas, fazem seus comentários para o bem maior do Fluminense, que é o que todos nós queremos.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Dentro do atual quadro de profissionais e colaboradores da atual gestão, você é um dos nomes que mais recebe elogios pelos serviços prestados ao clube, juntamente com o Dr. Michael Simoni, por parte de grupos da oposição. Muitos, inclusive, se referem a sua atuação no jurídico e nos bastidores como a de &#8220;um novo José Carlos Vilella&#8221;. Como você recebe este tipo de avaliação?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Acho que elogios são sempre elogios. Nunca me atrapalharam e sempre pude fazer meu trabalho tranquilamente sem qualquer influência por isso. As pessoas no clube sempre souberam separar isso e saber que sou profissional dedicado ao clube. O Michael também não encontra problemas por ser admirado. Quanto ao Dr. Vilela,  só posso dizer que foi brilhante e que é uma honra ser lembrado quando se fala dele. O que posso dizer é que ainda tenho muito chão pela frente para ter o reconhecimento que ele teve.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Todos sabem que você é próximo ao Peter Siemsen, candidato da oposição, e talvez por isso não seja bem visto pelas outras candidaturas da situação, a do Julio Bueno, ligada ao presidente Roberto Horcades, e a do Ricardo Tenório, ligada ao vice José de Souza. Você teme deixar de ser advogado do Flu em caso de derrota do Peter nas eleições?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Sou ligado ao Peter sim pelo simples fato que foi ele que me trouxe para o jurídico do Fluminense em 1998, me pagando R$ 130 por mês do próprio bolso, já que na época, totalmente destruído, o Fluminense não pagava sequer os estagiários. Nossa amizade começou aí, ou seja, não era amigo dele antes e ele fez a entrevista e me escolheu. Acho que estava escrito que esta parceria daria certo, tanto na vida profissional quanto na pessoal. É um cara especial, honesto, do bem, tricolor abnegado, competente advogado, excelente pai de família e que pretende dar ao Fluminense tudo o que ele já acumulou em sua vida como advogado e tricolor. Sobre os outros, não me preocupo com isso, acho que saberão separar bem as coisas em todos os setores e se não souberem, pior para o Fluminense, que ficará sem bons profissionais em função de rancores políticos e problemas pessoais. Quanto ao medo de deixar de ser advogado do clube, posso dizer que não tenho, já que na vida a gente não é nada; na verdade a gente sempre está alguma coisa e hoje estou advogado do Fluminense, como estou advogado de vários outros clientes do meu escritório e um dia posso deixar de ser. O que tenho medo mesmo com relação ao Fluminense é de ver meu clube acabar e não poder mais sentar na arquibancada com meu pai, meus irmãos e meus amigos.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Já recebemos alguns pedidos de leitores do blog para fazermos uma reunião aberta com você, pois certamente tem muito a dizer sobre os bastidores. Aceitaria o nosso convite? Será que haveria inconveniente político para você ao ser protagonista de uma reunião pública, e aberta, de uma candidatura de oposição do clube?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Aceitaria o convite, mas já posso adiantar que muitas coisas de bastidores não poderia falar e não falaria de jeito algum. Primeiro porque o que se vive lá dentro deve ficar entre as pessoas que lá estão, e segundo que, pela minha profissão, tenho a questão do sigilo profissional de certas situações e cumpro isso à risca para preservação de minha imagem e de meus clientes. Quanto a problemas políticos, basta fazer o convite que levo à direção do clube e tenho certeza que eles não irão se opor à minha ida a esta reunião.</p>
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		<title>Entrevista com Mário Bittencourt &#8211; parte II</title>
		<link>http://flusocio.com.br/blog/2010/05/17/entrevista-com-mario-bittencourt-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 13:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
A primeira parte já deu o que falar, com excelente repercussão inclusive na imprensa. Vamos agora publicar mais cinco perguntas que Mário Bittencourt respondeu para a equipe do Blog da Flusócio.
