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Conheça aqui o Fluminense e seus bastidores.

O grupo Flusócio nasceu de conversas informais na arquibancada. Um grupo de torcedores indignados com a maneira como o clube tem sido administrado nos últimos tempos vislumbrou a necessidade de entrar como sócio e tentar mudar o Fluminense de dentro para fora.
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Um anfitrião mal educado

O torcedor do Fluminense que foi ao Engenhão ontem passou por maus momentos. Uma verdadeira operação tartaruga foi montada na entrada da torcida visitante, fazendo com que os torcedores que respeitavam a fila demorassem mais de uma hora para entrar no estádio. Obviamente, isto não ocorreu do outro lado do estádio, onde o número de torcedores, como de hábito, era menor, o número de roletas, maior, e talvez a revista policial não fosse tão detalhada.

O despreparo da polícia não é novidade. Artifícios pequenos que alguns clubes utilizam, principalmente aqueles em desespero, próximo ou dentro da zona de rebaixamento, para tirar qualquer vantagem sobre o adversário e tentar ganhar na marra também não. Sendo assim, não há justificativa para que a diretoria tricolor, mais uma vez, não tome medidas para proteger seu torcedor. Será que havia ao menos algum funcionário do clube encarregado de acompanhar a entrada dos torcedores e fazer nossa diretoria tomar ciência do que passamos ontem para que possa tomar providências?

Nossa torcida é realmente diferenciada, educada. Fosse outra, talvez os maus tratos de ontem fossem recebidos de outra forma.

Com o iminente fechamento do Maracanã, cabe uma reflexão se o Engenhão é realmente o local adequado para receber nossos jogos. É necessário pensar em alternativas.


Um ponto na raça

Mesmo sem atuar bem, o Fluminense conseguiu arrancar um ponto contra os donos da casa, na base da raça, no clássico de hoje realizado no Engenhão. Se considerarmos a semana turbulenta e a dificuldade encontrada na partida de hoje, foi um ponto ganho na tabela.

O jogo foi ruim tecnicamente, principalmente devido ao péssimo estado do gramado, fato que prejudicou muito o Fluminense, que é um time mais técnico e mais leve. E também foi uma partida muito nervosa por causa do desespero do adversário, que começou e terminou a rodada na zona de rebaixamento.

Jogando como mandante, o Botafogo usou e abusou da falta de fair play e da intimidação para tentar a vitória. E também pressionou o péssimo árbitro durante toda partida. Mas como a sorte normalmente não premia quem usa de métodos sujos, o rival alvinegro não teve competência para vencer.

Durante a partida, o ataque adversário produziu muito, mas esbarrou numa atuação espetacular do goleiro Fernando Henrique, que garantiu o empate, assim como já tinha sido decisivo nas vitórias contra o Avaí, Santos e Cruzeiro.

Tivemos outros pontos positivos na tarde de hoje, como a boa estréia de Emerson, lutando muito e tomando conta da posição de titular, e também o comparecimento da torcida tricolor em número experssivo, bem maior que a torcida rival. A entrevista do Muricy após o jogo também foi sensacional e mostrou o grande caráter que ele tem. Sorte do Flu ter um profissional com esse perfil no comando técnico.

De negativo, tivemos a preocupante contusão do Fred, a atuação ruim do Conca e a nulidade de Belletti no meio-campo, sobrecarregando Diogo e também deixando expostos os três zagueiros de área. Mas como atenuante, percebemos que Thiaguinho, a outra opção que tinha o Muricy, quando entrou na partida, fez todos entenderem o porquê do treinador ter deixado Belletti em campo tanto tempo, mesmo sem condições físicas mínimas.

Quanto à disputa pela liderança, a vitória do Corinthians já era prevista, dentro de casa contra o Guarani. O jogo deles até estava duro, empatado em 1 a 1 até a metade do segundo tempo, e os donos da casa com um jogador a menos depois da agressão de Dentinho ao lateral adversário. Mas o time de André Sanchez, maior aliado e grande amigo de Ricardo Teixeira, teve sua sorte facilitada com uma expulsão fabricada do zagueiro adversário e conseguiu o gol de desempate numa falta inventada na entrada da área.