Flusócio &#8211; No fim de 2009, o contrato da Unimed com o Fluminense foi renovado. Segundo foi informado, o novo acordo vale por um ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/Bittencourt2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13379" title="Bittencourt2" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/Bittencourt2.jpg" alt="" width="291" height="218" /></a></p>
<p align="justify">A primeira parte já deu o que falar, com excelente repercussão inclusive na imprensa. Vamos agora publicar mais cinco perguntas que Mário Bittencourt respondeu para a equipe do Blog da Flusócio.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; No fim de 2009, o contrato da Unimed com o Fluminense foi renovado. Segundo foi informado, o novo acordo vale por um ano + três anos (a serem fechados em outubro de 2010), ou seja, a próxima gestão herdará o patrocinador. Quem, pelo clube, participou da negociação?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Não participei da negociação, não analisei o contrato e não sei os termos, até mesmo porque este tipo de contrato é analisado pelo jurídico interno do clube e faço apenas a parte trabalhista e desportiva. Deixo claro ainda que a parte comercial de qualquer contrato nunca é decidida pelo departamento jurídico de qualquer lugar, é pelos representantes das partes. O jurídico só transforma a negociação em contrato, alerta para problemas, faz mudança de cláusulas, mas não tem o poder final decisório. Pelo que me lembre, participaram da negociação o presidente do clube, o gerente financeiro, algumas pessoas ligadas ao departamento financeiro e o vice-presidente de futebol da época, Ricardo Tenório. Pessoalmente, acho a Unimed fundamental para qualquer gestão futura do Fluminense e uma parceira incansável na tentativa de fazer o Fluminense a cada dia mais forte. É óbvio que em qualquer relação comercial existem pontos a ser ajustados, existem erros e acertos, mas a Unimed acreditou no Fluminense em 1999, quando ninguém mais acreditava, ou seja, nestes onze anos foi parceira e merece sempre nosso respeito e nossa intenção de tê-la como parceira por mais tempo.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Como torcedor do Fluminense de arquibancada, você teve uma ideia que ajudou bastante o time na arrancada do Brasileirão do ano passado, e também na Sul-Americana, ao pedir para todos os tricolores ficarem unidos em um grito só. De onde partiu isso, e como você fez para viabilizar a iniciativa nos jogos do Flu no Maracanã?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Esta ideia nasceu de minha origem na arquibancada. Já mudei muito de lugar na arquibancada ao longo da vida. Já vi jogos no corner, perto da Força Flu, já vi muitos jogos atrás do gol, dentro do Young Flu, e nos últimos anos, antes de assumir o futebol, passei a frequentar as amarelas junto ao movimento popular Legião Tricolor, onde tenho grandes amigos. Ali de dentro, da arquibancada, você não tem a noção exata do grito da torcida e às vezes não percebe que o grito está dividido. Quando assumi o futebol, vendo das especiais ou das cabines, percebi que o grito estava ficando desconexo e confuso porque cada um cantava um pedaço da música e às vezes até músicas diferentes. Liguei para um dos líderes da Legião Tricolor e para os líderes das organizadas para que aceitassem minha proposta, ou seja, unir o grito em um só e transformar toda aquela energia e combustível para os jogadores. Eles aceitaram o desafio, se uniram e foram fundamentais para a saída daquela situação horrível que estávamos. Depois daquilo, começou a haver o inverso. Eles ligavam e pediam para colocar faixas no vestiário, para que o time atacasse no segundo tempo para nossa torcida e conversava sempre com o Fred para que ganhando o cara ou coroa, ele não esquecesse do pedido deles. Fred, com sempre, foi extremamente atencioso e todas as vezes em que venceu o cara ou coroa colocou o Fluminense atacando no segundo tempo para o lado esquerdo das cabines de rádio. Um clube sem a sua torcida é acéfalo!</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Você ficou cerca de oito meses no departamento de futebol, o tempo todo com Cuca como técnico. Após a saída de Cuca, você decidiu voltar a tratar apenas do jurídico. O que motivou o seu afastamento do futebol?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Não participei da decisão da saída do Cuca. Não posso dizer que fui contra ou favor porque não fui consultado, mas minha saída foi uma coincidência. Estou com novidades na vida familiar e precisando, neste momento, dedicar meu tempo a isso e também ao meu escritório. De qualquer forma, acho que a troca foi feita e que saiu um grande treinador para a entrada de outro grande profissional, com currículo incontestável. Temos que dar tempo ao novo treinador para que possa desenvolver bem o seu trabalho.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Pouco tempo depois de deixar a vice de futebol, em entrevista concedida ao Canal Fluminense, Ricardo Tenório o qualificou como &#8220;desleal&#8221;. Vocês eram tão amigos, aparecendo sempre juntos, inclusive em churrascos da Flusócio. Houve algum problema muito sério entre vocês? Por que você não saiu do futebol junto com ele?