Portanto, perdemos a ponta da tabela, mas agora temos uma semana inteira para tentar recuperá-la no sábado, em grande estilo e num Maracanã lotado, contra o Atlético-PR.

O rival paulista terá pela frente o Palmeiras. Acreditamos que pelo menos os holofotes costumeiros de um grande clássico regional podem ajudar a garantir uma arbitragem isenta.

Crédito da foto: Site Oficial do FFC.


Dia de lotar o Engenhão

Clássico difícil pela frente…

Hoje temos a liderança do campeonato mais difícil do mundo para defender…

É preciso apoiar um treinador vitorioso e de grande caráter…

E se juntar mais uma vez ao exército do time de guerreiros…

De certo, mesmo se não tivessem tais fatores em jogo, a torcida de guerreiros estaria presente.

Mas com todos estes atrativos na mesa, e ainda as estréias de Belletti e Emerson, a meta é esgotar os 22.500 ingressos destinados à torcida do Fluminense e empurrar o Flu pra cima do rival, dentro da casa deles.

Tricolores, todos ao Engenhão!


Um não à prepotência

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, comentou há poucos dias a importância de que haja um limite de tempo para o exercício da presidência da CBF. Chegou a sugerir um mandato de quatro anos com direito a apenas uma reeleição. A cada novo gesto, a cada nova atitude de Ricardo Teixeira, mais força adquirem as palavras do presidente Lula e mais razão é preciso dar ao atual principal mandatário da nação.

A CBF é uma entidade privada, mas que administra a paixão de dezenas de milhões de brasileiros. Quando alguém se eterniza num cargo ou se investe de um poder desmesurado, sente-se acima das boas regras de convivência, livre para tomar a atitude que bem deseja e eventualmente passar por cima daqueles a quem devia prestar contas e tratar com a cordialidade devida. O presidente da CBF não foge à regra.

O convite a Muricy Ramalho foi um gesto carregado de arrogância, e também uma atitude de desprezo por um clube afiliado. Não por acaso, o Fluminense ousou votar contra o candidato de Ricardo Teixeira na disputa à presidência do Clube dos 13. O São Paulo fez o mesmo e, como retaliação, além de não deixar o Morumbi ser sede da próxima Copa, a CBF antecipou a abertura da janela para inscrição de novos atletas.

Alguém consegue imaginar a Fifa, durante uma Copa, causando desestabilização nas seleções que disputam o torneio? Não. Claro que isso é inimaginável em qualquer órgão esportivo que zele seriamente por suas competições. Na CBF, porém, tudo é possível. O Campeonato Brasileiro é a a principal competição da entidade, mas ela tenta, de maneira quase terrorista, roubar o técnico do líder do campeonato na décima rodada.

Os maus tratos ao Fluminense não são novidade. Já são mais de 20 anos de más arbitragens e percalços infinitos. Quando chegou à final da Libertadores, em 2008, o clube foi abandonado à própria sorte e à arbitragem facciosa e de triste memória de Hector Baldassi. Onde estava o presidente da CBF no dia 2 de julho de 2008? Bem longe do Maracanã. O que ele disse após a final cuja arbitragem foi unanimidade negativa? Nada.

No atual Brasileiro, fomos alvos de erros grosseiros, assim como ocorreu em 2008 e 2009. Caso contrário, a liderança atual seria até mais folgada. Quem tem sido o maior beneficiado no atual certame? Não por acaso, o Corinthians, aliado figadal e cujo presidente é apontado como possível sucessor de Ricardo Teixeira. Resta saber qual será a represália que a CBF prepara ao Fluminense nos próximos 28 jogos do campeonato.

Na festa da CBF que premiava os melhores do Campeonato Brasileiro de 2009, o rubro-negro Ricardo Teixeira era só sorrisos ao entregar a taça ao capitão do Flamengo, Bruno. Pouco antes, o então presidente Márcio Braga agradecia o presidente da CBF pelo título, que sem ele não seria possível. Márcio Braga, um dirigente antigo, que sabe se articular nos bastidores do futebol brasileiro, certamente devia saber o que dizia.