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Veja como são as coisas. No dia em que foi convidado para ser o vice de futebol, Ricardo Tenório me convidou para ajudá-lo naquela empreitada dizendo, entre outras coisas, que eu conhecia muito a legislação, os contratos, jogadores, pessoas dentro do futebol, e que como eu já tinha um nome reconhecido no clube, iria blindá-lo de possíveis ataques por ser ele apenas um torcedor do Fluminense. No dia 4 de setembro de 2009, quando Ricardo Tenório assumiu a vice de futebol, disse ao Globoesporte.com: &#8220;Não conversei com as pessoas do departamento de futebol, a não ser pelo telefone. O Mário é uma pessoa que já é de dentro do Fluminense. Quero trazê-lo para a gestão do futebol. Com certeza só vai agregar valor e benefícios. É uma atitude que vai ajudar o Fluminense neste momento. As mudanças serão feitas na medida certa. O Mário é uma pessoa de minha inteira confiança, apaixonada que nem eu pelo Fluminense. É disso que a gente está precisando, de tricolores apaixonados&#8221;. Eu aceitei o desafio e tempos depois percebi que o sucesso e a vaidade tinham tomado conta do cidadão, mas entendi como algo normal, já que apesar de muito bem sucedido na vida profissional e familiar, ele jamais tinha visto seu próprio nome estampado nos jornais. Fui levando sem problemas e fazendo meu trabalho para ajudar o Fluminense. Houve um problema grave de relacionamento entre ele e algumas pessoas, inclusive comigo, quando na véspera da estréia do Estadual, por uma besteira que sequer era de minha responsabilidade, ele me colocou para fora do hotel onde o clube estava hospedado e me ofendeu moralmente. Passei por cima do problema, até mesmo porque achava que ele era meu amigo e resolvi perdoar e seguir em frente. Ele seguiu no comando e continuou a comandar o departamento do jeito dele (segundo ele mesmo dizia e declarou recentemente em entrevista ao Lancenet) e acabou caindo por si próprio. Quando saiu, exigiu minha saída como num pacto de lealdade por ter teoricamente me colocado lá. Não fui para lá por política e sim para ajudar o Fluminense com minha capacidade profissional, até porque tenho formação acadêmica e especialização em Direito Desportivo. Além do mais, não foi ele que me levou ao Fluminense, porque enquanto ele ainda estava no radinho de pilha (como ele mesmo disse na entrevista coletiva quando se apresentou como vice de futebol), eu já ganhava muita coisa para o Fluminense nos tribunais. Quando ele fez esta exigência para minha saída, percebi que Ricardo Tenório tem um projeto pessoal de poder (o que é um direito legítimo dele), não um projeto para o Fluminense. Basta ver que em apenas poucos meses, ele já passou por três grupos políticos. É aquela frase do filósofo Romário: “Acabou de entrar no ônibus e já quer sentar na janela”.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Duas das jovens promessas tricolores, Wellington Silva e Maicon, foram vendidas enquanto você estava no departamento de futebol. Ambas as transações receberam pesadas críticas no Blog da Flusócio e de seus leitores. Você foi consultado antes da conclusão dos dois negócios?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; No caso do Wellington Silva não fui consultado e não participei de qualquer reunião. Fui apenas informado junto com o jurídico interno para montagem jurídica da operação, mas isso acaba ocorrendo num clube onde o vice de futebol decide os caminhos do futebol monocraticamente, consultando seus pares só naquilo que lhe interessa. No caso da venda do Maicon, posso dizer que participei de algumas reuniões e que a decisão foi tomada depois de muita análise da situação fática e da vontade do jogador. Fizemos reuniões com o gerente financeiro do clube, com o investidor que é a Traffic, com o procurador do atleta que pressionou demais para ele ir embora&#8230; Chegou um momento que a equação ficou difícil de resolver. O atleta queria ir de qualquer jeito, o procurador fazia a cabeça dele para isso, e caso aumentássemos o salário demais, ele perderia o interesse em sair, o que faria com que o investidor pudesse cobrar de nós um valor por ele não ter ido. Chegou um momento que ficou insustentável e o jogador solicitou de forma contundente sua saída. Ou se ficava com ele insatisfeito, ou se vendia e obtinha o resultado da venda. A decisão não foi minha porque passa sempre pelo vice de futebol e presidente do clube, mas posso dizer que tive ciência de tudo e que não fui contra diante da situação que se desenhou.</p>
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		<title>Com a palavra, Mário Bittencourt</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 03:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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Na última terça-feira, o advogado do Fluminense, e ex-gestor de futebol do clube, Mário Bittencourt esteve presente na reunião aberta da campanha Peter Siemsen. Ficamos felizes com sua presença, e a pedidos de muitos tricolores que estavam no evento resolvemos fazer uma entrevista especial com ele. Será a primeira em nosso blog, e nada melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/mario_bittencourt1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-13353" title="mario_bittencourt1" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/mario_bittencourt1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p align="justify">Na última terça-feira, o advogado do Fluminense, e ex-gestor de futebol do clube, Mário Bittencourt esteve presente na reunião aberta da campanha Peter Siemsen. Ficamos felizes com sua presença, e a pedidos de muitos tricolores que estavam no evento resolvemos fazer uma entrevista especial com ele. Será a primeira em nosso blog, e nada melhor do que uma ilha de excelência do Fluminense para ser protagonista dela. Foram 15 perguntas ao todo e vamos dividir o material em três posts. Segue a primeira parte:</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Sobre as rescisões de contratos de alguns atletas durante o período em que você foi gestor de futebol, alguns o acusam de ter cometido as mesmas práticas de gestões anteriores, que aumentaram sensivelmente o passivo do clube. O que você tem a dizer sobre isso?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; A multa do artigo 479, de acordo como que determina a lei, deve ser paga de uma só vez, mas consegui em todos os casos parcelar em mais de dez vezes para o Fluminense ter condições de pagar e posso garantir que tudo vem sendo pago corretamente pelo departamento financeiro junto com a folha salarial. Luiz Alberto e Urrutia não quiseram nem conversar e por isso devem procurar seus direitos na Justiça.  O que as pessoas têm que entender é que se qualquer jogador que for mandado embora antes do término do contrato, o clube ficará devendo algum valor em razão da legislação trabalhista. A lei hoje em dia é muito cruel com o clube e o que se tem que fazer para minimizar os riscos de ações é realizar contratações com contratos menores, com multas reduzidas e se possível de jogadores ainda jovens que possam dar algum tipo de retorno financeiro ao clube e ser moeda de troca. Caso contrário, além de pagar a indenização, você não terá chance de envolver o atleta em alguma negociação benéfica para o clube. Mesmo assim, chegando com muita coisa complicada e contratos ruins, ainda consegui um enorme êxito, evitando pelo menos 60% de possíveis novas ações.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio  &#8211; No fim de 2009, você substituiu Gustavo Mendes e foi uma das peças importantes para o Fluminense se livrar do rebaixamento no Brasileirão. Em 2010, porém, mesmo com o reforço de Ricardo Corrêa no scout, o trabalho ainda não deu resultado. Por que dentro de campo, o time não correspondeu as expectativas até agora?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt &#8211; Futebol não é uma ciência exata e muito menos simples. O elenco era inchado e quando chegamos em setembro de 2009, tínhamos a primeira tarefa que era tentar livrar o Fluminense do rebaixamento. Esta tarefa acabou sendo concluída com sucesso somente no dia 6 de dezembro de 2009, ou seja, durante todo este período não se teve como trabalhar contratação de jogadores porque não se sabia se o Fluminense disputaria a Série A ou B. Dessa forma, o scout fez dois trabalhos e deixou pronto, um visando Série A, outro visando Série B, mas somente demos o start após a batalha de Curitiba. Fizemos uma reunião com a comissão técnica e o scout e confrontamos as listas de reforços para chegar a um denominador comum. Elaboramos a lista de dispensa e analisamos as necessidades de renovação de contratos e também as carências do elenco. Nessa hora, tem que haver bom senso porque existe um treinador no comando e não adianta você definir tudo sozinho ou deixar ele definir tudo sozinho. Mantivemos a base do elenco, valorizamos os atletas feitos em casa, renovamos o contrato do Mariano (que no início do ano era abominado por todos e depois passou a ser o principal da posição), e tentamos pontualmente acertar o time para o início da temporada, mas sempre alertando que novas contratações poderiam ser feitas adiante. Acho que como início de trabalho foi bom, até mesmo porque o Fluminense iniciou o ano jogando um ótimo futebol e com futuro promissor. Alguns jogadores ainda não deram certo, mas acho que temos que ter paciência, porque em 2009 fomos mandando jogadores embora, no final passamos um sufoco e acabamos vendo que alguns jogadores saíram e fizeram sucesso em outros clubes e que jogadores como o Mariano deram uma enorme guinada de forma positiva. Futebol, na minha visão, é longo prazo e temos que dar tempo ao Muricy para que ele conheça o elenco e possa trabalhar melhor as peças. Por fim, acho que o time vinha bem este ano, deixando a desejar em alguns momentos decisivos, o que demonstra a necessidade de mais algumas pontuais contratações para se criar uma “espinha dorsal” no time. Lembro ainda que a troca de treinador causa uma mudança que requer nova adaptação, sem contar o fato de que Muricy chegou e já teve de cara, em seu primeiro jogo, os desfalques de Fred, Conca e Alan, ou seja, três de nossos principais jogadores não atuaram, o que complicou nossa vida na Copa do Brasil. Vamos dar tempo ao treinador e aguardar que o trabalho vai aparecer. O que não pode haver, na minha modesta opinião, é uma nova troca de comando até o final do ano.