É preciso que a diretoria do Fluminense Football Club redobre agora sua atenção com as arbitragens e julgamentos do STJD ao longo do Brasileiro. E esperamos que os bons jornalistas fiquem de olho. Uma coisa está clara: o Fluminense, há anos, não parece tão forte e determinado dentro de campo. O time de guerreiros está cada vez mais encorpado e tem um excelente treinador, que permite aos tricolores almejarem voos mais altos.

Fora de campo precisamos mostrar a mesma disposição para o embate que permitiu segurar Muricy. Uma decisão que merece aplauso, e que foi tomada graças à ação firme e ao respaldo de Celso Barros. Um gesto que deve ser interpretado como um “não” à prepotência e à arrogância. E que significa, em toda a sua amplitude, uma gigantesca reafirmação da grandeza do Fluminense. Um grande presente pelos 108 anos recém-completados.

Enfim, uma batalha foi vencida, mas a guerra continua. É necessário agora estar mais atento do que nunca ao que acontece fora das quatro linhas. Só assim, Ricardo Teixeira será obrigado a anunciar uma enxaqueca insuportável para não participar da festa de entrega da taça ao campeão brasileiro de 2010. Sorte sua, Fred. Sorte sua, Muricy, homem de caráter e integridade únicos, a cara do Fluminense que sempre pregamos.


Fica Muricy!

Informações da imprensa reveleram agora que Muricy está em uma reunião com o Ricardo Teixeira e pode ser anunciado como técnico da Seleção ainda hoje. A notícia surgiu como uma ducha de água fria em todos os tricolores, justamente poucas horas depois do Fluminense virar líder do Campeonato Brasileiro.

Se é verdade ou não, só as próximas horas dirão, mas não podemos deixar de nos manifestar. Poderíamos criticar muito a CBF, que não tem o direito de prejudicar um time no meio de um campeonato, mas deixaremos isso para os comentários. Por hora, a nossa intenção é fazer só um pedido para o treinador.

Quarta-feira passada foi aniversário do Fluminense. O clube completou 108 anos de uma história recheada de glórias. O maior desejo de todos nós, nesse momento, caro Muricy, é que você fique no nosso Tricolor, e mais do que isso… renove com o clube por mais dois anos. Seria o nosso presente de aniversário.

Você, mais do que qualquer treinador nos últimos tempos, resgatou a esperança nos milhões de tricolores espalhados pelo mundo. Temos sonhado todos os dias com o título brasileiro, uma conquista que parecia tão distante nos últimos 10, 20, 25 anos, mas com você, felizmente, virou uma realidade mais concreta.

O seu destino, Muricy, é seguir os passos de Telê Santana. Se sair agora, seu mestre, lá do céu, certamente não gostaria, pois ele é tão tricolor, e tão apaixonado pelo clube, como nós. Você viu a festa que fizemos nos últimios jogos no Maracanã? Tenha certeza que muitas outras, até mais lindas, virão por aí.

Será que vale trocar a tranquilidade das Laranjeiras pela pressão da seleção em uma Copa aqui no país? Seria interessante ceder as influências que há dentro da seleção para ter seu trabalho de quatro anos avaliado em um mata-mata que só o título interessa? Entendemos que todo profissional é movido a desafios, mas até o Felipão preferiu ficar em um clube nesse momento. Ele estaria errado?

Muricy, lembramos que o nosso candidato, Peter Siemsen, também valoriza muito o seu trabalho. Em várias conversas com Celso Barros, mesmo antes de você chegar, ele sempre expressou isso. E tenha certeza que se você ficar, caso Peter seja eleito presidente do Fluminense em novembro, ele conta com você.

Pense. Pense bem. Fique no Fluminense pelo menos até o fim de seu contrato, no fim do ano, e dê esse título tão sonhado para a gente. E se continuar depois no clube, nós o ajudaremos a conquistar Libertadores e Mundial, tenha certeza. Fica o nosso pedido, até porque o coração de toda torcida está com você.


Líder!