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; O contrato do volante Fábio Santos foi rescindido no meio do Campeonato Brasileiro, pouco tempo após você assumir o cargo de gestor de futebol, e causou muita polêmica na época. O próprio jogador dispara até hoje contra a diretoria do Fluminense. Afinal, o que houve com o atleta que motivou a decisão na época?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt –  O currículo de problemas do Fábio Santos fala por ele próprio. Não é verdade? O que acho curioso é que alguns torcedores acharam ruim a saída dele e alegam que a rescisão gerou uma multa. Ora, toda e qualquer rescisão, se não negociada, gera uma multa e neste caso trabalhista, como já dito anteriormente por mim, a multa está na lei, mais precisamente no artigo 479 da CLT, e o contrato dele previa isso expressamente. Quando chegamos ao departamento de futebol, recebemos o histórico deste atleta e as informações não eram boas. Disseram que desde o primeiro dia, ele criticava a estrutura do clube, falava mal dos aparelhos, do campo, enfim, de tudo, e mais, na frente dos companheiros e fazendo alusões aos outros clubes que ele passou anteriormente como São Paulo, Cruzeiro e Lyon. Ora, o sujeito vem para o Fluminense, pede para receber uma grana alta por mês, acertam este contrato e depois ele vai tentar enfiar na cabeça dos companheiros que o clube é ruim? Não se pode aceitar isso de jeito nenhum. Mesmo assim, ficamos com ele porque desde nossa chegada não observamos este tipo de comportamento, pelo menos abertamente. Vamos então aos fatos do porquê da saída dele. Ele foi entregue a preparação física e ficou à disposição do treinador nas vésperas do jogo contra o Grêmio em Porto Alegre. Treinou durante toda a semana (na época treinávamos no CFZ) e foi relacionado para o jogo. Na sexta-feira, fizemos um day use num hotel no Recreio para treino em tempo integral e cheguei a perguntar a ele no almoço se estava tudo bem. Ele disse que achava que estava ficando gripado, mas que o resto estava tudo tranquilo. Disse a ele então: “Da gripe, você fica bom até domingo e vamos pro jogo. Certo?” Ele disse que sim e voltou para o treino da tarde. Treinou e viajamos sem problemas. No sábado, já em Porto Alegre, durante o treino no Beira-Rio, ele de repente, sem mais nem menos, abandonou o treino e saiu gritando para todo mundo ouvir que o departamento médico do clube não funcionava, que estava sendo obrigado a jogar e que estava com dor e ninguém estava acreditando nele. Chegamos no hotel depois deste “ataque” e o vice-presidente da época, Ricardo Tenório, teve um conversa com ele dizendo que se estava sentindo dor, não precisava jogar, mas que ficasse junto ao grupo para apoiar no jogo do dia seguinte. Ele disse que não, que queria ir embora, que não queria ficar, que queria consultar o médico dele em São Paulo e que se ficasse talvez até cometesse um ato de loucura no hotel. Deixamos ele subir para o quarto para esfriar a cabeça e fizemos uma reunião com Cuca, Eudes (assistente do Cuca), Branco, Ricardo Tenório, eu, Alcides Antunes, o médico que estava na viagem, Dr. Adilson, e Rodrigo Henriques. Definimos que talvez fosse melhor ele voltar ao Rio. Cuca e o Eudes, muito ponderados, pediram para falar com ele no quarto e tentar que ele ficasse. Aceitamos a sugestão, eles foram lá e na volta disseram que ele estava irredutível e queria ir embora. Assim, o colocamos num voo no dia seguinte para o Rio e deixamos o assunto para a volta do jogo. Na semana seguinte, fizemos uma reunião com o agente do jogador, o ex-atleta Marcelo Djian, figura da maior educação, elegância, classe e de enorme boa vontade para resolver o problema, já que a dificuldade de relação entre as partes (clube e atleta) era visível. Marcelo Djian, que concordou conosco, foi a casa do atleta várias vezes e retornou ao clube várias vezes para tentarmos chegar a um acordo. O atleta pediu um valor e queria receber do patrocinador, mas informamos a ele que o contrato com o patrocinador era de imagem e que nossa parte era apenas o contrato de trabalho. De qualquer forma o agente dele chegou também a conversar com o patrocinador e fomos praticamente fechando tudo. De repente, o atleta deu outro rumo à conversa e disse que ia aparecer no clube para treinar. Aí você tem que tomar a decisão se o cara que causou o maior problema às vésperas de um jogo que você tomou de 5 a 1 vai continuar no elenco ou se vai sair do clube. Alguns vão perguntar: Por que não deram logo uma justa causa nele naquele dia? Não demos porque todos os que conhecem o meio sabem que confirmar uma justa causa na Justiça do Trabalho é algo muito difícil e no futebol, que já atuo como advogado há quase doze anos, as pessoas na hora dizem que vão prestar depoimento a seu favor, mas quando chega o dia da audiência não querem ir e quando são intimadas acabam colocando panos quentes no que o atleta fez. Além do mais, ele se desequilibrou, ameaçou um ato de loucura, mas naquele dia não cometeu. O vice-presidente Ricardo Tenório decidiu não contar mais com o jogador por entender que ele prejudicava o ambiente e acho que a posição foi acertada. De qualquer forma, ele solicitou minha opinião jurídica e eu disse o seguinte: “Se ele ficar, temos que pagar o contrato dele até o final e se ele sair, a lei diz que pagamos apenas a metade e ainda podemos discutir em juízo que a saída dele se deu por culpa recíproca, por intensa animosidade entre as partes, por incompatibilidade ou quem sabe num futuro resolver de outra forma com uma composição amigável em juízo.” Ele aceitou minha ponderação, sendo certo que ainda expliquei a ele, que neste caso teríamos “briga jurídica” por mais uns oito anos pelo menos. Aí é uma decisão que deve ser tomada de forma a não prejudicar o andamento das coisas e minimizando riscos, mas pensando também na instituição. Em qualquer organização coorporativa é assim, você toma as decisões e pesa onde vai ganhar e onde vai perder. É custo-benefício!!! Só sei que depois que ele saiu, o grupo melhorou e o resultado todos nós sabemos qual foi. O curioso é que estou respondendo esta pergunta de vocês logo após o São Paulo vencer o Cruzeiro no Mineirão pela Libertadores e o Fábio Santos, que há uma semana fez juras de amor ao Cruzeiro e esculhambou o Fluminense, deu entrevista dizendo que estava abandonando a carreira por ter sido vaiado. Será que dava para mantê-lo no elenco?</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Leandro Amaral, após meses sem dar entrevistas, voltou a falar. Só agora seu real problema foi revelado, e o jogador parece querer voltar a jogar. Por que demorou para o seu caso ser divulgado em detalhes? Por que ele ficou tanto tempo parado até receber oficialmente seu salário pelo INSS? Ele ainda tem contrato com o Flu?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt – Leandro Amaral é um profissional sério, aplicado, dedicado e foi merecedor de todo o nosso respeito. Quando chegamos já tinha o problema e fui designado para falar sempre sobre o caso por causa do meu conhecimento na área jurídica. Nunca falei sobre o que ele tinha no joelho. Primeiro porque não sou médico e mesmo se fosse existem questões éticas quando se fala da saúde de uma pessoa. Segundo porque até mesmo juridicamente não se deve entrar em certos detalhes quando um atleta tem algum tipo de problema que pode acabar na suspensão ou rescisão de seu contrato de trabalho. Conversava sempre com o Michael Simoni sobre o assunto, e o Michael, que além de médico brilhante e meu médico, é meu amigo, dizia que o problema do Leandro era complicado, mas que ele poderia um dia voltar a jogar. Certo dia, um jornalista perguntou se eu poderia afirmar que o Leandro Amaral tinha artrose e se seria inválido para o futebol. Eu disse de forma dura que não falava sobre o assunto porque não exporia um pai de família com três filhos para criar e que além do mais eu não era médico para sentenciar qualquer tipo de patologia em qualquer ser humano. Depois de algum tempo, vendo que o atleta não voltaria rápido aos campos, conversei com ele, com sua esposa, com seu advogado e com o advogado do patrocinador (pessoa de extremo equilíbrio e sensatez) no sentido de colocá-lo recebendo pelo INSS, já que ele estava realmente em situação de doença. Eles aceitaram a ideia e em razão do atleta estar muito desgastado com toda a situação e ser complicado um retorno aos campos com a camisa do Fluminense, preparamos um instrumento particular entre as partes (assinado também pelo advogado dele) onde ficou expresso que caso o INSS libere o atleta aos campos, o contrato dele com o Fluminense está automaticamente rescindido e ele poderá atuar por outro clube. Em razão desse nosso acordo, ele também se acertou de forma amigável com o patrocinador no que se refere ao contrato de imagem, como ele mesmo declarou na entrevista que deu outro dia abrindo o coração e todo o seu problema ao país. Não me arrependo um minuto de ter levado o assunto em sigilo porque sabia o problema do atleta e nessas horas temos que ter caráter e personalidade para tomar as “pancadas” e não esmorecer pelo simples fato de que se estamos fazendo a coisa certa, o que nos absolve é nossa consciência. Em razão disso, tenham certeza, tenho uma ótima relação com várias pessoas no futebol porque consigo manter os assuntos internamente sem expor o ser humano. A situação agora é a seguinte: ele tem este instrumento que encerra o contrato caso a perícia diga que ele está apto, mas quem decide se ele realmente sairá é o novo comando do futebol.</p>
<p align="justify"><strong>Flusócio &#8211; Outro caso polêmico é do jogador Dalton, que até a Traffic ofereceu para pagar seu FGTS, mas o clube não quis. Felizmente, nas primeiras audiências, você venceu, e o Fluminense não perdeu o atleta. Por que, então, ele até hoje não se reapresentou? É possível envolvê-lo em uma troca com outro clube?</strong></p>