Passaram-se longos 1517 dias. Desde 27 de maio de 2006, quando o Fluminense bateu o Flamengo por 1 a 0 (gol de Tuta), pela nona rodada do Brasileirão, o nosso clube não ocupa o lugar mais alto da tabela. De lá para cá, vivemos intensamente. Do fundo do poço ao topo das Américas, passando pela Copa do Brasil em 2007, vibramos e cantamos sem parar. E agora, nossa voz fala mais alto. Líderes do Brasileirão outra vez!

A vitória de hoje contra o Cruzeiro é, de fato, maior do que o jogo em si. Enfrentamos um adversário difícil, bem postado e com bom toque de bola. Em alguns momentos, o jogo parecia pender mais para o lado celeste. No entanto, como toda equipe do técnico Muricy Ramalho, o Fluminense se manteve firme. Criou menos do que se esperava, mas jogava de forma segura. Quando os espaços apareciam na defesa, Fernando Henrique fez ótimo papel, com importantes intervenções. No primeiro tempo, sofremos com muitos passes errados e com a dificuldade em prender a bola no campo de ataque – Rodriguinho, mais uma vez, não vinha bem.

Para a segunda etapa, Alan entrou no lugar do atacante ex-Santo André, e, com a melhora do trabalho no setor ofensivo, dominamos as ações do jogo. O Cruzeiro – que perdera Gilberto, contundido, ainda na primeira etapa – não conseguia furar nosso bloqueio. Mariano avançava com desenvoltura e Carlinhos, mesmo não tão bem quanto em outras exibições, ajudava a empurrar a Raposa para trás. Mas o jogo continuava amarrado pelo meio, com poucos espaços.

Até que aos 9 minutos do segundo tempo, em um escanteio bem cobrado por Conca, Leandro Euzébio aproveitou a falha da zaga cruzeirense – mais preocupada com Gum e Fred – e fez o gol que tanto precisávamos! Um a zero! A bola parada e a força de uma equipe com quatro excelentes cabeceadores – outra marca dos times de Muricy – nos colocava na frente do placar.

Com esta vantagem, o jogo passou a ser ainda mais controlado pela nossa equipe. Fred não vinha bem, mas era importante para abrir espaços e prender zagueiros. Conca, Mariano e Diguinho passaram a errar menos e jogar com o tempo. Em ações isoladas, o Cruzeiro incomodava, sem ser muito efetivo. O jogo era do Flu, que atuava com a maestria estratégica de uma equipe madura.

O fim da partida veio a confirmar o que nós, no fundo, sabíamos que iria acontecer: viramos líderes! Mesmo em um dia onde muitas das peças importantes da nossa equipe não estiveram bem, a solidez da engrenagem tricolor nos garantiu os três pontos e a ponteira na tabela. Mantendo-se esta postura encorpada, estamos de vez credenciados para levar o Brasileirão pela terceira vez em nossa história!

Um dia após nosso aniversário, o Maracanã viu e ouviu, como já o faz há algum tempo, dezenas de milhares de tricolores derramarem sua paixão em cantos e festas memoráveis. A homenagem ao técnico Cuca, que teve o nome gritado nas arquibancadas antes do jogo, mostrou que o reconhecimento e a gratidão são, também, marcas de nossa torcida. Somos diferenciados. Estamos nos acostumando a torcer como ninguém, jogando junto. Agora é a hora de embalarmos para recuperar a trajetória de conquistas e espalhar a nossa festa por todo o país.


Dia de reencontro

O mesmo palco, a mesma torcida, a mesma paixão.

Nesta quinta-feira, o Fluminense estará de novo no Maracanã, ao lado da melhor e mais bela torcida do Brasil.

Na volta do Brasileiro após a Copa já tivemos uma vitória e um empate, quatro pontos a mais, uma colocação acima na tabela e duas belas festas da torcida. Temos que manter este pique. Temos que segurar esse ritmo, que até lembra a grande arrancada do “Time de Guerreiros” no ano passado.

Enfrentaremos um time bem forte. O Fluminense precisará de todo apoio e energia de sua torcida. E isso não costuma faltar. A liderança do campeonato está bem perto. Chegaremos lá.

Vamos lotar o Maracanã.