<p align="justify">Mário Bittencourt – Vou esclarecer um pouco as coisas e fazer justiça. A Traffic ofereceu, mas a verdade é que o clube achou interessante a ideia e ficou de marcar uma reunião para debater a forma contábil e financeira para fazer esta operação. A reunião demorou a ser marcada e nesse meio tempo, o Dalton entrou com a ação. Não sei se já houve esta reunião depois que saí do futebol. Quanto ao Dalton, ele é uma ótima pessoa e acho sinceramente que está muito mal orientado por alguém que não sei quem é. De qualquer forma, acho que ele ainda volta do clube, pela porta da frente e reintegrado, mas como já disse antes, não depende mais de mim e sim do novo comando do futebol. Quanto à questão jurídica, pelas duas decisões contrárias a ele, ele já deveria ter voltado, mas como ainda não o fez, estamos enviando telegramas solicitando a volta dele aos treinos. Talvez ele esteja orientado pelo advogado a não voltar para que tomemos algum tipo de atitude drástica, mas não vamos tomar porque o queremos de volta e vinculado ao clube. Enquanto ele não retorna, descontamos no salário e não pagamos os dias não trabalhados e quando voltar, se voltar, pensamos em quem sabe estender o tempo de contrato, já que a lei nos faculta isso. Se é possível envolvê-lo em uma troca? Depende do novo comando do futebol.</p>
<p align="justify"><strong>A entrevista continuará em outros posts. Confiram!</strong></p>
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		<title>Uma proposta do presidente</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 13:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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Quem foi na excelente reunião aberta da última terça-feira ouviu o candidato Peter Siemsen discorrer sobre alguns dos principais pilares que podem ajudar o Fluminense a incrementar sua receita no futuro para melhorar o desempenho esportivo e pagar sua dívida, principalmente a trabalhista, no médio e longo prazos.
Um destes pilares é a necessidade do Fluminense [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/FotoPeter02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13331" title="FotoPeter02" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/FotoPeter02.jpg" alt="" width="190" height="162" /></a></p>
<p align="justify">Quem foi na excelente reunião aberta da última terça-feira ouviu o candidato Peter Siemsen discorrer sobre alguns dos principais pilares que podem ajudar o Fluminense a incrementar sua receita no futuro para melhorar o desempenho esportivo e pagar sua dívida, principalmente a trabalhista, no médio e longo prazos.</p>
<p align="justify">Um destes pilares é a necessidade do Fluminense explorar diretamente as receitas do &#8220;day use&#8221; nas suas partidas. Não apenas bilheteria, mas também é possível ganhar dinheiro com lojas, bares, restaurantes, estacionamento, etc.</p>
<p align="justify">Na hora da reunião, muita gente pode ter achado que esta proposta será difícil de ser implementada por um clube que manda seus jogos num estádio público, como o Maracanã. Mas o futuro Presidente do Fluminense não compartilha desta premissa.</p>
<p align="justify">O Portal da Copa de 2014 publicou matéria explicando o modelo de PPP (parceria público-privada) que permitirá aos clubes mineiros serem gestores das receitas dos seus jogos no Mineirão, que também é um equipamento do Governo Estadual.</p>
<p>Confiram abaixo alguns trechos da matéria:</p>
<p align="justify">“<em>Insisto no termo Gestão Compartilhada porque está é uma PPP mais específica. Nele temos a participação de dois conjuntos de empresas. Primeiro, os clubes. Segundo, um conjunto de empresas ligadas à construção manutenção de arenas de eventos”, enumera Barreto. “O estado entra como contratante, regulando o contrato e definindo as regras. A concessionária entra fazendo a construção e operando o estádio. E os clubes usando o equipamento e dando a ele seu conteúdo”, resume, descrevendo modelo inspirado em experiências europeias e asiáticas.</em>&#8220;</p>
<p align="justify">&#8220;<em>América, Atlético e Cruzeiro responderão por 54 mil assentos durante os jogos, além do de ficarem com a arrecadação do estacionamento e, a exemplo do que acontece hoje, os clubes continuarão definindo o valor do ingresso de suas partidas. A rentabilidade do parceiro privado se dará pela oferta de 15 mil assentos diferenciados, como camarotes, além dos bares. Além disso, o novo Mineirão permitirá um uso do equipamento independente das partidas, como restaurantes, lojas e museus – estruturas que também estarão sob gestão do concessionário</em>.&#8221;</p>
<p>Clique <a href="http://www.copa2014.org.br/noticias/2724/MINAS+INOVA+E+SUGERE+GESTAO+COMPARTILHADA.html">aqui</a> para ler a matéria completa.</p>
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		<title>Orçamento 2010 já tem um rombo&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 03:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flusócio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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Apesar de ainda faltar no site oficial um relatório comparativo das despesas do orçamento 2010 X realizado do ano anterior, já é possível, a cada trimestre, ter uma noção de como está sendo realizado o orçamento do atual exercício.
O orçamento de 2010 previa um superávit no primeiro trimestre de R$2,415 milhões, porém o balancete recém-publicado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/orcamento.jpg"><a href="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/orcamento1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-13324" title="orcamento" src="http://flusocio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/orcamento1-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a>
</p>
<p align="justify">Apesar de ainda faltar no site oficial um relatório comparativo das despesas do orçamento 2010 X realizado do ano anterior, já é possível, a cada trimestre, ter uma noção de como está sendo realizado o orçamento do atual exercício.</p>
<p align="justify">O orçamento de 2010 previa um superávit no primeiro trimestre de R$2,415 milhões, porém o balancete recém-publicado no site oficial aponta um déficit de R$4,066 milhões, ou seja, temos um rombo de R$6,481 milhões (2,415 + 4,066) que não foi previsto.</p>
<p align="justify">Nesta hipótese podem ter ocorrido despesas excedentes às dotações orçamentárias, quebra na realização de receitas previstas, ou as duas coisas.</p>
<p align="justify">Analisando a receita verificamos que havia uma previsão de R$21,140 milhões, tendo sido realizada R$23,233 milhões, ou seja, tivemos mais receitas do que previsto, basicamente na rubrica “Receitas com Repasse de Direitos Federativos”, prevista em R$6,200 milhões e realizada R$8,840 milhões, um acréscimo de R$2,240 milhões que já justifica o aumento na receita prevista. Certamente tem a ver com as vendas de Maicon e Wellington Silva.</p>
<p align="justify">Já com relação às despesas, havia uma previsão de R$18,725 milhões, tendo sido realizadas R$27,299 milhões, ou seja, as despesas excederam as dotações orçamentárias em R$8,574 milhões, e ainda estamos no 1º trimestre do exercício.</p>
<p align="justify">Conforme já citado anteriormente, a falta de um relatório comparativo das despesas do orçamento 2010 X despesas efetivamente realizadas no ano anterior, dificulta a análise das despesas realizadas, e um dos motivos é a existência de uma rubrica chamada de “Despesas Tributárias”, que só aparece nos balanços e balancetes, não sendo visível no orçamento à época da sua abertura. No 1º trimestre de 2010 esta despesa foi realizada em R$2,825 milhões.</p>
<p align="justify">Foram realizadas no 1º trimestre de 2010 Despesas Financeiras Líquidas no montante de R$2,411 milhões, e mais R$5,942 milhões de Provisões/Atualizações (Contingências), totalizando R$8,353 milhões.</p>
<p align="justify">Tudo indica que dentro do orçamento inicial essas duas rubricas estão inclusas no grupo de Despesas Financeiras, previstas em R$4,644 milhões, então tivemos um excesso da ordem de R$3,709 milhões (R$8,353 milhões – R$ 4,644 milhões).</p>
<p align="justify">Foram apropriadas despesas com Amortização/Depreciação no montante de R$2,624 milhões, quando a previsão era de apenas R$632 milhões. Nesse grupo são registrados os custos diretamente relacionados com a contratação e renovação de atletas profissionais e o custo de atletas em formação.</p>
<p align="justify">A amortização dos valores dos contratos de atletas profissionais é realizada de acordo com o prazo de cada contrato e sobre os custos de formação dos atletas é considerada, “no encerramento do exercício”, a possibilidade de recuperação econômico-financeira do valor líquido contábil de cada atleta em formação. Constatada que tal recuperação, total ou parcial, não se realizará, é constituída provisão para perda, ou baixa do ativo.</p>
<p align="justify">Ou seja, esse excesso de despesas de amortização próximo dos R$2,0 milhões, também pode estar relacionado com a venda do Maicon.</p>
<p align="justify">Esperamos que o nosso Conselho Deliberativo busque junto ao Conselho Fiscal, e este junto ao Gestor Financeiro, as explicações que mais uma vez se fazem necessárias.</p>
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